Journal of Solution Focused Practices · Artigo conceitual

Visualizar a prática focada nas soluções: uma revisão crítica dos diagramas e modelos

Quadrantes, cruz, loop, tango, roda, galeria de arte, pirâmide, diamante: em vinte anos, a abordagem focada nas soluções, nascida minimalista e desconfiada da teoria, se cobriu de diagramas. Kirsten Dierolf passa dezessete em revista, do fluxograma de de Shazer em 1988 ao Diamante de Connie e Froerer em 2023, e faz a cada um a mesma pergunta: ele ilumina a prática ou a congela numa sequência de passos? A resposta: andaimes úteis para iniciantes, mapas, nunca o território, e um paradoxo epistemológico, necessárias ao ensino, essas imagens correm o risco de minar a filosofia que representam.

Autora Kirsten Dierolf (SolutionsAcademy)Primeira publicação Journal of Solution Focused Practices, vol. 10, n. 1, 2026, p. 3-25Tradução Complexe Systémique, tradução não oficial

Tradução não oficial em português. Este artigo é a tradução de Visualizing Solution Focused Practice: A Critical Review of Diagrams and Models in Theory and Application, de Kirsten Dierolf, publicado no Journal of Solution Focused Practices (2026), doi: 10.59874/001c.159483, sob licença CC BY 4.0. Tradução realizada pelo Complexe Systémique em setembro de 2026: o texto original foi traduzido para o português e reformatado. As dezessete figuras do original, que reproduzem diagramas de outras obras e permanecem sob os direitos dos seus autores, não são incluídas; as suas legendas são mantidas e o texto as descreve. Esta modificação da obra nos termos da licença não foi feita nem pela autora nem pelo editor, que não respondem pelo seu conteúdo nem por eventuais erros. A versão original faz fé.

Resumo. As visualizações e os diagramas são amplamente usados em psicoterapia, coaching e prática organizacional para tornar tangíveis e comunicáveis processos abstratos. Na prática focada nas soluções (FS), que enfatiza o minimalismo, a responsividade e a coconstrução, a adoção de diagramas traz oportunidades e desafios particulares. Este artigo apresenta uma revisão narrativa da literatura e uma reflexão crítica sobre as visualizações da prática FS publicadas entre 2002 e 2023. Identifica duas grandes famílias de modelos: os modelos em quadrantes, que mapeiam orientações teóricas, e os modelos de fluxo ou processo, que representam o movimento da conversa. A análise considera as suas forças pedagógicas, os seus pressupostos teóricos e as suas limitações. O artigo defende que, embora as visualizações apoiem o ensino, a comunicação e a profissionalização, elas também correm o risco de simplificar demais ou distorcer o foco da FS na emergência de uma conversa.

Palavras-chave: foco nas soluções, diagrama, visualização

Metodologia de pesquisa

As visualizações na prática profissional

Em psicoterapia, aconselhamento e coaching, os diagramas servem para ilustrar modelos teóricos e processos da prática. A terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo, se apoia fortemente em diagramas que representam a interação entre pensamentos, emoções e comportamentos (Beck, 2011). Do mesmo modo, a terapia familiar sistêmica recorreu a genogramas, diagramas de questionamento circular e mapas de rede para ilustrar dinâmicas relacionais (Minuchin, 1974). Na gestão e no desenvolvimento organizacional, fluxogramas, pirâmides e matrizes são ferramentas onipresentes para simplificar a complexidade e apoiar a decisão, por exemplo a análise SWOT (Gurel & Tat, 2017) ou a pirâmide das necessidades de Maslow (1943).

Em todos esses contextos, os diagramas cumprem várias funções que se sobrepõem. Comunicam processos rapidamente, criam uma linguagem compartilhada entre quem pratica e quem aprende, e servem de andaimes à prática. Podem também ter poder retórico: uma visualização bem concebida pode transmitir autoridade e legitimidade, sobretudo em contextos acadêmicos ou profissionais em que ideias abstratas precisam se tornar concretas. No mundo do coaching, os diagramas cumprem também funções de marketing e de marca: basta pensar na seta de Erickson (Erickson Coaching International, 2025), no duplo diamante do Design Thinking (Design Council, 2005) ou no modelo de coaching Co-Active (Kimsey-House et al., 2018).

O desafio de visualizar a prática focada nas soluções

A FS foi originalmente desenvolvida como uma abordagem minimalista e pragmática que enfatizava a escuta atenta da linguagem das pessoas atendidas, a amplificação dos seus recursos e a coconstrução de futuros preferidos (de Shazer et al., 2007). As suas figuras fundadoras resistiram a modelos teóricos complexos que explicassem a experiência e o comportamento das pessoas atendidas, insistindo antes no que funcionava na prática. Por isso, a FS foi muitas vezes descrita como “antiteórica” ou “pós-teórica” (Iveson et al., 2012) quanto às teorias sobre as pessoas atendidas. A FS tem, no entanto, um fundamento teórico sólido no construcionismo social, no pensamento pós-moderno e na filosofia de Ludwig Wittgenstein (de Shazer et al., 2007). As diferentes compreensões de “teoria” constituem um desafio para a visualização da abordagem: o que se visualiza é a prática, a teoria (sobre a prática, não sobre as pessoas atendidas) ou ambas?

A comunidade FS produziu uma variedade de modelos visuais, em particular para o ensino e a divulgação. Com o tempo, surgiu um rico conjunto de diagramas, desde simples quadrantes até metáforas elaboradas como rodas, tangos, galerias, pirâmides e diamantes. Algo incomum: ao contrário de outros modelos (por exemplo o modelo 4-D da Appreciative Inquiry, Cooperrider & Whitney, 2005, p. 16), a FS não tem uma visualização “oficial”. Steve de Shazer criou um fluxograma no seu livro Clues (de Shazer, 1988, p. 16), mas, até onde sei, ele não foi usado como visualização padrão.

A variedade das visualizações existentes levanta questões interessantes. De que forma as visualizações iluminam ou distorcem a prática FS, se é que o fazem? Elas dão poder a quem aprende, ou correm o risco de reduzir a FS a uma série de passos? E como as diferentes metáforas e estruturas refletem ou contradizem o ethos da FS?

Objetivo e questões de pesquisa

Este artigo apresenta uma revisão baseada na literatura e uma reflexão crítica sobre as visualizações do processo FS em teoria e prática. Aborda três questões orientadoras:

  1. Que tipos de visualizações da FS existem na literatura e nos materiais de formação?
  2. Como essas visualizações se alinham com os princípios da FS ou divergem deles?
  3. Quais são as implicações do uso de visualizações para a prática, a formação e a pesquisa?

Ao abordar essas questões, o artigo pretende contribuir para o diálogo em curso na comunidade FS sobre a melhor forma de representar, ensinar e divulgar a abordagem preservando o seu ethos distintivo.

Método e abordagem

Este artigo adota uma abordagem de revisão narrativa da literatura. Em vez de uma revisão sistemática com buscas exaustivas em bases de dados, o estudo se apoia em diagramas e visualizações publicados em livros, artigos e materiais de prática amplamente citados no campo FS. Ele foi produzido a partir de uma revisão das obras FS conhecidas da pessoa que assina este artigo e de uma pergunta na lista de discussão SOLWorld. O corpus inclui obras de 1988 a 2023, em fontes de língua inglesa, alemã e francesa.

Foram identificadas duas grandes categorias de visualizações:

  1. Os modelos em quadrantes, que usam matrizes dois por dois ou estruturas em cruz para orientar a atenção, mapear a postura de quem pratica ou classificar as dimensões da conversa.
  2. Os modelos de fluxo e processo, que representam o desenrolar das conversas, muitas vezes com metáforas de movimento, ciclo ou estrutura.

Cada modelo foi examinado quanto ao seu contexto histórico, uso pedagógico e pressupostos teóricos.

Modelos em quadrantes

Os modelos em quadrantes têm sido especialmente proeminentes em contextos organizacionais e de coaching, onde o formato dois por dois é familiar e amplamente usado. São, por isso, um formato acessível para apresentar um modelo fácil de adotar nesses ambientes.

Modelo Albert (Jackson & McKergow, 2007, p. 3)

Figura 1. O modelo Solutions Focus (informalmente conhecido como modelo Albert), Jackson & McKergow, 2007. Figura 2. O modelo Albert de Jackson & McKergow, 2024, com os quadrantes explicitamente nomeados. Figuras não reproduzidas.

O modelo Albert, que ainda se chamava “The Solutions Focus Model” na segunda edição de The Solutions Focus (Jackson & McKergow, 2007, p. 3), passou por algumas iterações nas edições seguintes do livro. Os diagramas em questão datam de 2007, quando o diagrama apareceu pela primeira vez na segunda edição, e da edição mais recente, de 2024. A primeira edição do livro não continha esse diagrama. Mark McKergow me contou que desenhou esse modelo pela primeira vez em 2003 num quadro branco durante um seminário na Saïd Business School de Oxford. Mais tarde ele o mostrou a colegas do Bristol Solutions Group, e um deles (Harry Norman) perguntou: “Como você vai chamar isso?” Mark gostava de citar a frase inverificável de Albert Einstein segundo a qual “tudo deve ser tornado tão simples quanto possível, mas não mais simples”, e respondeu (brincando): “Albert!” O nome pegou.

Foi, até onde posso julgar, a primeira visualização em quadrantes publicada da prática e da teoria focadas nas soluções. Houve tentativas anteriores, como o modelo PLUS de Michael Hjerth, que viveu em apresentações de congressos mas não pôde ser encontrado em forma publicada.

No “Solution Focused Model” de Jackson e McKergow, só o eixo x está rotulado, seja como “tempo” (nas versões anteriores), seja como “passado, presente, futuro”. O eixo y não é claramente definível: na metade esquerda, o topo é “problemático” (isto é, negativo) e a base “focada nas soluções” (isto é, positiva), enquanto na metade direita é o inverso. A beleza dessa representação do processo FS é que há uma linha reta do passado focado nas soluções ao futuro perfeito, e do passado problemático ao futuro temido, o que ilustra as duas trajetórias possíveis de uma conversa: pode-se prestar atenção ao passado problemático e ao futuro temido, ou ao passado focado nas soluções e ao futuro perfeito (o futuro preferido da pessoa atendida). Um pequeno triângulo aponta para o “futuro perfeito” a partir do ponto central do diagrama, ilustrando que na FS não há um plano detalhado desde onde a pessoa está (o ponto central) até o “futuro perfeito”, pois a cada passo as coisas podem mudar devido à complexidade da situação.

A força desse diagrama é ilustrar a teoria FS realçando aquilo a que se presta atenção, o fluxo possível de uma conversa e uma diferenciação em relação à conversa centrada no problema. Ao rotular o diagrama como “notar o que funciona” em vez de “encontrar o que funciona”, a versão posterior é também coerente com os desenvolvimentos mais recentes da FS, que sublinham a importância da “descrição” (McKergow, 2016).

Matriz FS / Paisagem das soluções (Schenck, 2006, p. 29)

Figura 3. A Paisagem das soluções / Matriz FS de Klaus Schenck. Figura 4. Os componentes “soluções” no tempo. Figuras não reproduzidas.

A “Matriz FS” de Klaus Schenck, como veio a ser chamada mais tarde, se intitulava “Paisagem das soluções” na publicação original. Usa uma estrutura semelhante à do modelo Albert, mas nesse diagrama os dois eixos podem ser rotulados: o eixo x é o “tempo” e o eixo y vai de “negativo” a “positivo”. No canto superior direito ficam as “soluções”. Segundo Schenck, “muitos ingredientes podem contribuir para uma solução: coisas, pessoas, competências, experiências passadas, dinheiro, energia, criatividade…, coletivamente chamados recursos. Os recursos e os elementos da solução desejada podem ser encontrados em todos os tempos, ao longo de todo o eixo do ‘tempo’ ou ‘linha do tempo’. Os do passado podem ser chamados de ‘experiências’, os do presente de ‘competências’, os do passado e do presente de ‘exceções’, e os do futuro de ‘visões’ ou ‘objetivos’” (Schenck, 2006, p. 28), o que ele representa no segundo diagrama.

Embora esse modelo não tenha uma linha reta clara para o processo FS, como o modelo Albert, ele usa uma estrutura de matriz dois por dois familiar a muita gente da consultoria organizacional para mapear aquilo a que a abordagem FS presta atenção. O “plano” FS é claramente visível como metade superior do diagrama. A força desse modelo está na adaptabilidade à consultoria organizacional e na clareza da representação. Schenck usa também o modelo como guia para a prática. Ele incentiva a convidar as pessoas atendidas a falar do que está na metade superior do diagrama: “Não importa realmente por qual quadrante do mapa a pessoa que você atende começa, você sempre pode encontrar perguntas que apontem para o quadrado superior direito, o quadrante das soluções! […] O mapa pode ajudar a se orientar, a ver onde a pessoa está, e que tipo de pergunta escolher para apoiar o foco nas possibilidades positivas e nos recursos” (ibid., p. 30).

Quadrante de orientação dialógica (Moon, 2017, 2020, p. 252)

Figura 5. O Quadrante de orientação dialógica de Haesun Moon (2017). Figura 6. O Quadrante de orientação dialógica de Haesun Moon (2020). Figuras não reproduzidas.

O “Quadrante de orientação dialógica” de Haesun Moon popularizou a estrutura originalmente concebida por Klaus Schenck. Os seus diagramas (Moon, 2017, 2020) combinam a linguagem do modelo Albert (Jackson & McKergow, 2007), “futuro temido”, e a estrutura da Paisagem das soluções de Schenck (Schenck, 2006). A diferença entre o quadrante de Jackson e McKergow e o quadrante dialógico de Moon é que, em Jackson e McKergow, o eixo das soluções sobe e o eixo do problema desce. A orientação de Moon e de Schenck é a de uma matriz tradicional de quatro campos, o que facilita a aceitação nos círculos de gestão, enquanto o quadrante de Jackson e McKergow é visualmente mais atraente, com o movimento “positivo” indo “para cima”.

No seu artigo “Coaching: Using Ordinary Words in Extraordinary Ways”, Moon afirma oferecer “um novo quadro de coaching, derivado de uma perspectiva interacional focada nas soluções, e uma forma baseada na prática de compreender ‘como funciona o coaching’” (Moon, 2020). O seu quadrante é apresentado como uma “heurística simples da interação […] destinada a tornar mais simples de organizar a observação indutiva de uma conversa de coaching” (ibid., p. 251). Moon combina a pesquisa de Janet Bavelas sobre microanálise, o foco nas soluções e o pensamento construcionista social para ilustrar orientações fundamentais das conversas de coaching. Como Schenck, cita Korzybski: “o mapa não é o território” (ibid., p. 253).

O “Quadrante de orientação dialógica” se centra na observação da prática de coaching e está estruturado exatamente como a anterior “Paisagem das soluções” de Klaus Schenck (Schenck, 2006), de modo que valem as mesmas observações. Moon é mais clara quanto aos fundamentos construcionistas sociais e integra a microanálise no seu artigo.

Lösungskreuz (Küchler, 2021)

Figura 7. A Lösungskreuz (cruz das soluções) de Tom Küchler, 2020. Figura não reproduzida.

Na prática de língua alemã, Küchler introduziu a Lösungskreuz (“cruz das soluções”), uma visualização em cruz das orientações conversacionais, estruturada como a “Paisagem das soluções” de Schenck (Schenck, 2006), embora com um design visual mais limpo. É bastante minimalista e oferece à prática um “mapa” muito fácil de compreender para a conversa. Küchler cita Haesun Moon como inspiração (Küchler, 2021).

Em vez de palavras para descrever os quadrantes, Küchler usa símbolos: um sinal de mais e um sinal de menos no eixo vertical, e um símbolo de avanço rápido e um de retrocesso rápido no eixo horizontal. O minimalismo desse diagrama combina bem com a estética e o ethos minimalistas da teoria e da prática FS. No entanto, na formação, quem está aprendendo provavelmente precisa de explicações para usá-lo. Vem à mente o velho adágio da visualização: “uma imagem vale mil palavras, mas não deveria exigi-las”.

Solution Loop (Küchler, 2023)

Figura 8. O Solution Loop de Tom Küchler (2023). Figura não reproduzida.

Indo além dos quadrantes, Küchler desenvolveu o Solution Loop, um modelo circular que realça ciclos iterativos. Küchler cita como inspirações a psicologia da motivação, a teoria PSI, o modelo de recursos de Zurique e a terapia de aceitação e compromisso, o que faz levantar as sobrancelhas, dada a sua incomensurabilidade teórica. O diagrama representa a fluidez de uma conversa entre positivo e negativo, passado e futuro, o que está muito em sintonia com o pensamento FS ou construcionista social sobre as conversas em geral. Mais uma vez, esse diagrama é muito minimalista. É também uma das primeiras visualizações que colocam em primeiro plano a fluidez do processo FS.

Nota comparativa. Os modelos em quadrantes oferecem clareza teórica e agradam a públicos habituados a quadros de referência. São especialmente úteis em contextos organizacionais e acadêmicos. São uma ferramenta prática para observar conversas, convidar as pessoas atendidas a falar de futuros positivos e passados positivos, e portanto também para ensinar e aprender FS. Jackson e McKergow (2007) integram uma diferenciação em relação às abordagens centradas no problema; Küchler acrescenta uma representação da fluidez da conversa.

Modelos de fluxo e processo

Os modelos de fluxo e processo enfatizam o movimento e o processo da conversa. São particularmente populares na formação e na prática quando quem está começando em FS pede uma estrutura para as suas conversas. Embora essa estrutura possa oferecer segurança a quem começa e procura um “passo a passo”, ela traz o perigo de simplificar demais e solidificar uma prática fluida e emergente.

Clues (de Shazer, 1988, p. 34)

Figura 9. O fluxograma BRIEFER de Steve de Shazer e Alex Molnar (1988). Figura não reproduzida.

A primeira tentativa de visualizar o processo FS como fluxograma se inseriu no quadro do “projeto Briefer”, em que Steve de Shazer tentou criar uma árvore de decisão para a prática FS. Nesse diagrama, vê-se o que guia as decisões numa conversa. Se a pessoa fala de mudança pré-sessão, serão feitas mais perguntas sobre essa mudança. Se não, pergunta-se por exceções. Se não houver exceções, indaga-se sobre soluções hipotéticas etc. Tudo isso é seguido de “perguntas gerais”.

Esse primeiro fluxograma visualiza as decisões estratégicas da prática numa conversa FS. É bastante complicado e sugere também que existe uma estrutura fixa da conversa FS, algo que as versões mais atuais da prática abandonaram em troca de mais fluidez, flexibilidade e parceria com a pessoa atendida.

O fluxograma de Bruges (Isebaert & Cabié, 1997, p. 116)

Figura 10. O fluxograma de Bruges de Luc Isebaert e Marie-Christine Cabié (1997). Figura não reproduzida.

O fluxograma de Bruges foi desenvolvido primeiro pelo Instituto Korzybski de Bruges, na Bélgica, e também é citado em The Solution Tango de Cauffman e Dierolf (2006), infelizmente sem citação direta do original. Em vez de se centrar no processo FS, esse fluxograma representa uma árvore de decisão para “dar a quem pratica alguns exemplos de intervenções possíveis” (p. 116). A dupla sublinha que designações como “especialistas” ou “consultores” não descrevem as pessoas atendidas (mantendo-se longe do diagnóstico), mas a relação terapêutica. Conhecer o tipo de relação pode ajudar a “não ir rápido demais e a evitar certas intervenções intempestivas” (p. 116). As perguntas orientadoras são:

  1. A dificuldade é um “problema” que pode ter solução, ou uma “limitação” que a pessoa não pode mudar, mas com a qual tem de viver?
  2. Há um pedido de ajuda, sim ou não? Se não há pedido de ajuda, a relação é chamada de “relação não engajada”. São pessoas que, por exemplo, desejam que outra pessoa mude em vez delas mesmas.
  3. Há um pedido de ajuda trabalhável, sim ou não? Um pedido trabalhável é suficientemente preciso (ibid., p. 115) e está dentro do campo de ação da pessoa. Se não há pedido trabalhável, a relação é chamada de “relação de busca”.
  4. A pergunta seguinte é se a pessoa sabe usar os seus recursos para mudar. Se sim, a relação se torna uma “relação de especialista”; se não, uma “relação de consulta”. Numa relação de consulta, podem-se sugerir recursos; numa relação de especialista, ajuda-se a pessoa a aplicar as suas próprias estratégias.

Os diferentes níveis de relação continuam a ser ensinados no Instituto Korzybski, mas saíram de moda em outros lugares. O perigo desse fluxograma é criar em quem pratica uma visão analítica que pode, mesmo tratando-se da relação terapêutica, se transformar numa postura diagnóstica. Não era expressamente essa a intenção de Isebaert e Cabié. A ideia de que certas relações permitem conversas diferentes é interessante. A questão de se, ou quando, “dar um conselho” a uma pessoa surge com frequência na formação em coaching, e esse fluxograma pode oferecer uma resposta diferenciada.

Solutions Tools (Jackson & McKergow, 2002, 2007, p. 18)

Figura 11. As Solutions Tools de Paul Z. Jackson e Mark McKergow (2002). Figura não reproduzida.

Esse fluxograma parte do “problema”, entre aspas e dentro de um círculo tracejado. Isso já sinaliza que “o problema” não precisa ser muito discutido numa conversa FS. O primeiro elemento não tracejado é a plataforma, “um ponto de partida para o nosso processo de busca do que funciona” (Jackson & McKergow, 2007, p. 18). O elemento seguinte é o “futuro perfeito”, uma descrição do futuro preferido sem o problema. Em seguida vêm os “contadores”, todos os recursos, competências, saber-fazer e especialidades (ibid.) que se alinham numa escala representada à esquerda do diagrama. A escala abrange todo o fluxograma, de 1 (o nível do problema) a 10 (o nível do futuro perfeito). Os dois últimos elementos são “afirmar” e “pequenas ações”.

O pragmatismo e a clareza desse diagrama são atraentes. Ele dá a quem começa uma visão clara de uma forma possível de estruturar uma conversa. Hoje, “pequenas ações” muito provavelmente mudaria para “descrição dos sinais de progresso” (McKergow, 2016). O risco de um processo padrão descrito é que a FS seja entendida como uma sequência prescrita de ferramentas em vez de uma filosofia relacional. Mark McKergow (conversa privada, 2026) me disse que o editor insistiu nas setas dos diagramas, enquanto Jackson e McKergow tinham plena consciência dos perigos de mostrar uma sequência padrão.

Solution Tango (Cauffman & Dierolf, 2006, p. 47)

Figura 12. O Solution Tango de Louis Cauffman e Kirsten Dierolf (2006). Figura não reproduzida.

O Solution Tango compara a prática FS a uma dança não coreografada com duas pessoas (uma conduz, a outra segue). Quem conduz lança convites, e quem segue segue (ou não). A metáfora da “dança” sublinha a cocriação entre quem pratica e a pessoa atendida, em sintonia com a filosofia construcionista social sobre a qual a FS está construída. O diagrama coloca os “elogios” no centro e organiza as outras “ferramentas” ao seu redor. No texto descritivo (Cauffman & Dierolf, 2006, p. 47-111), encontramos uma estrutura em sete passos, que não se pretende sequencial:

  1. Socializar
  2. Contextualizar
  3. Definir objetivos
  4. Descobrir recursos
  5. A arte de fazer elogios
  6. Oferecer diferenciação através de perguntas de escala
  7. Orientação para o futuro

O diagrama, se não for tomado como passos sequenciais, oferece uma visão geral das interações FS possíveis. Essa visão geral pode ser tomada como um “cardápio” do qual se pode escolher durante uma conversa. Sublinha a importância dos “elogios”, traduzíveis aproximadamente por “apreciação”, e oferece flexibilidade à prática.

Roda FS (Burgstaller, 2015, p. 98)

Figura 13. A Roda FS de Susanne Burgstaller (2015). Figura não reproduzida.

A Roda FS (Burgstaller, 2015) é um modelo circular que enfatiza as dimensões sistêmicas e iterativas da FS nas organizações. A roda reflete a natureza recursiva da FS. Ela diferencia o solo e o céu, sendo o sol identificado com um “futuro preferido” cheio de esperança. Na roda, encontramos o contexto da pessoa atendida no solo e, como primeiro ponto de partida para subir ao céu, a contratualização. Depois, os sinais de progresso e o futuro, o futuro preferido no sol, as esperanças e os recursos na descida, e “o que funciona” de volta ao solo.

Esse diagrama inclui tanto movimento quanto uma diferenciação de dois planos, um pertencente ao contexto da pessoa atendida (o contexto e o que funciona) e outro às interações na sessão. Como em todos os fluxogramas, o perigo é que a FS seja reduzida a um processo a seguir. O acréscimo de dois planos é inovador e interessante.

Galeria de arte (Iveson et al., citado em McKergow, 2016, p. 113)

Figura 14. A Galeria de arte focada nas soluções de Chris Iveson (segundo McKergow, 2016). Figura não reproduzida.

A galeria de arte focada nas soluções compara uma conversa FS a uma visita a um museu. As duas partes entram pela “bilheteria”, circulam livremente pela “galeria do futuro” e pela “galeria das instâncias” para sair pela “loja”. McKergow afirma que “o sentido dessa metáfora é que, uma vez dentro da galeria (com um ingresso ou um projeto), as salas podem ser visitadas em qualquer ordem, e por durações diferentes. […] Não é um roteiro, mas um guia para o que será inevitavelmente uma viagem individual” (McKergow, 2016, p. 112). A galeria serve também para acompanhar o que se passa na conversa. Ao contrário de Schenck e Moon, a Galeria de arte só se centra nos temas de conversa que podem surgir numa conversa FS e não menciona os temas que não serão convidados. Isso se deve ao objetivo da “metáfora da galeria”, concebida para a formação e a prática FS. Outro elemento inovador da metáfora da galeria é a passagem das “ferramentas” e das perguntas para focos de conversa. Ela realça também o elemento descritivo da prática FS: em cada sala, a pessoa é convidada a descrever em vez de explicar, e cada descrição pode ser comparada a um quadro na parede da galeria.

Passar das ferramentas para as descrições está muito em sintonia com os elementos mais recentes da prática FS. A visualização da “Galeria de arte” permite trabalhar numa estrutura solta e ter presente o convite às pessoas atendidas para falarem de descrições de um passado positivo e de um futuro orientados para os seus objetivos. É ao mesmo tempo flexível e clara, e não cai na armadilha de superestruturar a prática FS. Com a metáfora da “Galeria de arte”, cada pessoa que pratica pode encontrar a sua própria forma de convidar.

FS para a dor crônica (Valusek, 2021, p. 15)

Figura 15. O Círculo FS de Jay Valusek (2021). Figura não reproduzida.

A visualização da FS para a dor crônica de Jay Valusek usa a metáfora do círculo. No centro fica o “futuro preferido”, com um 10 na escala. No extremo oposto, o 0 com o “problema”. Valusek usa a FS para ajudar pessoas com dor crônica e “coloca deliberadamente o ‘futuro preferido’ da pessoa no centro de um processo dinâmico e iterativo” (Valusek, 2021, p. 15). Centrando-se nas exceções em vez das instâncias de dor, e convidadas a notar as suas próprias soluções e a conceber as suas próprias experiências, as pessoas avançam para o seu futuro preferido num movimento circular.

Esse diagrama se centra no processo das escalas, mas num movimento circular em vez da habitual linha reta. Sublinha o aspecto iterativo de “experienciar”, “perceber” e “experimentar”. O futuro preferido está no centro, mas nada se diz de um foco na sua exploração. O diagrama é claro e simples, e parece útil para explicar um processo FS a pessoas, na prática ou no atendimento, mais centradas no problema, sem sobrecarregá-las com teoria demais (sobre a prática).

Lösungspyramide (Miarka & Jungwirth, 2022, p. 63)

Figura 16. A Lösungspyramide (pirâmide das soluções) de Ralph Miarka e Veronika Jungwirth, 2022. Figura não reproduzida.

A “Lösungspyramide” (pirâmide das soluções) de Miarka e Jungwirth ilustra o processo FS como fundado no “tema” (das Thema) e na “Wertschätzung” (apreciação). As camadas da pirâmide são: “objetivos e consequências”, “o que funciona”, “próximos passos”, “confiança”. Miarka e Jungwirth afirmam que “toda conversa focada nas soluções passa essencialmente por quatro fases” (Miarka & Jungwirth, 2022, p. 63).

A forma de uma pirâmide sugere algo sólido e imutável. A FS é reduzida a uma abordagem em quatro passos, e não fica claro por que se escolheu a forma de pirâmide, a não ser para significar que toda conversa se apoia num solo constituído pelo “problema e por todas as experiências já feitas com ele” (ibid.). Esse diagrama corre o risco de tomar “o problema” como razão primeira da conversa, quando a FS em geral convida a se centrar no que é desejado e não no que não é desejado. Também não fica claro por que se escolheu a forma de pirâmide, exceto, talvez, por razões de marca, numa tentativa de diferenciar o diagrama dos modelos existentes.

Diamante da TBFS (Connie & Froerer, 2023, p. 100)

Figura 17. O Diamante da terapia breve focada nas soluções de Elliott Connie e Adam Froerer (2023). Figura não reproduzida.

Os autores Elliott Connie e Adam Froerer começam com uma afirmação ousada: “O modelo do diamante é uma das maiores inovações no campo da terapia breve focada nas soluções. É um fluxograma que compreende as cinco competências que você precisa dominar para praticar com eficácia a terapia breve focada nas soluções. Ele guia você em cada momento de uma sessão, de modo que você nunca mais vai se perder numa sessão. Você vai saber com clareza absoluta onde está, onde esteve e o que vem a seguir” (Connie & Froerer, 2023, p. 95). Esse tipo de linguagem lembra as abordagens terapêuticas modernistas em que quem pratica detém a especialidade do processo da sessão. Quem pratica tem “competências” que “domina” para “não se perder” na sessão. A prática terapêutica se torna algo que se faz à pessoa atendida, e não algo coconstruído, o que, a meu ver, não é representativo da filosofia e do ethos construcionistas sociais da FS.

Se ignorarmos a linguagem de marketing, vemos que o fluxograma do diamante permite de fato a cocriação. Nessa visualização, o modelo da “Galeria de arte” com quatro salas é reduzido a três passos, com escolhas entre “história do resultado”, “recursos para o resultado” e “futuro do resultado”, entre “resultado desejado” e “encerramento”. Em comparação com o modelo da “Galeria de arte”, o foco na descrição (dos quadros na sala de exposição) de comportamentos observáveis, parte importante da prática FS, é menos claro: ele é mencionado na barra lateral. O próprio modelo do diamante sublinha a fluidez da coconstrução entre as duas partes (o que torna a retórica de marketing ainda mais infeliz). Ele ajuda a estruturar a conversa de forma solta mantendo o foco nas descrições em vez das explicações.

Nota comparativa. Os modelos de fluxo evoluíram de simples caixas de ferramentas no fim dos anos 1980 para diagramas ricos em metáforas, sistêmicos e específicos de um domínio nos anos 2010 e 2020. Destacam-se em acessibilidade, mas correm o risco da simplificação excessiva. Cada diagrama tem as suas forças e fraquezas e está adaptado ao seu contexto (por exemplo a Lösungspyramide para coaches ágeis, ou a espiral de Valusek para o trabalho com a dor crônica).

Reflexão crítica

Funções das visualizações

As visualizações criam mensagens memoráveis, simplificam a complexidade, evocam qualidades metafóricas e estruturam a prática. Ajudam a diferenciar a FS de outras abordagens e fornecem pontos de comparação. Apoiam também a divulgação e a profissionalização, sinalizando legitimidade em contextos acadêmicos e profissionais.

Estrutura versus emergência

As visualizações impõem estrutura a um processo emergente. Os modelos lineares correm o risco de interpretações em forma de checklist, ao mesmo tempo que dão a quem começa uma “ilusão de previsibilidade” que pode ser muito útil ao aprender um novo modelo. Isso reflete um desafio mais amplo: equilibrar acessibilidade e fidelidade.

O papel da metáfora

Metáforas como o tango, a roda, a galeria, a pirâmide e o diamante são pedagogicamente poderosas. Ligam uma prática abstrata a experiências corporificadas, mas introduzem também associações não pretendidas (por exemplo, a hierarquia nas pirâmides). A formação em FS deve enquadrar as metáforas de forma crítica para prevenir interpretações erradas.

Públicos e usos

  • Iniciantes: os diagramas fornecem andaimes e reduzem a ansiedade.
  • Formação: servem de âncoras pedagógicas, estimulando a discussão.
  • Prática experiente: podem achar os diagramas redutores ou limitadores.
  • Pessoas atendidas: as visualizações podem apoiar a reflexão, mas correm o risco de desviar a atenção da experiência vivida.

Tensões epistemológicas

As figuras fundadoras da FS enfatizaram uma teoria mínima (sobre as pessoas atendidas). A proliferação de diagramas reflete necessidades profissionais de ensino e divulgação, mas corre o risco de diluir a simplicidade radical da FS. As visualizações encarnam assim um paradoxo epistemológico: necessárias à pedagogia, elas podem no entanto minar a filosofia que representam.

Implicações

Prática

Os diagramas podem ser usados como ferramentas de orientação, mas devem ser tratados como mapas, não como territórios. A dependência excessiva corre o risco da rigidez. Com experiência, é possível usá-los de forma seletiva, adaptando as metáforas aos contextos das pessoas atendidas.

Educação e formação

Os diagramas podem ser úteis na formação. Muitas vezes, quem está começando fica contente por ter um modelo a seguir, como um andaime que pode ser descartado à medida que se ganha fluência. A formação pode enriquecer a aprendizagem expondo a múltiplos modelos, enfatizando a sua natureza metafórica e parcial. Usar modelos contrastantes em discussão pode fomentar o pensamento crítico em vez da adesão dogmática. Em última análise, a formação em FS quer encorajar cada pessoa que pratica a preencher a prática FS com a sua própria forma de interagir com as pessoas atendidas (à maneira FS), e não com um fluxograma de coisas a dizer.

Conclusão

Nas últimas duas décadas, as visualizações da prática FS proliferaram. Os modelos em quadrantes oferecem clareza teórica, enquanto os modelos de fluxo e processo oferecem acessibilidade pedagógica. Ambos enriqueceram o ensino e a divulgação da FS, mas ambos trazem riscos de simplificação excessiva e de distorção. Prática, formação e pesquisa devem abordar as visualizações de forma crítica e usá-las como andaimes, não como prescrições. Esforços futuros de pesquisa e design poderão produzir visualizações que captem melhor a natureza emergente e conduzida pela pessoa atendida da FS, talvez por meio de formatos dinâmicos e interativos.

Em última análise, as visualizações continuarão a fazer parte da paisagem pedagógica da FS. O seu valor não está em fornecer representações definitivas, mas em suscitar reflexão, diálogo e aprendizagem. Usadas de forma crítica e criativa, podem enriquecer em vez de limitar a prática da FS.

Submetido em 8 de outubro de 2025, aceito em 13 de março de 2026, publicado em 1º de abril de 2026.

Complexe Systémique: para lembrar

Uma história iconográfica de um movimento que se queria sem imagens, contada de dentro, a partir da formação, por quem assinou em coautoria um dos diagramas revistos, o Tango. Três coisas a guardar: a anedota do modelo Albert, nascido num quadro branco de Oxford e batizado com uma citação apócrifa de Einstein; a confissão de McKergow de que as setas do seu fluxograma foram impostas pelo editor; e a crítica, comedida mas nítida, à linguagem de venda do Diamante, “nunca mais se perderá numa sessão”, tão distante da co-construção que no entanto representa. Para a prática sistêmica, a questão vale para além da FS: todo diagrama pedagógico, genograma incluído, é um mapa que é preciso saber soltar. Para ler com McKergow sobre a TBFS 2.0 e a galeria de arte, o modelo de Bruges na prática e o círculo de Valusek para a dor crônica.

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Tradução não oficial em português de Visualizing Solution Focused Practice: A Critical Review of Diagrams and Models in Theory and Application, de Kirsten Dierolf, publicado no Journal of Solution Focused Practices, vol. 10, n. 1 (2026), p. 3-25, doi: 10.59874/001c.159483, sob licença CC BY 4.0. Tradução e paginação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença (figuras não reproduzidas). Nem a autora nem o editor respondem por esta tradução; a versão original faz fé.

Tradução não oficial para o português de “Visualizing Solution Focused Practice: A Critical Review of Diagrams and Models in Theory and Application”, publicado em Journal of Solution Focused Practices (2026) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.

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Como citar este artigo

Dierolf, K. (2026). Visualizar a prática focada nas soluções: uma revisão crítica dos diagramas e modelos (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/artigos/visualizar-a-pratica-focada-nas-solucoes-uma-revisao-critica-dos-diagramas-e-modelos (Obra original publicada em 2026 em Journal of Solution Focused Practices, vol. 10, n° 1 (2026), p. 3-25; republicada em 2026 por Journal of Solution Focused Practices, https://journalsfp.org/article/159483)

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