Clínica · Abusos sexuais
Quando alguém sofreu um abuso sexual, o curso de sua existência é irremediavelmente transformado. Restam então duas perguntas, que são as do trabalho terapêutico: como ativar a resiliência e como sair da posição de vítima?
Essas duas perguntas formam o cerne do acompanhamento. Não se confundem com uma injunção dirigida à pessoa: nada do que aconteceu é apagado, e não se trata de pedir a quem sofreu que vire a página.
É aí que se desenha o lugar do terapeuta. Ele não traz nem a resiliência nem a saída da posição de vítima: cria as condições para que esse movimento volte a ser possível e, depois, o acompanha. Décadas de prática em terapia de orientação sistêmica permitiram extrair daí o essencial.
Esses marcadores prolongam o que a leitura sistêmica traz à compreensão das violências sexuais e se encontram com o que se sabe dos processos de resiliência.
Fonte
Perrone, R., & Nannini, M. Violence et abus sexuels dans la famille : une approche systémique et communicationnelle. ESF Sciences humaines.
Como citar este artigo
Besse, J. (2023, 9 de julho). Abusos sexuais: caminhos terapêuticos. Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/articles/abusos-sexuais-caminhos-terapeuticos
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