Journal of Solution Focused Practices · Artigo conceitual

“Que diferença isso vai fazer?” Contratar de forma mais colaborativa

David Blowers, responsável clínico do serviço de apoio a estudantes da Oxford Brookes University e professor no Metanoia Institute, detém-se nos cinco primeiros minutos da terapia. Quando um cliente a quem se pergunta pelas suas melhores esperanças responde com um processo — “desabafar”, “entender por quê” —, a literatura focada nas soluções recomenda trazê-lo de volta ao resultado perguntando: “que diferença isso vai fazer?” Praticante convicto e leitor admirador dos autores que critica, Blowers mostra o que essa manobra custa: ela descarta uma preferência que a pesquisa convida a acolher, e exerce sobre o cliente um poder ao qual ele ainda não consentiu. Ele propõe dois ajustes mínimos — explicar brevemente o que vai acontecer e pedir o acordo, ou responder com franqueza ao pedido — que tornam a contratação colaborativa sem custo algum para a brevidade.

Autor David Blowers, MSc, Metanoia Institute e Oxford Brookes UniversityPrimeira publicação Journal of Solution Focused Practices, vol. 9, n. 2, 2025Tradução Complexe Systémique, tradução não oficial

Tradução não oficial para o português. Este artigo é a tradução de ‘What Difference Will That Make?’ – Contracting More Collaboratively in Solution-Focused Brief Therapy, de David Blowers, publicado no Journal of Solution Focused Practices, vol. 9, n. 2 (2025), p. 3-18, doi: 10.59874/001c.142789, sob licença CC BY 4.0. Tradução realizada pelo Complexe Systémique em setembro de 2026: o texto foi traduzido e rediagramado — os intertítulos são do autor, exceto “Resumo” e “Do que trata este artigo”, acrescentados onde o original não os tinha; sua nota de autor foi reunida em um quadro ao final e foram acrescentados links internos —, o que constitui uma modificação da obra nos termos da licença. O autor escreve SFBT e SF; nós escrevemos TBFS e “focado nas soluções”. Esta tradução não foi feita pelo autor nem pela editora, que não respondem por seu conteúdo nem por eventuais erros. A versão original prevalece.

Os praticantes focados nas soluções, talvez mais do que ninguém, sabem que uma pequena mudança pode fazer uma grande diferença.

David Blowers

Resumo

Os terapeutas focados nas soluções costumam aconselhar que, se um cliente pede determinados processos terapêuticos, o terapeuta redirecione a conversa para os resultados. Se o cliente ainda não consentiu com os processos terapêuticos focados nas soluções – ou pediu processos diferentes –, então controlar a conversa dessa maneira poderia ser descrito como um ato de dominação e poderia ser contraterapêutico. Em vez disso, responder ao pedido demonstraria respeito. A pesquisa sugere que envolver os clientes nas decisões sobre sua terapia traz benefícios clínicos.

Palavras-chave: contratação, terapia breve focada nas soluções, pluralismo, poder, terapia individual.

Do que trata este artigo

A terapia breve focada nas soluções (TBFS) é descrita por Ratner, George e Iveson (2012, p. 3) como um “método para conversar com os clientes” que “sustenta que o modo como os clientes falam de sua vida […] pode ajudá-los a fazer mudanças úteis”. O’Connell (2001, p. 1) afirma que ela “visa ajudar os clientes a alcançar os resultados que preferem, evocando e co-construindo soluções para seus problemas”. Para Shennan (2024), as sessões de TBFS “focam principalmente no futuro esperado pela pessoa e no progresso que ela está fazendo rumo a ele”.

Os terapeutas focados nas soluções usam, portanto, esse “método para conversar” para co-construir um diálogo em torno do “resultado preferido” ou do “futuro esperado” do cliente, que procuram fazer emergir. Nos casos em que os clientes falam dos processos terapêuticos que querem, em vez do resultado que gostariam de obter, os autores focados nas soluções aconselham redirecionar a conversa de volta aos resultados. Neste artigo, examinarei a posição do terapeuta focado nas soluções que segue esse conselho e a posição possível de um novo cliente. Em seguida, apontarei os riscos terapêuticos implicados em seguir a prática padrão da TBFS e proporei como os terapeutas focados nas soluções podem modificar sua abordagem para mitigar esses riscos. Boa parte desta discussão será aplicável a terapeutas de qualquer abordagem, sempre que os clientes não tiverem escolhido deliberadamente trabalhar com a deles.

Para me situar nesta discussão: sou um praticante entusiasmado da TBFS e admiro muitos dos autores focados nas soluções que aqui cito, de modo que esta é decididamente uma crítica amigável. Também sou formado em outra abordagem de psicoterapia e trabalhei, ensinando e praticando terapia, com colegas e estudantes vindos de abordagens muito diversas, e portanto me vejo como um terapeuta focado nas soluções inserido no meio terapêutico mais amplo. Quando falo de “terapia” neste artigo, refiro-me à terapia individual e trato “terapia”, “psicoterapia” e “aconselhamento” como sinônimos – como talvez fizessem os clientes.

O início da terapia

Este artigo concentra-se no primeiríssimo diálogo entre duas pessoas: um terapeuta focado nas soluções que conhece os conselhos dos principais autores da TBFS e um novo cliente que pode ter suas próprias expectativas sobre o que vai acontecer na terapia. Considerarei cada um deles por sua vez, a fim de dar contexto à minha discussão posterior sobre os riscos desse conselho predominante.

O plano de ação do terapeuta focado nas soluções

Como vou mostrar, os terapeutas focados nas soluções pretendem que eles e seus clientes falem de resultados logo no início da sessão, ou bem perto do início. Apresentarei em seguida o conselho dado na TBFS para as situações em que um cliente quer falar de outra coisa.

“Na primeira sessão, o praticante focado nas soluções procura fazer um contrato em torno das melhores esperanças (best hopes) do cliente”, afirma O’Connell (2016, p. 39) – “nos primeiros cinco minutos”, segundo Ratner et al. (2012, p. 63). Steve de Shazer, um dos fundadores da TBFS, acreditava que a terapia breve deveria organizar-se em torno dos objetivos do cliente (Korman et al., 2020). Ele descrevia, por exemplo, a “pergunta do milagre”, uma intervenção focada nas soluções, como “de longe o modo mais simples que já desenvolvi para ajudar os clientes a enunciar objetivos em termos concretos e comportamentais” (De Shazer, 1990, p. 96). Esse tema do resultado – muitas vezes a ser formulado em termos concretos e comportamentais – é retomado nas tentativas posteriores de descrever e manualizar a prática focada nas soluções.

Assim, o livro da European Brief Therapy Association sobre a teoria da prática focada nas soluções afirma que “tudo, na conversa [focada nas soluções], visa apoiar o agir significativo do cliente para fazer seus valores acontecerem no futuro” (Sundman et al., 2020, p. 40). O BRIEF, influente organização de formação, declara em seu manual que “as sessões de acompanhamento começam explorando o que os clientes fizeram desde o encontro anterior que seja considerado ‘melhor’, e mais geralmente o que fizeram que lhes seja útil” (George et al., 2020, p. 5). O manual de tratamento da Solution Focused Brief Therapy Association diz que o estabelecimento de objetivos concretos é um componente importante da TBFS e que os objetivos úteis são “enunciados em termos comportamentais” (Bavelas et al., 2013, p. 9). Nada nessa ênfase no comportamento equivale a afirmar que os terapeutas focados nas soluções nunca falam de emoções e sentimentos ao longo do caminho, que não os reconhecem ou que não perguntam sobre eles; mas “o terapeuta não vai ‘lidar’ com as emoções: ao contrário, passará rapidamente à fala de ação” (Ratner et al., 2012, p. 234).

Sundman et al. (2020, p. 40) afirmam que “os praticantes orientam cada turno de fala para a mudança desejada”, e parece que os primeiríssimos momentos da terapia não escapam à regra. Os terapeutas focados nas soluções tendem a acreditar que lhes cabe assegurar que os clientes falem de resultados, e diversos autores colocam isso à frente da discussão dos processos terapêuticos que o cliente venha a mencionar.

O’Connell (2016, p. 40) enuncia a estratégia padrão: “dificuldades particulares podem surgir para o terapeuta focado nas soluções se a agenda do cliente for ‘entender por que tenho esses problemas’, ou se ele espera que o terapeuta lhe dê conselhos e resolva seus problemas. O terapeuta pode perguntar: ‘o que você esperaria que estivesse diferente em sua vida uma vez que sentisse ter entendido seus problemas?’” Note-se aqui que o pedido do cliente, referente a processos terapêuticos, é apresentado como uma “dificuldade” para o terapeuta, e que a solução proposta é uma pergunta que desloca suavemente a conversa para fora da “agenda” do cliente, rumo à agenda do terapeuta, que é discutir o resultado.

Ratner et al. (2012, p. 63), ou seja, o BRIEF, escrevem em seu livro de introdução à TBFS:

Imagine por um momento que, à pergunta pelas melhores esperanças, o cliente responda: “Minha melhor esperança em relação à nossa conversa é apenas desabafar”, ou “Minha melhor esperança em tudo isso é apenas entender, entender por que tudo isso aconteceu.” […] As duas respostas se referem ao processo terapêutico, e não à vida cotidiana, à experiência do dia a dia. […] O cliente imagina que “entender” ou “desabafar” fará uma diferença “na vida”, que isso o levará aonde ele quer chegar, e é isso que interessa ao praticante focado nas soluções: o destino desejado, e não a descrição do itinerário suposto. A pergunta-chave que permitirá desembaraçar itinerário e destino, processo e resultado, é simplesmente: “então, que diferença isso vai fazer?”

Ratner, George e Iveson (2012, p. 63)

A escolha das palavras ilumina alguns pressupostos sobre a relação entre terapeuta e cliente. Privilegia-se o que interessa ao praticante sobre o que evidentemente interessava ao cliente o bastante para que ele o desse como resposta – o que se justifica, presume-se, pela suposição de que o cliente imagina que o processo que escolheu levará a um resultado desejado (e ainda não especificado). A resposta do cliente à pergunta pelas melhores esperanças é aqui apresentada como um mero emaranhado, e não como uma dificuldade, bastando ao terapeuta “desembaraçá-la” fazendo uma pergunta precisa, a qual afasta o cliente da discussão do processo e o leva à discussão do resultado, assunto que interessa ao praticante.

Shennan (2019, p. 45), que também examina as respostas possíveis do cliente às perguntas do praticante sobre o resultado, explica que os clientes frequentemente pensam em um processo que poderia acontecer no trabalho: receber uma explicação ou um conselho do profissional, ou simplesmente falar. “É portanto importante estar sempre se perguntando se você acabou de ouvir uma resposta de resultado ou uma resposta de processo”, escreve ele, antes de propor uma sequência condicional que caberia bem em um manual: “Se for processo, o passo seguinte é ir além disso, rumo ao resultado: se esse processo acontecesse, como eles saberiam que tinha sido útil?” Também aqui se trata de uma variante do que chamarei de “a pergunta da diferença”.

De Shazer citava este comentário de Erickson: “a terapia é duas pessoas tentando descobrir o que diabos uma delas quer” (De Shazer, 1994, p. 15). Talvez a tarefa fique mais difícil se o terapeuta frequentemente desconsidera o que os clientes declaram querer. Para citar de Shazer novamente: “não deixe a teoria atrapalhar. As teorias vão cegar você” (Hoyt, 2001, p. 29).

O que um novo cliente imagina da terapia

Enquanto para de Shazer (1990, p. 98) “a terapia é uma conversa entre pelo menos duas pessoas […] sobre alcançar o objetivo do cliente”, o alcance daquilo que se chama terapia é muito mais amplo do que uma conversa em busca de resultados. Um novo cliente que não procurou especificamente a TBFS pode, no contexto britânico, ter consultado as perguntas frequentes do UK Council for Psychotherapy e ali aprendido que “a psicoterapia oferece um […] espaço para você refletir sobre quaisquer dificuldades emocionais com um terapeuta formado”, “para ajudá-lo a expressar seus pensamentos e sentimentos e a explorar o que surge quando você o faz” (UKCP, s. d.). Ele também pode ter visitado a página “O que é aconselhamento?” no site da British Association for Counselling and Psychotherapy (BACP, s. d.) e ali lido que:

Aquilo de que você vai falar variará conforme o que você quer ajuda e conforme a abordagem do terapeuta. Poderia incluir:

  • seus relacionamentos;
  • sua infância;
  • seus sentimentos, emoções ou pensamentos;
  • seu comportamento;
  • acontecimentos de vida passados e presentes;
  • situações que você acha difíceis.

BACP, s. d.

O cliente hipotético de Ratner et al. (2012, p. 67) mencionado antes, ao receber a pergunta da diferença, deu as respostas “emaranhadas” que são “desabafar” e “entender”, em vez da procurada resposta em termos de resultado. “Desabafar” poderia ser apropriado em uma forma de terapia que privilegia o aspecto relacional. “Entender” poderia ser o desejo de usar a terapia para clarificar os próprios sentimentos, um processo comum em muitos tipos de terapia. Os clientes podem sentir que tais abordagens são mais apropriadas e desejáveis para eles do que outras, e podem também conhecer o amplamente divulgado efeito Dodô, a noção de que muitas terapias são igualmente eficazes (Rosenzweig, 1936).

Dada a variedade dos procedimentos terapêuticos, o discurso predominante sobre a terapia e as necessidades e preferências experimentadas pelos clientes, eles podem legitimamente ter expectativas de terapia diferentes das do terapeuta, em contextos nos quais encontraram um terapeuta focado nas soluções sem terem pedido um. Ora, a TBFS limita seu escopo a um tipo particular de procedimento – fazer perguntas centradas nos resultados –, e os clientes podem não estar cientes dessa limitação quando chegam. Quais são, então, os riscos de os terapeutas irem “além do processo, rumo ao resultado”? (Shennan, 2019, p. 45)

Riscos da abordagem focada nas soluções diante da discussão dos processos

Considerarei primeiro os riscos de o terapeuta agir de modo a contornar uma discussão sobre os processos terapêuticos e depois os riscos que decorrem das dinâmicas de poder das quais ele participa ao escolher agir assim.

As consequências clínicas de evitar a discussão sobre os processos

O ato de contornar uma discussão sobre os processos terapêuticos pode levar à perda de benefícios clínicos e ao risco de encerramento prematuro da terapia.

Para começar pelo óbvio (embora possivelmente negligenciado), um problema de contornar as preferências do cliente é que o cliente simplesmente não obtém aquilo pelo que veio à terapia. O estudo de De Smet et al. (2021, p. 167) sobre clientes com bons escores de resultado mas baixa satisfação com a terapia analisa o caso de uma cliente de terapia cognitivo-comportamental que relatou várias mudanças comportamentais positivas após uma terapia para suas “queixas depressivas”, mas que “não conseguia identificar o que a tinha ajudado” e afirmou “que teria gostado de encontrar uma ‘causa real’ para estar deprimida, como um trauma grave, mas que ainda não a havia encontrado e que a terapia, ou o terapeuta, também não a ajudou nisso”. Tal cliente pode ter procurado terapia para clarificar sentimentos e ter recebido, em vez disso, uma terapia que modificou pensamentos e comportamentos, sem que o sucesso desta última anulasse a insatisfação de não ter recebido a primeira. Isto é especulação, mas o caso ilustra uma armadilha possível em não reconhecer nem acomodar as preferências de um cliente.

A pesquisa em saúde mostra que a decisão compartilhada aumenta a satisfação dos pacientes e seu envolvimento ativo no cuidado, e reduz o abandono (Ahmad et al., 2014; Makoul e Clayman, 2006). Especificamente para a terapia, Cooper e Norcross, apoiando-se em duas metanálises, afirmam: “a pesquisa sugere que evocar – e acomodar – as preferências dos clientes em matéria de psicoterapia traz uma contribuição valiosa para os resultados. Isso está associado a grandes reduções nas taxas de abandono e a melhorias médias na mudança clínica” (www.c-nip.net, 2019, p. 1). As recomendações focadas nas soluções, porém, fazem o contrário: não apenas não evocam nem acomodam, como ignoram deliberadamente o processo pedido pelo cliente e redirecionam a conversa para o resultado.

É possível, então, que prosseguir com o questionamento focado nas soluções sem ter respondido àquilo que o cliente diz do processo terapêutico limite a melhora clínica e talvez contribua para abandonos. Beyebach et al. (1996, p. 303-304) observam que, para a maioria dos terapeutas focados nas soluções, “o abandono não é considerado um problema” e que “a pesquisa mostra que muitas vezes o ‘abandono’ não equivale a um ‘fracasso terapêutico’”, podendo ser causado por clientes que sentem ter melhorado o suficiente para não voltar. Ainda que isso possa ser verdade, eles opinam que pode, mesmo assim, ter consequências negativas: os efeitos financeiros e administrativos para os profissionais, a falta de ajuste sugerida pelo fato de o terapeuta acreditar que o cliente vai querer outra sessão enquanto o cliente não quer, e a consequente impossibilidade de terapeutas e pesquisadores aprenderem algo sobre o desfecho do cliente.

No entanto, também é bastante plausível que o não comparecimento de um cliente seja causado por fracasso terapêutico, risco que parece aumentado se o cliente se sente decepcionado por suas preferências quanto aos processos terapêuticos não terem sido levadas a sério. A pesquisa de Sommerfeld (2023) sobre os momentos de decepção dos clientes com seu terapeuta constatou que sair, ou pensar em sair da terapia, era a resposta predominante, e que 34% dos participantes estudados relataram ter encerrado a terapia após um “evento de decepção”. A pesquisa de Knox et al. sobre o fracasso da psicoterapia constatou que uma das causas era quando “os participantes sentiam que os psicoterapeutas estavam excessivamente investidos em uma técnica ou abordagem, ou eram inflexíveis” (2023, p. 307), e outra era quando a terapia “não abordava as preocupações dos participantes”, com um participante afirmando: “eu não recebi ajuda para aquilo que me levou à terapia” (p. 305). Uma consequência preocupante do fracasso terapêutico era que “tipicamente, os participantes se desinteressavam por outros serviços de saúde mental, ou tinham dificuldade em procurá-los” (p. 306). A leitura é desconfortável e pode ser atraente afastar essas questões como não se aplicando a nós, de modo que vale a pena lembrar que “os clínicos frequentemente subestimam a extensão da insatisfação dos clientes com a psicoterapia ou com o psicoterapeuta” (Hunsley et al., 1999; Knox et al., 2023, p. 229; Westmacott e Hunsley, 2010) “e superestimam a própria eficácia clínica” (Knox et al., 2023, p. 229; Walfish et al., 2012).

Quanto à satisfação, a pesquisa qualitativa sugere que os clientes percebem valor em ter seu retorno sobre a terapia ouvido e reconhecido no diálogo com seus terapeutas (Cooper et al., 2015; Li et al., 2024). Cooper (2020), terapeuta pluralista, detalha:

Isso é algo que vimos em nossa pesquisa qualitativa, conversando com clientes sobre a experiência de estar em terapia pluralista. Eles nem sempre dizem que a acomodação das preferências foi a chave de sua mudança psicológica, mas o que parecem dizer é que apreciam que o terapeuta tente: que lhes pergunte o que querem e depois tente atender às suas preferências. Isso é vivido como um sinal de boa vontade, de respeito, de esforço – mesmo que ele não acerte.

Cooper (2020)

Os clientes vivem o fato de lhes perguntarem quais são suas preferências terapêuticas como um sinal de respeito; no entanto, como vimos antes, o conselho dos autores focados nas soluções, quando o cliente traz suas preferências, é mudar de assunto empregando a pergunta da diferença. Desviar-se deliberadamente daquilo que o cliente acabou de dizer é talvez uma oportunidade perdida de demonstrar respeito – ou, pior, pode ser percebido pelo cliente como um sinal de desrespeito. Eu iria ainda mais longe: assumir a posição de que o terapeuta tem o direito de controlar a conversa dessa maneira, nesse momento, é uma expressão de poder sobre o cliente que pode ter consequências negativas em si mesma, além de ser intrinsecamente problemática por princípio.

As dinâmicas de poder por trás da pergunta da diferença

As dinâmicas de poder por trás do ato de controlar a conversa dessa maneira, antes que o cliente tenha consentido com o modo de trabalhar do terapeuta, poderiam ser consideradas um ato de dominação. Isso poderia ser contraterapêutico mas, mesmo que não seja, talvez ainda assim seja melhor evitá-lo por princípio. Para examinar isso plenamente, vou percorrer modelos de poder e o modo como eles se cruzam com essa manobra interacional.

Quando um cliente, ao ser perguntado por um terapeuta focado nas soluções sobre o resultado que espera da terapia, enuncia em vez disso o processo terapêutico que espera, a pergunta “que diferença isso faria?” (e suas variantes) permite ao terapeuta desviar o cliente para seu tópico preferido, o resultado terapêutico, de um modo tão fluido que pode ser difícil notar que tal mudança de assunto está ocorrendo. É uma manobra bem azeitada e um presente para o terapeuta focado nas soluções iniciante. Quando me formei em TBFS, pratiquei essa técnica e, em vários grupos, vi terapeutas experientes demonstrando-a (a confidencialidade me impede de fornecer transcrições). Apesar da minha base em outra abordagem terapêutica, eu até me flagrava tomado por uma frustração coletiva com os clientes que não cediam facilmente, com os terapeutas repetindo variantes da pergunta até que, enfim, dessem aquilo que o terapeuta focado nas soluções considerava uma resposta aceitável: um resultado “na vida” (Ratner et al., 2012, p. 67). Depois de anos de prática, a capacidade de um terapeuta focado nas soluções de fazer essa transição torna-se muito afiada, e o cliente novo na terapia e em estado de sofrimento psicológico está em considerável desvantagem se preferisse, de início, falar do processo terapêutico em vez do resultado. Eu me sentia cada vez mais desconfortável com a facilidade com que podia fazer a conversa avançar dessa maneira.

No estudo de Knox et al. (2023, p. 309-310) sobre o fracasso da psicoterapia, os clientes entrevistados “aconselhavam, de forma variada, os profissionais de saúde mental a atentar para o diferencial de poder na relação psicoterapêutica”. Para mim, esse diferencial de poder era particularmente evidente na pergunta da diferença. A ampla discussão de Proctor (2002) sobre o poder na psicoterapia pode nos ajudar a atentar para esse diferencial ao nos ajudar a conceituá-lo, e por isso resumirei duas teorias que ela descreve.

Primeiro, seguindo De Varis (1994), Proctor distingue três aspectos do poder.

O poder de papel: “o poder inerente aos papéis de terapeuta e de cliente, que resulta da autoridade dada ao terapeuta para definir o problema do cliente, e do poder que o terapeuta tem dentro da organização e das instituições em que trabalha. […]. Qualquer que seja o contexto de trabalho de um terapeuta, a sociedade ainda dá poder àqueles identificados como terapeutas.” (Proctor, 2002, p. 12)

O poder social: “o poder que provém das respectivas posições estruturais do terapeuta e do cliente na sociedade, com referência a gênero, idade, etnia etc.” (p. 12) Proctor observa que “os terapeutas têm maior probabilidade de ser brancos e de classe média, enquanto os clientes são geralmente mais pobres, mais adoecidos mental e fisicamente, mais velhos, mais jovens, mais dependentes e com menos apoio social.” (p. 19)

O poder histórico: “o poder que resulta das histórias pessoais do terapeuta e do cliente e de suas experiências de poder e de impotência. […] As histórias e experiências pessoais afetarão, e em certa medida determinarão, como os indivíduos são nos relacionamentos e como pensam, sentem e às vezes se comportam em relação ao poder na relação.” (p. 12) Os clientes, por exemplo, podem ter se tornado habituais “agradadores de pessoas”, podem acreditar que seus desejos têm pouco valor, ou podem nunca ter sido escutados, inclusive por profissionais. A experiência que os terapeutas têm do poder de papel contribuirá para sua própria história pessoal.

É claro que o poder nem sempre pode ser adequadamente descrito em termos estruturais unidirecionais, e os clientes não são necessariamente passivos – mas eles frequentemente exercem seu poder deixando a terapia, o que pode produzir os efeitos deletérios discutidos antes.

Proctor (2002) também adapta à terapia os domínios do poder familiar de Cromwell e Olson (1975). São eles:

1

As bases – os recursos econômicos e pessoais do poder implicados nos três aspectos do poder acima.

2

Os processos – “técnicas interacionais, tais como a persuasão, a resolução de problemas ou a exigência, que os indivíduos usam em suas tentativas de ganhar controle sobre aspectos da relação” (Proctor, 2002, p. 94).

3

Os resultados – por meio dos quais o terapeuta controla o que é aceitável.

(Os processos e os resultados discutidos aqui, no contexto dos domínios do poder, não devem ser confundidos com os processos e os resultados discutidos antes no contexto da terapia, por exemplo o processo terapêutico de clarificar sentimentos ou o resultado que o cliente deseja da terapia.)

Apliquemos o vocabulário do poder de Proctor, De Varis, Cromwell e Olson à pergunta da diferença, isto é, à aplicação de uma fórmula bem ensaiada para desviar um cliente de sua esperança de um processo terapêutico rumo à identificação de um resultado terapêutico. É o caso de um terapeuta que, a partir de suas bases de poder (compostas por seu poder de papel, social e histórico), emprega um processo de poder (a técnica interacional da pergunta da diferença) rumo ao resultado de poder que é o controle da conversa, de modo que o cliente dê uma resposta aceitável para o terapeuta.

Alguns terapeutas talvez queiram reconsiderar esse hábito a fim de reivindicar menos poder sobre o cliente, por acharem essa uma abordagem intrinsecamente mais ética. Podem também considerar a consequência possível de o cliente ficar ainda mais destituído de poder pela interação, contribuindo negativamente para sua experiência do poder. Dado que as pessoas podem recorrer à terapia por causa de uma impotência anterior, e podem esperar que a terapia as deixe sentindo-se mais empoderadas, há necessidade, nesses casos, de considerar a “consistência interna dos meios e do fim”, como diz Proctor (2002, p. 93).

A contratação reconsiderada

Acredito que as questões que tentei destacar podem ser mitigadas se os terapeutas focados nas soluções adotarem sobre a terapia uma perspectiva pluralista e atenta ao poder, e fizerem pequenas mudanças no modo como começam seu trabalho com os clientes. Discutirei cada uma delas por sua vez.

As atitudes do terapeuta

Há duas atitudes em particular que podem ajudar os terapeutas a navegar por essas armadilhas: o compromisso de não destituir os clientes de seu poder e uma perspectiva pluralista sobre a terapia.

Quanto ao poder: dado que muitas pessoas podem se tornar clientes de terapia por causa de suas experiências de impotência, os terapeutas deveriam comprometer-se a não aprofundar ainda mais essa impotência, tanto quanto possível. Para isso, precisam estar cientes de seu próprio poder, e os modelos de aspectos e domínios do poder apresentados acima são maneiras úteis de conceituá-lo e, ao fazê-lo, de trazê-lo à consciência. Um terapeuta que rejeite tal concepção de poder talvez prefira formular isso mais positivamente, como um compromisso de encorajar a autoeficácia do cliente em todas as etapas do processo terapêutico.

Além disso, dado que existe uma gama de procedimentos terapêuticos, nem todos centrados no resultado, que o efeito Dodô nos diz que há pouca diferença significativa entre as abordagens e que a pesquisa sugere ser benéfico acomodar as preferências dos clientes em matéria de psicoterapia, os terapeutas de qualquer filiação deveriam ser capazes de reconhecer as preferências expressas por um cliente e de discutir o assunto com segurança e sem se defender. O terapeuta não precisa ser capaz (nem estar disposto) a oferecer o que o cliente pede para poder discutir o assunto; após uma discussão honesta, o cliente pode tomar uma decisão informada sobre prosseguir com um terapeuta focado nas soluções ou procurar outro lugar. Isso exige aquilo que Cooper e McLeod (2011, p. 219) descrevem como uma perspectiva pluralista: “acreditar que há muitas maneiras diferentes de ajudar os clientes, mesmo escolhendo especializar-se em apenas uma”.

Tais atitudes concordam com todos os princípios éticos da BACP (2018) menos um: ser digno de confiança, autonomia, beneficência, não maleficência e autorrespeito. (Muitos terapeutas focados nas soluções não são membros da BACP; faço essa observação simplesmente porque são bons princípios.)

Recomendações para a prática

Decorrendo de tais atitudes, proponho pequenas mudanças no modo como os terapeutas focados nas soluções começam seu trabalho com os clientes, a fim de mitigar os riscos que descrevi. Estas sugestões baseiam-se nas conclusões da base de pesquisa mencionada antes, embora, é claro, mais pesquisas pudessem ser realizadas para validá-las com clientes de contextos variados (cultura, gênero, questão apresentada, cenário clínico e assim por diante).

Terapeutas em prática privada podem facilmente escolher descrever sua abordagem em seu material de divulgação, para facilitar que clientes em potencial façam uma escolha informada. Se tiveram uma conversa sobre o trabalho conjunto antes de a terapia começar, o terapeuta pode perguntar sobre as expectativas do cliente em relação à terapia. Se houver uma falta de ajuste significativa, há então a oportunidade de o terapeuta encaminhar para outro lugar, ou oferecer uma sessão única para ver se o cliente acha a TBFS útil de todo modo.

Isso não é incomum, mas as coisas ficam mais complicadas nas situações em que os clientes não escolheram deliberadamente a TBFS em particular. George escreve que “o foco terapêutico é responsabilidade do terapeuta. É claro que a resposta às ‘melhores esperanças’ virá do cliente, porém, a partir daí, dar forma à conversa é trabalho do terapeuta” (BRIEF, 2021). Proponho, em vez disso, que os terapeutas assumam essa responsabilidade um ou dois turnos de fala mais tarde na conversa.

Se, quando o terapeuta pergunta ao cliente pelo resultado que ele espera do trabalho, o cliente fornece de fato tal resultado, então, antes de lançar-se nas perguntas focadas nas soluções, recomendo explicar muito brevemente o que acontece na TBFS e verificar o consentimento informado. Por exemplo, no meu trabalho em um serviço universitário de aconselhamento, costumo dizer algo assim:

Atendimento

Cliente – “Quero conseguir tocar meu trabalho em vez de ficar procrastinando o tempo todo.”

Terapeuta – “O método de terapia que costumamos usar tende a ajudar pessoas que querem ver mudanças assim na vida delas. Basicamente, consiste em eu fazer às pessoas perguntas sobre como elas gostariam que as coisas fossem e sobre o que já está ajudando nisso. Quando as pessoas respondem a esse tipo de pergunta, elas tendem a notar mudanças positivas acontecendo em sua vida. Você quer experimentar?”

Cliente – “Tudo bem, claro.”

Nesse ponto, o cliente deu consentimento informado não apenas para perguntas de estilo focado nas soluções, mas também para que o terapeuta assuma a condução fazendo perguntas repetidamente (nem todas as terapias fazem isso – considere a associação livre na psicanálise ou o “seguir o cliente” na terapia centrada na pessoa). Embora eu ainda verifique de vez em quando como o cliente está vivendo a sessão, penso que agora é legítimo que o terapeuta assuma o “trabalho” de dar forma à conversa. Anedoticamente, também constatei que os clientes podem ser mais expansivos ao responder às perguntas focadas nas soluções (em particular sobre interação) em decorrência de eu ter oferecido esse tipo de justificativa. Alternativamente, praticantes de alguns contextos podem organizar para que esse tipo de diálogo e de consentimento ocorra antes da primeira sessão, apoiando-o em conteúdos como páginas web, materiais impressos e vídeos.

Se, em vez disso, o cliente expressa um processo esperado, proponho reconhecê-lo em vez de ignorá-lo. Shennan (2019) observa que uma razão pela qual os clientes trazem um processo é que pensam que ele poderia ser necessário; assim, na dúvida, sugiro verificar se se trata genuinamente de uma preferência, e não daquilo que eles acham que deveria acontecer na terapia. Se for uma preferência, há duas grandes opções que podem ser usadas em lugar de mudar de assunto.

A primeira, que dependerá do modo de trabalhar desejado pelo terapeuta, é tentar acomodar o cliente. Às vezes isso pode ser feito dentro de um enquadre amplamente focado nas soluções. Por exemplo, se um cliente deseja “falar até o fim” sobre seus problemas, isso não é incompatível com a TBFS, e o terapeuta pode simplesmente ter o cuidado de não apressá-lo rumo à “fala-solução” (Berg e De Shazer, 1993). Outro exemplo: se um cliente quer conselho, pode-se fazer-lhe perguntas para ajudá-lo a dar conselho a si mesmo ou, na falta disso, enunciar o que outras pessoas acharam útil, encorajando o cliente a descobrir o que é certo para ele (como sugere George, 2019). Alguns terapeutas talvez queiram estender-se para além das fronteiras da TBFS e integrar abordagens vindas de outros lugares, talvez antes de voltar à TBFS: por exemplo ensinar habilidades, dar informação ou sugerir estratégias de enfrentamento da terapia cognitivo-comportamental (tais abordagens foram adotadas pelos conselheiros da Leeds Metropolitan University – White, 2003 – e abordagens semelhantes são usadas onde eu trabalho, na Oxford Brookes University). Indo ainda mais além da TBFS, alguns terapeutas talvez queiram aprender outra abordagem terapêutica, ou praticar uma que já conhecem. Por exemplo, se um cliente expressasse um forte desejo de clarificar um sentimento que o intriga, um terapeuta familiarizado com a terapia psicodinâmica ou centrada na pessoa poderia querer oferecer isso em vez da TBFS: oferecer o processo desejado pelo cliente, em vez de tentar converter a resposta dele em um resultado compatível com a abordagem focada nas soluções, para que se ajuste ao terapeuta. A oportunidade de às vezes trabalhar em outra abordagem também pode ser atraente para alguns terapeutas focados nas soluções, embora não para todos.

A outra grande opção é ser honesto quanto ao fato de que o terapeuta não poderá acomodar a preferência (o que é inteiramente legítimo). Se, por exemplo, o cliente faz questão de que um terapeuta ofereça interpretações sobre o que se passa psicologicamente com ele em seus relacionamentos, um terapeuta focado nas soluções poderia dizer, sem julgamento: “sei que muitos terapeutas trabalham assim, mas esse não é o tipo de abordagem que eu uso. Em vez de oferecer explicações sobre psicologia, costumo fazer perguntas voltadas a ajudar as pessoas a fazer mudanças em sua vida. Isso é algo que você gostaria de experimentar, ou preferiria que eu o ajudasse a encontrar um terapeuta que trabalhe do jeito que você mencionou?”

O terapeuta pode então, conforme o caso, encaminhar o cliente ou prosseguir com a TBFS. Se o cliente estiver disposto a experimentar a TBFS, o passo seguinte para o terapeuta pode ser agora fazer a pergunta da diferença, tendo recebido permissão para “dar forma à conversa” dessa maneira. O terapeuta poderia perguntar, por exemplo: “se esta terapia lhe fosse útil, assim como teriam sido as explicações sobre psicologia, que diferenças você estaria notando em sua vida?”

É possível que terapeutas focados nas soluções experientes já trabalhem de maneiras semelhantes a esta, apesar da abordagem diretiva da discussão dos processos delineada na literatura. Aqueles que não o fazem talvez ainda fiquem bastante satisfeitos, apesar de tudo o que eu disse, em usar a pergunta da diferença para desviar os clientes do processo para o resultado. Podem ter tido muito sucesso com ela, apreciar sua eficiência na busca de brevidade e sentir que os riscos e os benefícios potencialmente perdidos que descrevi são pouco prováveis ou de pequeno impacto. No entanto, as mitigações que proponho também são pequenas. Na maioria dos casos, a TBFS poderia prosseguir como de costume, mas com o benefício potencial de aumentar as expectativas positivas dos clientes quanto à terapia e de ampliar a probabilidade de melhores resultados (Lindhiem et al., 2014), ao custo de alguns minutos e do risco de um terapeuta perder um cliente para outro terapeuta mais adequado a ele (o que deveríamos saudar, pelos princípios de autonomia e beneficência).

Dependendo da postura ética do terapeuta sobre essas questões, esse modo de trabalhar poderia também oferecer uma oportunidade bem-vinda de parar de tomar poder do cliente dessa maneira específica, abrindo mão de uma técnica interacional bem ensaiada e renunciando ao esforço de controlar a conversa antes que o cliente tenha dado consentimento informado à abordagem focada nas soluções. Embora eu tenha destacado consequências potenciais da abordagem habitual, há também considerações deontológicas – os terapeutas podem sentir (ou não) que essa é uma maneira melhor de se comportar por princípio, mesmo que não tivesse impacto perceptível em uma sessão específica. Muitos desses princípios podem, é claro, aplicar-se igualmente a terapeutas de outras abordagens em situações nas quais os clientes não escolheram seu modo de trabalhar.

Conclusão

Neste artigo discuti o conselho padrão, na abordagem focada nas soluções, sobre o início da terapia: desviar os clientes de sua menção aos processos terapêuticos com uma pergunta astuta sobre que diferença tais processos fariam, a fim de que a conversa se concentre, em vez disso, nos resultados da terapia; tudo isso antes que consentimento explícito tenha sido concedido para uma abordagem focada nas soluções. Discuti como essa conduta contradiz evidências emergentes que apoiam uma abordagem mais colaborativa e tentei problematizá-la com base nas dinâmicas de poder. Propus uma mentalidade e um pequeno ajuste no processo conversacional que mitigarão essas preocupações. Responder diretamente ao pedido de um cliente é uma pequena maneira de demonstrar respeito e de evitar destituí-lo de seu poder. Os praticantes focados nas soluções, talvez mais do que ninguém, sabem que uma pequena mudança pode fazer uma grande diferença.

Agradecimento

Muito obrigado a Guy Shennan, que me convenceu a começar a escrever meus pensamentos sobre a terapia e que, com muita generosidade, comentou o artigo resultante.

Quem é David Blowers

David Blowers trabalhou como terapeuta em organizações variadas e é responsável clínico e terapeuta sênior focado nas soluções na Oxford Brookes University, além de professor no Metanoia Institute. É diplomado e mestre (MSc) em psicoterapia pelo Metanoia Institute, em parceria com a Middlesex University, e tem certificado em prática focada nas soluções.

E-mail: david.blowers@metanoia.ac.uk

Vínculos indicados pela revista: Faculty of Psychotherapy and Counselling, Metanoia Institute; Student Services, Oxford Brookes University.

Histórico de publicação

Submetido em 12 de junho de 2025. Aceito em 21 de julho de 2025. Publicado em 1º de setembro de 2025.

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Tradução não oficial para o português de ‘What Difference Will That Make?’ – Contracting More Collaboratively in Solution-Focused Brief Therapy, de David Blowers, publicado no Journal of Solution Focused Practices, vol. 9, n. 2 (2025), p. 3-18, doi: 10.59874/001c.142789, sob licença CC BY 4.0. Tradução e diagramação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença. Nem o autor nem a editora respondem por esta tradução; a versão original prevalece.

Tradução não oficial para o português de “'What Difference Will That Make?’ – Contracting More Collaboratively in Solution-Focused Brief Therapy”, publicado em Journal of Solution Focused Practices (2025) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.

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Como citar este artigo

Blowers, D. (2025). “Que diferença isso vai fazer?” Contratar de forma mais colaborativa (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/articles/que-diferenca-isso-vai-fazer-contratar-de-forma-mais-colaborativa (Obra original publicada em 2025 em Journal of Solution Focused Practices, vol. 9, n° 2; republicada em 2025 por Journal of Solution Focused Practices, https://journalsfp.org/article/142789)

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