Conceito · A mudança
Não sei se é o seu caso, mas a pergunta que eu mais me fiz na vida — e que provavelmente mais fiz aos outros — poderia se resumir em uma palavra: por quê?
Todo mundo que tem filhos conhece bem essa fase da vida em que o pequeno só tem essa palavra na boca, o que às vezes pode causar situações bem constrangedoras: “E por que o moço está numa cadeira de rodas? E por que a moça não tem cabelo?”
Ao crescer, fazemos menos essa pergunta aos outros, mas ela continua nos obcecando: “Por que ele falou comigo daquele jeito? Por que eu me sinto mal?” A pergunta do porquê vai se tornando mais complexa, chegando às vezes a ganhar contornos existenciais. É por isso que, instintivamente, quando não nos sentimos bem ou quando um problema aparece — tanto na vida pessoal quanto na profissional —, sempre nos fazemos a pergunta do porquê, com a ideia de que, ao identificar as causas do problema, saberemos resolvê-lo.
E se eu dissesse a você que esse postulado de base talvez não seja totalmente verdadeiro, e que existe um campo muito mais amplo de possibilidades se conseguirmos nos fazer outra pergunta?
Há algumas décadas, observa-se uma certa forma de revolução em alguns ramos da psicologia, com a ideia de que não é necessariamente o fato de conhecer a causa dos problemas que permite resolvê-los. Muitos profissionais e pesquisadores se interessam hoje pelo processo da mudança: por aquilo que permite às pessoas modificar suas representações rumo a esquemas mais funcionais, mais tranquilizadores — em outras palavras, rumo a uma vida mais feliz.
É o que chamamos de teoria da mudança, e este é o programa desta apresentação:
Deixo você descobrir esta apresentação — em francês — no vídeo abaixo.
Como citar este artigo
Besse, J. (2021, 15 de outubro). Teoria da mudança: os 3 níveis da mudança. Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/articles/teoria-da-mudanca-os-3-niveis-da-mudanca
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