Resenha · Red Sistémica

Terapia breve. Teoria da técnica

Regina Szprachman de Hubscher expõe sua maneira de trabalhar em terapia breve e a põe à prova em um caso em que tudo parecia decidido de antemão: droga, delinquência e aids. O subtítulo anuncia a aposta do livro — uma teoria que se enuncia à medida que a técnica se aplica, em vez de uma exposição teórica seguida de exemplos.

Obra Terapia Breve. Teoría de la técnica, Regina Szprachman de Hubscher, Lugar Editorial, 120 páginas Resenha por Claudio Des Champs Tradução Complexe Systémique, com a autorização da Red Sistémica

Um caso em que o destino parecia selado

Neste livro, a autora deseja transmitir ao leitor sua maneira singular de recriar os marcos essenciais da terapia breve. Ela o ilustra aplicando-a a um caso cuja problemática, muito complexa, assume “normalmente” o significado de um destino funesto. Um destino que também nos deixa na corda bamba, à imagem do que ela nos transmite da vivência da consulente diante do problema que precisa enfrentar: trata-se de droga, de delinquência e de aids, cuja presença remete a um fracasso tido como inevitável na família, na sociedade e também nas abordagens psicoterapêuticas em geral. É por essa razão que o caso apresentado oferece uma excelente ocasião para tocar de perto a estratégia terapêutica posta em prática.

A autora subintitula sua obra teoria da técnica porque considera que raramente, como nessa construção, a teoria se enuncia tão claramente à medida que a técnica se aplica.

O que a autora chama de terapia breve

O que é, então, para ela, a terapia breve?

1

Trabalhar “interacionalmente”

Começar trabalhando com quem sofre com o problema: é aí que estão as alavancas da mudança.

2

Coconstruir o motivo da consulta

Tomar a queixa do consulente e construir com ele o motivo da consulta, com respeito ao que ele vem buscar.

3

Definir um objetivo mínimo

Permitir ao consulente formular um objetivo a alcançar, mantido no mais justo, e empenhar-se junto com ele em obtê-lo.

4

Revisitar as soluções tentadas

Levar os consulentes a passar em revista as soluções tentadas que mantêm o problema, a fim de interromper o circuito que o retroalimenta.

5

Conduzir estrategicamente e depois soltar

Conduzir as entrevistas rumo ao objetivo do consulente, acompanhá-lo a distância progressiva durante a fase de manutenção, até que ambos se soltem mutuamente — tornando-o capaz de enfrentar os gatilhos que poderiam levar a eventuais recaídas.

Quem é Regina Szprachman de Hubscher

Terapeuta familiar de longa experiência, dirige o “Centro de Terapias Breves”, onde conduz em conjunto o atendimento, o ensino, a supervisão e a pesquisa. Ali constrói dispositivos clínicos em um enquadre estratégico do modelo MRI de Palo Alto, integrando recursos instrumentais oriundos dos campos sistêmico, psicodinâmico, cognitivo e comportamental, da PNL e do psicodrama.

Esta resenha é a tradução para o português de “Terapia Breve. Teoría de la técnica”, publicada pela Red Sistémica (primeira publicação: Red Sistémica). Traduzida e republicada com a autorização da revista.

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Como citar este artigo

Des Champs, C. (2022). Terapia breve. Teoria da técnica (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/articles/terapia-breve-teoria-da-tecnica (Obra original publicada em 2022 em Red Sistémica; republicada em 2022 por Red Sistémica, https://redsistemica.ar/2022/08/01/terapia-breve-teoria-de-la-tecnica/)

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