Journal of Solution Focused Practices · Artigo conceptual

Nunca mais será como antes: as conversas conduzidas pelos clientes

E se o cliente escolhesse não só o objetivo, mas as perguntas? De Moscovo, Ruse e do Reino Unido, três praticantes descrevem o modelo CoLeC, Conversations Led by Clients, praticado em instituições búlgaras e russas como um passo para lá da TBFS: o profissional já não é o taxista que pergunta «para onde?», mas um maestro que pergunta «qual é a pergunta mais útil que poderia ouvir de mim agora?». Seguem-se a pergunta orientada no tempo, a escolha múltipla, a «pergunta do melhor terapeuta», as respostas adiadas, e um argumento tirado de Mead: a pergunta do cliente está na sua língua, chega sempre a horas, e aprende-se. «Nunca esperei que falássemos nos meus algoritmos e não nos seus.»

Autores Alexey Mikhalsky (Moscovo), Plamen Panayotov (Ruse) e Alasdair Macdonald (Reino Unido)Primeira publicação Journal of Solution Focused Brief Therapy, vol. 3, n.º 1, 2019, p. 27-34Tradução Complexe Systémique, tradução não oficial

Tradução não oficial em português. Este artigo é a tradução de It Will Never Be the Same Again, de Alexey Mikhalsky, Plamen Panayotov e Alasdair Macdonald, publicado no Journal of Solution Focused Practices (então Journal of Solution Focused Brief Therapy, 2019), doi: 10.59874/001c.75082, sob licença CC BY 4.0. Tradução realizada pelo Complexe Systémique em setembro de 2026: o texto original foi traduzido para português e paginado de novo, o que constitui uma modificação da obra nos termos da licença; a tabela das técnicas é apresentada em ficha. Esta tradução não foi feita pelos autores nem pelo editor, que não respondem pelo seu conteúdo nem por eventuais erros. A versão original prevalece.

Resumo. Este artigo descreve o modelo das conversas conduzidas pelos clientes (CoLeC, Conversations Led by Clients), tal como é praticado em várias instituições de ajuda búlgaras e russas, como um desenvolvimento da terapia breve focada nas soluções (TBFS). O modelo entende as conversas terapêuticas como algo que tem de seguir passo a passo os pedidos dos clientes. As perguntas incluem a pergunta de ativação da mente (MAQ): Qual é, na sua opinião, a pergunta mais útil que poderia ouvir de mim agora (ou na nossa próxima sessão)?; a pergunta orientada no tempo: De que acha mais útil falar agora: do passado, do presente ou do futuro?; a pergunta de escolha múltipla: Qual destas perguntas lhe parece a melhor para si neste momento? (a partir de uma lista fornecida pelo terapeuta); e a pergunta das respostas adiadas: se o cliente não tem resposta de momento, pedir-lhe que pense na pergunta até à próxima sessão e propor atividades de autoquestionamento. O CoLeC, um passo para lá de alguns modelos terapêuticos, é um primeiro esforço para ajudar os profissionais de ajuda a responder a esta pergunta bem diferente: «Como deveria ser a conversa deste cliente comigo?» Isso faz dele o início de uma atitude qualitativamente nova perante o que fazemos como profissionais. Esperamos que muitos, jovens e novos na profissão, não só se juntem, mas ajudem a fazer avançar esta forma de pensar e de agir, tal como consideramos úteis estes tipos de conversas com os clientes.

Palavras-chave: cliente, conversas, ajuda, perguntas, utilidade, terapia

Introdução

Este artigo trata do que acreditamos poder ser o futuro das conversas dos profissionais de ajuda com os clientes: conversas organizadas pelos profissionais e conduzidas pelos clientes. É um passo para lá da TBFS tradicional, e partilha a sua crença básica nos clientes, nas suas capacidades para serem os seus próprios melhores ajudantes, na sua boa vontade e nos seus recursos para a mudança. A nossa abordagem é um passo para lá da TBFS porque dá ênfase aos sentimentos do cliente e ao seu conhecimento pessoal sobre o melhor momento para as intervenções terapêuticas. O cliente escolhe o momento adequado para discutir qualquer questão, as perguntas mais úteis que o terapeuta deve fazer, e as respostas de que precisa para criar a mudança futura. A nossa abordagem partilha, contudo, as crenças básicas da TBFS sobre a capacidade dos clientes para serem os seus próprios melhores ajudantes, pela sua boa vontade e pelos seus recursos para a mudança.

Era uma vez…

Se olharmos mais de perto para as conversas terapêuticas, notaremos que a terapia pode ser entendida como um tipo específico de jogo de linguagem socialmente construído (Wittgenstein, 1953), muito semelhante à medicina somática. Ao ir ao médico, os pacientes esperam dele muitas atividades aparentemente diferentes, todas destinadas a descobrir a natureza do seu problema, o que se pretende que abra caminho a intervenções eficazes. A maioria destas atividades, porém, são de facto improvisações do mesmo jogo: fazer perguntas. A conversa inclui habitualmente uma discussão da história clínica do paciente e do motivo da consulta. Este tipo de conversa é habitual nas abordagens de cuidados diretivas e/ou centradas no problema. Mesmo quando perguntamos aos clientes, de forma focada nas soluções, quais são as suas melhores esperanças para a terapia, começamos a desempenhar o nosso papel de profissionais que fazem perguntas, refletindo assim o jogo de linguagem tradicional do questionar.

Se procurarmos as raízes antigas desta abordagem, encontramos o debate socrático como método para encontrar o saber escondido, levando o adversário a uma compreensão quando finalmente se contradiz, através de uma série de perguntas. Iniciada como atividade médica por um neurologista, Sigmund Freud, a psicoterapia foi tradicionalmente percebida e praticada no quadro de pensamento médico da causa e do efeito. Desde o desenvolvimento das terapias racionais e cognitivas, o problema em terapia foi muitas vezes visto como o emaranhamento do cliente em crenças ilógicas. O terapeuta assume, portanto, a postura de um questionador curioso e conduz o cliente para fora. Embora este modelo do método socrático seja amplamente conhecido e aceite em muitas abordagens terapêuticas modernas, leva por vezes a ignorar as intenções e as nuances dos clientes, causando resistência e um estilo de terapia «não participativo» em que os clientes se sentem incompreendidos.

Mesmo neste quadro, porém, o Dr. Albert Schweitzer notava (em Anatomy of an Illness as Perceived by the Patient, de Norman Cousins, 2005, p. 78): «Cada paciente traz o seu próprio médico dentro de si. Vêm até nós sem conhecer essa verdade. Estamos no nosso melhor quando damos ao médico que reside em cada paciente uma oportunidade de se pôr a trabalhar.»

Agora…

A tradição terapêutica é mantida hoje por muitos profissionais que acreditam que a «terapia» deve ser o trabalho do terapeuta, tal como o trabalho de um violinista é tocar violino. Na TBFS, por exemplo, há uma metáfora que compara o terapeuta a um taxista. Isto porque o taxista pergunta ao passageiro «Para onde?» para saber o destino final (Bannink & McCarthy, 2014), admitindo implicitamente que a pessoa ao volante é o verdadeiro trabalhador, o profissional.

Por vezes esquecemos simplesmente o facto de que a maioria das terapias é iniciada pelos clientes (ou por outras pessoas importantes nas suas vidas, familiares, vizinhos, etc.), e menos frequentemente por profissionais atenciosos. Devemos perceber claramente que todo o encontro profissional é o resultado de uma série de passos já dados pelos clientes: perguntaram a si mesmos «Preciso de falar com alguém sobre a minha situação?», e responderam obviamente «Sim»; depois perguntaram a si mesmos «Com quem devo falar?», e em resposta fizeram um estudo preliminar, perguntando a outras pessoas, de preferência ex-clientes nas suas famílias, entre amigos, no local de trabalho, no cabeleireiro, na Internet, em diversos meios… é assim que encontram o profissional com quem gostariam de discutir a sua situação. E então fazem a pergunta seguinte (que aparece ao profissional como se fosse a primeira), contendo muitas vezes a sua resposta: «Posso ir vê-lo na quarta-feira às 10h30, pois é a hora que me dá mais jeito?» O desejo de falar numa sessão é uma iniciativa pessoal do cliente.

Alguns instrumentos em resumo

No CoLeC, o profissional dedica-se ao que chamamos agora o questionamento para as perguntas mais úteis (QUQu, Questioning for Most Useful Questions). É um conjunto de técnicas que tentam manter, sustentar e apoiar a condução pelos clientes, ajudando-os a desenvolver as suas próprias capacidades na arte de fazer perguntas úteis. Isto não foi negligenciado pelos terapeutas focados nas soluções, pelo que nos cabe acrescentar alguns acentos suplementares a estes pontos.

Sugerimos também o uso do autoquestionamento dos clientes. Convidamos muitas vezes o cliente a pensar especialmente nas perguntas que mais lhe interessam, e nas respostas possíveis. Podemos usar estas técnicas de autoquestionamento de diferentes formas, de maneira direta ou paradoxal (mudando-as e reformulando-as de forma criativa). O processo de fazer a si mesmo perguntas novas e inesperadas e de tentar encontrar respostas é um processo que desenvolve visões dialeticamente equilibradas (Mikhalsky, 2014).

Tabela 1. As técnicas de questionamento do CoLeC

  • Fazer emergir as perguntas próprias do cliente. Que perguntas queria fazer-me nesta sessão? A que perguntas seria mais útil responder para si hoje? Que perguntas fez muitas vezes a si mesmo sem encontrar as respostas?
  • Pergunta de ativação da mente. Qual é, na sua opinião, a pergunta mais útil que poderia ouvir de mim agora (ou na nossa próxima sessão)?
  • Pergunta orientada no tempo. De que acha mais útil falar: do seu passado, do seu presente ou do seu futuro?
  • Pergunta de escolha múltipla. Qual destas perguntas, se alguma, lhe parece a melhor para discutir agora? (A partir de uma lista fornecida pelo ConCon.)
  • Pergunta do melhor terapeuta. Quando o diálogo bloqueia, pode ser muito útil perguntar: «Que pergunta faria agora o melhor dos terapeutas?»
  • Pergunta das perguntas adiadas. Se o cliente não tem perguntas ou hesita sobre quais serão úteis, podemos pedir-lhe que pense na pergunta mais útil para a próxima sessão.
  • Pergunta das respostas adiadas. Se o cliente não tem resposta de momento, pedir-lhe que pense na pergunta até à próxima sessão, ou até encontrar uma resposta útil e de qualidade. Como diz o Dr. Alasdair Macdonald (2019): «A pergunta das respostas adiadas inspira-se no modelo original do MRI, que falava muitas vezes de ir devagar. Uma variante útil mencionada por Steve de Shazer era: Pense nas possibilidades, mas não faça nada até ao nosso próximo encontro. Dizer aos clientes para não fazerem nada leva muitas vezes a alguma ação.»
  • Se o cliente pergunta «Porque acontece isto?», perguntar-lhe então: «Qual é, na sua opinião, a explicação mais simples possível e mais útil desta situação?»
  • Se não tem resposta, sugerir que escolha nesta lista: acontece primeiro e depois torna-se um hábito; porque se amam (em caso de conflito); porque é uma pessoa viva; é a sua energia; porque o diz.

Discussão

Encorajar os clientes a fazer perguntas e a desenvolver novas muda consideravelmente tanto a forma narrativa habitual em que estas situações são descritas como a perceção que os clientes têm delas. A situação de vida difícil que persiste fica em questão, por outras palavras torna-se gerível, e os clientes tornam-se muito mais criativos ao tentar enunciar o que querem dizer sob a forma de pergunta. Como disse Steve de Shazer (1994, comunicação pessoal): «Se uma cliente já expôs a sua situação dezassete vezes da mesma forma, tente não ser a décima oitava pessoa a ouvir a mesma história, mas faça tudo o que for possível para ser a primeira a ouvir uma história pelo menos um pouco diferente!» Enunciar a própria situação (passada, presente ou desejada, tanto faz) como narrativa é radicalmente diferente de a questionar. Esta passagem da narração à coconstrução dialógica baseada no autoquestionamento muda o seu enquadramento e a sua perceção pelos clientes e pelos profissionais.

As conversas conduzidas pelos clientes (CoLeC) tentam desafiar os hábitos centrados no perito, médicos e socráticos, de estruturação das conversas humanas, tendendo assim a ser percebidas como estranhas e invulgares no contexto psicoterapêutico «normal» existente. Estas mudanças exigem, contudo, um uso não automático da linguagem por parte dos clientes, ajudando-os a desenvolver o seu próprio novo estilo de comunicação e de pensamento. Como notou recentemente uma cliente no fim da sua consulta de sessão única: «Nunca esperei que falássemos nos meus algoritmos e não nos seus.»

A prática do questionamento para as perguntas úteis (QUQu) toca também no conceito de conversa interiorizada de George Herbert Mead (1913). G. H. Mead defende que nos envolvemos regularmente em conversas interiorizadas não ditas quando refletimos sobre as questões práticas da nossa vida quotidiana. As práticas de questionamento aqui descritas prometem alargar as competências e as opções dos clientes na condução das suas conversas internas, muito para lá dos seus encontros com um terapeuta ou um conselheiro.

Para que precisamos das mudanças de segunda ordem?

Toda a pergunta de um cliente tem pelo menos três vantagens sobre qualquer pergunta de um terapeuta:

  1. É enunciada na língua própria do cliente, por isso é-lhe compreensível. Qualquer cliente pode compreender mal qualquer pergunta de terapeuta, enquanto todos nós (clientes incluídos) parecemos compreender os nossos próprios enunciados.

Miller (7 de junho de 2016), em comunicação pessoal, propõe contudo outro aspeto importante do foco nas perguntas próprias dos clientes:

Diria que a linguagem própria dos clientes lhes parece compreensível (é uma boa razão para lhes pedir que formulem as suas próprias perguntas), mas que, refletindo melhor, os clientes poderiam descobrir que compreenderam mal o que estavam a perguntar. Creio que a palavra-chave aqui é descoberta. Quando o cliente faz uma pergunta aparentemente compreensível que se revela ter sido na verdade um mal-entendido da sua própria parte, é uma descoberta, e uma fonte potencial de compreensões sobre si mesmo que expande imediatamente o sentido de agência pessoal, o conhecimento, as competências e talvez as forças do cliente (Miller, comunicação pessoal, 7 de junho de 2016).

  1. Chega sempre a horas! Uma pergunta de terapeuta pode calhar a horas, e pode calhar fora de horas (uma vez que os terapeutas não podem saber que horas são agora para o cliente), enquanto a pergunta própria do cliente se ajusta obviamente à sua linha do tempo.
  2. Quanto mais os clientes praticam fazer perguntas úteis, melhores se tornam nisso. A capacidade de o fazer eficazmente ajuda os clientes não só a encontrar soluções para os seus problemas presentes, mas também a lidar eficazmente com situações difíceis no futuro. Como Einstein terá dito (citado por Quote Investigator, 2014): «Se tivesse uma hora para resolver um problema e a minha vida dependesse da solução, passaria os primeiros 55 minutos a determinar a pergunta certa a fazer, pois uma vez conhecida a pergunta certa, poderia resolver o problema em menos de cinco minutos.»

Em resumo, os benefícios são: o empoderamento dos clientes, o momento adequado das intervenções terapêuticas, a resolução do problema do mal-entendido, a ajuda aos clientes não só para encontrar soluções para os seus dilemas atuais, mas também para se prepararem para lidar com dificuldades futuras. Uma vez que a ajuda eficaz assenta em fazer perguntas úteis, quanto mais capazes os clientes se tornarem nisso, menos ajuda precisarão no futuro.

Conclusão

As conversas terapêuticas não podem escapar às épocas de mudanças radicais de sentido. O CoLeC é apenas uma das muitas mudanças possíveis e vindouras nas conversas terapêuticas. Estas mudanças não vêm demasiado depressa. As pessoas têm muitas vezes o seu próprio ritmo para mudar. Habitualmente conseguem dizer que ritmo preferem, o que pode informar as expectativas sobre o progresso do trabalho conjunto.

A sequência de atividades dos clientes descrita acima define-os claramente como os iniciadores, os donos e os principais agentes de mudança das conversas terapêuticas que se seguem. Na abordagem das conversas conduzidas pelos clientes (CoLeC), usamos a metáfora do profissional que age como maestro das conversas (ConCon, Conversations Conductor). Não é suposto que ele próprio soe, mas que organize a melhor sonoridade possível dos músicos que dirige. O profissional tenta não só manter a propriedade e a condução dos clientes, mas ajuda também o cliente a desenvolver as suas competências de linguagem. O terapeuta ConCon não se centra em algoritmos e, em vez de se perguntar «Como deveriam ser as minhas conversas com os clientes?», tenta perguntar «Como deveria ser a conversa deste cliente comigo?», «Como posso ajudar o cliente a formular as suas perguntas e respostas?»

Se definirmos a nossa abordagem da atividade de ajuda como uma espécie de terapia de autoajuda assistida, o papel do profissional desloca-se para seguir, encorajar e assistir o processo já iniciado dos clientes que fazem a si mesmos perguntas úteis, encontram respostas e ajudam a desenvolver com base nisso os seus próximos passos. Esses passos podem levar às situações desejadas (Switek, 2014), ou a pensamentos e emoções, ou a estados de espírito e de corpo, seja o que for. Em nossa opinião, o objetivo final destas conversas conduzidas pelos clientes (CoLeC), autoajuda assistida, não é apenas ajudar os clientes a coconstruir soluções para as suas dificuldades atuais, mas também prepará-los e equipá-los com instrumentos de linguagem específicos que possam usar no futuro para gerir outras situações difíceis. Ao praticar a arte de fazer perguntas úteis nas sessões connosco, os clientes aprendem a lidar com outras dificuldades que encontrarão mais tarde. Isso soa semelhante à intenção original da terapia breve focada nas soluções: centrar-se nos clientes como capazes de criar as suas próprias soluções e de viver a vida que realmente querem viver (de Shazer, 1994).

Complexe Systémique: a reter

Uma proposta radical numa forma modesta: transferir para o cliente não só o objetivo da conversa, como faz a TBFS, mas a escolha das perguntas. A tabela das técnicas é diretamente utilizável, e a «pergunta do melhor terapeuta» é um achado. O mais interessante é o argumento, mais sistémico do que solucionista: a pergunta do cliente está na sua língua, à sua hora, e o exercício transfere-se para as suas conversas interiores, o que os autores ligam a Mead. Ler-se-á com reserva a construção histórica (Sócrates, Freud, a causa e o efeito) e a promessa de um «futuro da ajuda»: o risco evidente é que o profissional, maestro que não soa, se limite a esperar. A observação de Gale Miller, inserida no texto, serve de salvaguarda: a pergunta do cliente pode ser um mal-entendido sobre si mesmo, e é aí que algo se descobre. Ler com a história informal contada por de Shazer e Berg e Como a sua escuta afeta as suas conversas.

Referências

Atkinson, B., Atkinson, L., Kutz, P., Lata, J., Lata, K. W., Szekely, J., & Weiss, P. (2005). Rewiring neural states in couples therapy: Advances from affective neuroscience. Journal of Systemic Therapies, 24(3), 3-16.

Bannink, F., & McCarthy, J. (2014). The solution-focused taxi. Counseling Today.

Brabazon, J. (2005). Albert Schweitzer: Essential writings. Orbis Books.

Cousins, N. (2005). Anatomy of an illness as perceived by the patient. W. W. Norton.

de Shazer, S. (1985). Keys to solution in brief therapy. W. W. Norton.

de Shazer, S. (1988). Clues: Investigating solutions in brief therapy. W. W. Norton.

de Shazer, S. (1994). Words were originally magic. W. W. Norton.

Ghul, R. (2017). The power of the next small step. Connie Institute.

Greenberg, G. S. (1998). Brief, change-delineating group therapy with acute and chronically mentally ill clients: An achievement-oriented approach. In W. A. Ray & S. de Shazer (Eds.), Evolving brief therapies (p. 142-232). Geist and Russell.

Iveson, C., & McKergow, M. (2016). Brief therapy: Focused description development. Journal of Solution-Focused Brief Therapy, 2(1), 1-17.

James, W. (1890). The principles of psychology. Henry Holt and Company.

Macdonald, A. J. (2019). Solution-focused therapy: The story so far. In Making waves: solution focused practice in Europe: 25th anniversary conference book (p. 13-31).

Maier, H. W. (1987). Developmental group care of children and youth: Concepts and practice. Haworth.

Mead, G. H. (1913). The social self. Journal of Philosophy, Psychology and Scientific Methods, 10, 374-380.

Metcalf, L., & O’Hanlon, B. (2006). The miracle question: Answer it and change your life. Crown House Publishing.

Mikhalsky, A. (2014). Psychology of constructing the future. Moscow City University of Psychology and Education.

Mikhalsky, A. (2018, setembro). Positive woodpecker: A solution-focused self-questioning technique. Master-class, European Brief Therapy Association Conference, Sofia.

Mikhalsky, A. (2019). The ecology of social practice in language, communication, and constructing the future. In Handbook on research on ecosystem-based theoretical models of learning and communication. IGI-Global.

Mullan, S. J. (1914). The spiritual exercises of St. Ignatius of Loyola. P. J. Kenedy & Sons.

Panayotov, P. A. (2011). Simple therapy. PIK-BS.

Panayotov, P. (2012). Solution is only a smile away. Solutions Centre Rousse.

Panayotov, P., & Strahilov, B. (2018). From therapy towards conversations led by clients (CoLeC). Solutions Centre Rousse.

Panayotov, P., & Strahilov, B. (2018). The ultimate self-helper. Solutions Centre Rousse.

Schweitzer, A. (2009). Out of my life and thought: An autobiography. Johns Hopkins University Press.

Shilts, L. (2008). The WOWW program. In P. De Jong & I. K. Berg (Eds.), Interviewing for solutions (3.ª ed.). Brooks/Cole.

Simon, F., Stierlin, H., & Wynne, L. (1985). Language of family therapy: A systemic vocabulary and source book. Family Process Press.

Switek, T. (2014). The situations focused model: A map of solution-focused brief therapy used as an open systems approach with clients and in human services. International Journal of Solution-focused Practices, 2(2), 40-51.

Watzlawick, P., Weakland, J., & Fisch, R. (1974). Change: Principles of problem formation and problem resolution. W. W. Norton.

Wittgenstein, L. (2001). Tractatus logico-philosophicus. Routledge.

Young, S., & Holdorf, G. (2003). Using solution-focused brief therapy in referrals for bullying. Education Psychology in Practice, 19, 271-282.

Tradução não oficial em português de It Will Never Be the Same Again, de Alexey Mikhalsky, Plamen Panayotov e Alasdair Macdonald, publicado no Journal of Solution Focused Practices (então Journal of Solution Focused Brief Therapy), vol. 3, n.º 1 (2019), p. 27-34, doi: 10.59874/001c.75082, sob licença CC BY 4.0. Tradução e paginação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença (tabela em ficha). Nem os autores nem o editor respondem por esta tradução; a versão original prevalece.

Tradução não oficial para o português de “It Will Never Be the Same Again”, publicado em Journal of Solution Focused Brief Therapy (2019) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.

Ler o artigo original

Como citar este artigo

Mikhalsky, A., Panayotov, P., & Macdonald, A. (2019). Nunca mais será como antes: as conversas conduzidas pelos clientes (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/artigos/nunca-mais-sera-como-antes-as-conversas-conduzidas-pelos-clientes (Obra original publicada em 2019 em Journal of Solution Focused Brief Therapy, vol. 3, n° 1 (2019), p. 27-34; republicada em 2019 por Journal of Solution Focused Practices, https://journalsfp.org/article/75082)

Carrinho

Seu carrinho está vazio.