Esta versão foi traduzida do espanhol pelo Complexe Systémique com a ajuda da inteligência artificial. Em caso de dúvida, prevalece a versão original.
Resenha · Red Sistémica
Durante seis anos, a psicóloga argentina Silvina Singer conduziu uma Oficina da Mulher, espaço em que mulheres chegadas à metade da vida podiam olhar o caminho percorrido e escolher como viver o que vem depois. Backstage conta essa oficina: como ela se constituiu, o que a fez durar e o que ali se joga da identidade de mulher.
A música começa a soar. As luzes se acendem e a cortina se abre. O espetáculo começa o seu fim. Pois a apresentação é a última etapa de um longo trabalho de elaboração.
Backstage é a partida e a chegada desse processo, e é também o caminho. São os bastidores, o palco e a moldura em que se inscreve uma Oficina da mulher, para a mulher e pela mulher.
Este livro conta como a Oficina se constituiu, se modificou, se transformou ao longo das mudanças ocorridas em suas participantes e na época. Mas conta também o que a fez nascer e durar tantos anos, fazendo com que essas mesmas questões sigam atuais hoje, ontem e amanhã. É um convite a acompanhar a autora em sua busca de si mesma e, no percurso, a encontrar-se: pois trata-se antes de tudo disso, constituir uma identidade de mulher, estabelecer quem somos e quem queremos ser. Para saber, é preciso remontar à nossa história, às nossas lembranças, ao nosso backstage.
Quem é Silvina Singer
Graduada em psicologia clínica, atuou ao longo da carreira nos campos clínico, universitário e institucional, tanto no setor público quanto no privado. Especializou-se em terapia familiar e de casal e em terapia de grupo, bem como nas questões que dizem respeito a todos os aspectos da vida das mulheres. Colaborou com as revistas femininas Mujer e Sophia. Esse interesse a levou a coordenar grupos de gestantes e grupos sobre violência familiar, e depois a criar a Oficina da Mulher: um espaço em que mulheres na metade da vida podiam refletir sobre o caminho percorrido e escolher sua maneira de viver o futuro. Conduziu essa e outras oficinas sem deixar de lado sua experiência de mãe e de mulher em busca da própria realização pessoal, profissional e artística; suas intervenções nos grupos de mulheres souberam transmitir paixão e criatividade, sobre um sólido apoio teórico e clínico.
A resenha da Red Sistémica reproduz o prefácio do livro; damos aqui suas linhas principais, de forma condensada.
Por volta da metade da vida, escreve Silvina Singer, as mulheres atravessam uma das crises vitais mais intensas. À menopausa soma-se a síndrome do ninho vazio. A etapa é difícil de abordar: suscita angústias, ansiedades, sonhos e ilusões. Os projetos que davam sentido à vida deixam de dá-lo, e chega o momento de encontrar outros, que acompanharão ou decidirão a maneira de viver daqui em diante. É uma passagem marcada pela certeza do limite, pela morte, presente nos pais e nas pessoas queridas que já não estão.
Sua experiência de terapeuta lhe mostrou que, se uma mulher não tem projeto próprio quando chega esse momento da vida, ela deposita todas as suas expectativas na família — não só nos filhos, no companheiro também — e deixa assim toda a família suspensa aos seus estados de ânimo. As situações que então surgem em sua vida cotidiana, fora, são o reflexo de outras cenas, internas e não resolvidas.
O livro restitui seis anos de coordenação da Oficina da Mulher, um espaço em que um grupo de mulheres se arriscou a reencontrar-se para iniciar um novo projeto de vida: desdobrar a criatividade pessoal para adaptar-se a situações novas, deixar livres os outros membros da família em vez de mantê-los prisioneiros, passar de relações patológicas a relações saudáveis, sair da depressão mesmo sem saber ainda rumo a quê. A intenção da autora é que suas leitoras descubram, nos depoimentos reunidos e na abordagem posta em prática, pistas para enfrentar essa etapa: saber como outras mulheres a atravessam permite pensar de que ferramentas e de que capacidades cada uma dispõe, quais são utilizáveis agora, quais estão por criar, e com quem associar-se para construir novos projetos de vida.
“O jogo da vida”
Cada capítulo termina com uma seção de atividades de reflexão e de trabalho interior. O objetivo: olhar-se, reconhecer-se, identificar o que é possível mudar e o que não é, observar-se no passado para reconhecer as marcas deixadas no presente, reencontrar os modelos que nos marcaram e apropriar-se das sugestões para ser cada vez mais si mesma. A autora recomenda abordá-las com flexibilidade, numa atitude de jogo, a fim de poder ver e trabalhar as dificuldades que possam surgir. Esclarece que algumas leitoras elaborarão sozinhas os temas propostos, mas que uma ajuda externa — um grupo de pares, uma terapeuta — pode ser necessária para canalizar positivamente os conteúdos mais mobilizadores.
“As portas estão abertas. Bem-vinda ao backstage.”
Silvina Singer, prefácio de Backstage
Esta resenha é a tradução para o português de “BACKSTAGE de mujeres en la mitad de la vida”, publicada pela Red Sistémica (primeira publicação: Red Sistémica). Traduzida e republicada com a autorização da revista.
Ler o artigo originalComo citar este artigo
Singer, S. (2023). Backstage. Mulheres na metade da vida (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/articles/backstage-mulheres-na-metade-da-vida (Obra original publicada em 2023 em Red Sistémica; republicada em 2023 por Red Sistémica, https://redsistemica.ar/2023/02/08/backstage-de-mujeres-en-la-mitad-de-la-vida/)
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