Esta versão foi traduzida do inglês pelo Complexe Systémique com a ajuda da inteligência artificial. Em caso de dúvida, prevalece a versão original.
The British Journal of Social Work · Serviço social
Partir das forças das pessoas, e não de suas faltas: a ideia conquistou as políticas sociais inglesas, mas continua vaga. Uma equipe da London School of Economics, em parceria com uma autoridade local londrina, dá a ela uma base teórica inspirada na sociologia relacional. Forças, necessidades, identidade e agência não são propriedades dos indivíduos: emergem das relações, e a confiança ou a esperança tornam-se bens que não pertencem a ninguém.
Tradução não oficial em português. Este artigo é a tradução de Uma compreensão relacional da prática baseada em forças no serviço social, de Michael Clark, Madeleine Stevens, Jessica Carlisle, Nicola Brimblecombe e Miranda Johnson-MacGill, publicado na The British Journal of Social Work (Oxford University Press) (2026), doi: 10.1093/bjsw/bcaf178, sob licença CC BY 4.0. Tradução realizada pelo Complexe Systémique em setembro de 2026: o texto original foi traduzido para português e reformatado, o que constitui uma modificação da obra nos termos da licença. Os agradecimentos e a declaração de financiamento foram reunidos nas notas. Esta tradução não foi feita nem pelos autores nem pelo editor, que não respondem pelo seu conteúdo nem por eventuais erros. A versão original prevalece.
Precisamos conceber a SBP no serviço social como complexa e, em última instância, relacional.
Michael Clark, Madeleine Stevens, Jessica Carlisle, Nicola Brimblecombe e Miranda Johnson-MacGill
Resumo
Embora os princípios que fundamentam a noção de abordagem baseada em forças não sejam novos, as abordagens do serviço social ancoradas nesse espírito se tornaram, nos últimos anos, uma prioridade na prática e nas políticas públicas. As bases teóricas e empíricas para orientar sua implementação, porém, continuam relativamente frágeis, e a falta de evidências se deve em parte ao déficit teórico. Neste artigo, formulamos uma base teórica mais sólida para a prática baseada em forças (SBP, strengths-based practice) a partir da perspectiva de uma ciência social relacional. Examinamos a natureza emergente dos agentes e das estruturas por meio de sua relacionalidade. Discutimos essa compreensão em relação a (1) identidade e autenticidade, (2) agência, poder e empowerment e (3) bens relacionais, para desenvolver essa compreensão relacional do serviço social baseado em forças. Com isso, estabelecemos fundamentos teóricos mais sólidos para o desenvolvimento e a avaliação futuros das SBP.
Uma perspectiva do serviço social centrada nas forças não é um fenômeno novo (por exemplo, Saleebey 1996, 1997); nos últimos anos, porém, cresceu internacionalmente o interesse das políticas públicas, da prática e da pesquisa pelas abordagens baseadas em forças (por exemplo, Staudt, Howardw e Drake 2001; Pulla et al. 2012; Friedli 2013; Department of Health & Social Care 2019; Caiels, Milne e Beadle-Brown 2021; Caiels et al. 2024). Na Inglaterra, por exemplo, as orientações nacionais do Care Act, principal marco legislativo da assistência social a adultos, indicam que as forças e os apoios de que as pessoas dispõem são levados em conta na avaliação de suas necessidades de cuidado. Nesse contexto, várias abordagens baseadas em forças foram promovidas como adequadas para a prática, entre elas Restorative Practice, Three Conversations, Making Safeguarding Personal, Asset-Based Community Development e Local Area Coordination [Department of Health (DH) 2017]. Trata-se de um conjunto diverso de práticas, algumas voltadas mais para o trabalho com indivíduos, outras mais para o nível comunitário (embora todas atravessem essas fronteiras em alguma medida), cada uma com graus variados de detalhamento e de evidências que a sustentam. Há uma ideia de “componentes compartilhados pelas diferentes, mas complementares, abordagens” (DH 2017: 4), mas esse fundamento comum não foi identificado nem empírica nem conceitualmente, o que dificulta a implementação.
A premissa da prática baseada em forças (SBP) oferece muitas recompensas potenciais a públicos diferentes, o que faz parte de seu atrativo, às vezes favorecido pelo caráter amplo e em geral impreciso do conceito. Muitas vezes parece que parte do atrativo da SBP está naquilo a que ela supostamente se opõe, isto é, uma abordagem mecânica ou excessivamente burocrática da prática, distante da preocupação com a pessoa e centrada de forma desproporcional nos déficits e necessidades das pessoas. Essa crítica a alguns aspectos da prática atual se liga à preocupação de que, com muita frequência, as práticas não baseadas em forças contribuam para tornar as pessoas excessivamente dependentes, sobretudo dos serviços.
Saber a que a SBP se opõe, no entanto, não nos faz avançar muito na compreensão do que é esse modo de prática e de em que sentido ele representa um avanço, isto é, de como ele se apresenta na prática. Isso não ajuda a implementar efetivamente a SBP nem a entender o que precisa mudar em relação a uma prática excessivamente burocrática, a não ser, presumivelmente, menos de alguns elementos indefinidos de burocracia. Apesar dessa falta de clareza teórica e empírica (Staudt, Howardw e Drake 2001; Tew et al. 2019; Price et al. 2020; Caiels, Milne e Beadle-Brown 2021; Moore 2022) e das críticas à implementação da SBP (por exemplo, Slasberg e Beresford 2017; Daly e Westwood 2018), o apoio a essas abordagens não parece diminuir.
Fez-se mais para desenvolver uma compreensão detalhada de algumas abordagens de SBP e de sua implementação, por exemplo a Three Conversations (Stevens et al. 2024), mas falta com urgência um fundamento conceitual mais sólido, comum às abordagens do serviço social baseadas em forças. Isso, por sua vez, ajudaria a construir uma base empírica mais sólida sobre a SBP e seus efeitos. A partir de uma posição mais clara, poderíamos formular melhor como é uma SBP de alta qualidade e como implementá-la.
Sem uma compreensão teórica mais sólida, a SBP corre o risco de ser puxada em muitas direções, inclusive para apoiar posições ideológicas, como uma visão hiperindividualizada das pessoas que precisam de apoio, que muitos não gostariam de ver na prática (Gray 2011). Nossa compreensão precisa adotar uma perspectiva que conceba a SBP como uma intervenção complexa em contextos complexos, com múltiplas interações (Skivington et al. 2021). Neste artigo, contribuímos para desenvolver essa compreensão teórica da SBP como fenômeno complexo, a partir da perspectiva de uma ciência social relacional, que definimos adiante.
Embora não haja uma definição nem uma abordagem única da SBP no serviço social, há princípios centrais sobre o que essa prática abrange e sobre como ela ressoa com o serviço social. Entre esses princípios estão: partir da compreensão das pessoas, do que elas querem para uma boa vida e do que já têm para ajudá-las a alcançá-la; trabalhar por meio de relações fundadas na reciprocidade, na colaboração, no respeito e na confiança; envolver redes sociais mais amplas sempre que possível; e promover a justiça social [Social Care Institute for Excellence (SCIE) 2015; Mahesh, Bharatan e Miller 2024; Miller, 2025]. Isso foi descrito como uma revolução em relação à prática atual e aos sistemas que apoiam ou dificultam essa forma de prática (Miller 2025), e como uma forma de colocar as pessoas acima dos procedimentos burocráticos (Lyn Romeo, então Chief Social Worker for Adults na Inglaterra, citada em DH 2017). A ressonância dos princípios centrais da SBP com os valores profissionais, aliada à incapacidade dos sistemas organizacionais de apoiar a operacionalização dessa prática, é um tema contemporâneo relevante (Mahesh, Bharatan e Miller 2024).
Uma das dificuldades da implementação da SBP é que a compreensão atual parece se basear na reunião de um conjunto frouxo de outros conceitos, às vezes eles próprios definidos de forma bastante vaga, mobilizados para dizer como a prática deveria ser, sem necessariamente desenvolver uma compreensão teórica coerente ou um modelo de prática. Um exemplo:
Escolha, controle, cidadania e conexão são temas comuns que fundamentam todo trabalho baseado em forças. Uma mentalidade baseada em forças se apoia amplamente na personalização e na coprodução, trabalhando em parceria para desenvolver soluções concebidas em conjunto que previnam danos e abusos, reduzam obstáculos e discriminações e restaurem e apoiem as relações familiares. Uma abordagem baseada em forças começa com uma conversa diferente. (DH 2017: 7)
Vemos aqui uma série de conceitos relativos às pessoas, dos quais alguns parecem se referir a um processo (por exemplo, personalização e coprodução), outros a resultados potencialmente desejados (por exemplo, cidadania, conexão e relações familiares) e outros talvez transitem entre ambos (por exemplo, escolha e controle). O significado de vários desses conceitos é muito debatido na literatura; a coprodução, por exemplo, é descrita como passível de ser reduzida a um modismo (Locock e Boaz 2019; Bandola-Gill, Arthur e Leng 2023). Não há uma consideração clara de quem são os agentes nesse processo nem do que é ser um agente. Talvez seja preciso partir de um olhar mais fundamental sobre o que é o serviço social.
O serviço social pode ser concebido como voltado a “alcançar uma mudança negociada na vida de pessoas que enfrentam dificuldades” (Ann Davies, em Folgheraiter 2007: 7). A abordagem adotada no serviço social moldará, portanto, essa negociação e, consequentemente, a natureza da mudança. Nessa compreensão, vemos o serviço social como um processo de ação conjunta entre atores, e não como uma ação realizada por quem exerce o serviço social (Folgheraiter 2007), o que está de acordo com a maneira como assistentes sociais dizem ver a SBP, isto é, como complexa e dinâmica (Caiels et al. 2024).
Para compreender a prática, precisamos, portanto, aprofundar a natureza dessa negociação: por exemplo, o que e quem são os atores envolvidos nessa ação conjunta, quais são as interações entre eles, que efeitos essas interações têm e como permitir da melhor forma um resultado negociado útil? Uma crítica central formulada a partir de uma perspectiva das forças é que as abordagens não baseadas em forças, sobretudo quando movidas por preocupações excessivamente burocráticas, carecem de humanidade nessa negociação. Os atores são desumanizados como questões isoladas, e processos alheios às preocupações principais dos atores passam a ter precedência; por exemplo, as pessoas ficam em segundo plano diante das exigências administrativas. As pessoas são então reduzidas a um “caso”, com problemas desvinculados de uma compreensão integral de sua vida (Saleebey 1997). Além disso, segundo essa crítica, nesse processo não baseado em forças não se considera o que promove a saúde e o bem-estar (ou salutogênese) (Antonovsky 1979; Friedli 2013). O processo de negociação do serviço social fica então limitado e distorcido por uma interpretação estreita da vida das pessoas e do que é possível.
Qualquer compreensão da SBP deveria, portanto, dizer algo sobre os atores envolvidos (as equipes de serviço social, as pessoas que elas apoiam, os familiares e outras pessoas da rede social), sobretudo compreendendo-os como seres humanos integrais, e sobre o lugar do respeito mútuo entre eles como base da negociação sobre os sentidos e as ações futuras. Ela também precisa incorporar uma compreensão do ambiente da negociação e de como ele pode moldar as possibilidades abertas aos atores. Essa compreensão teórica subjacente dos atores envolvidos, dos contextos, dos processos de interação e de sua relação com os resultados, porém, raramente é hoje formulada de modo explícito nas abordagens de SBP. Isso sugere que não há uma compreensão conceitual clara dessas questões fundamentais comum às SBP. Essas tensões e oscilações refletem preocupações das ciências sociais, divididas entre posições teóricas que enfatizavam sobretudo os agentes individuais ou as estruturas sociais, espaço no qual surgiu uma perspectiva relacional que une os dois. É esse desenvolvimento teórico que discutiremos agora.
Neste artigo, formulamos um fundamento teórico mais sólido para a SBP a partir de uma perspectiva relacional, ou seja, tendo feito a “virada relacional” nas ciências sociais (por exemplo, Emirbayer 1997; Dépelteau 2008; Donati 2010, 2018). Quando o serviço social é descrito como relacional, em geral se quer dizer que a prática diz respeito às relações interpessoais (os agentes), sobretudo como contraponto à ênfase excessiva nos procedimentos administrativos (as estruturas). Apresentamos aqui uma compreensão mais completa da perspectiva de uma ciência social relacional, que vai além do foco exclusivo nas relações interpessoais, e suas implicações para a compreensão do serviço social e da SBP.
Essa “virada relacional” foi formulada em parte nas ciências sociais em resposta aos debates sobre se deveríamos dar primazia à estrutura ou à agência para compreender a sociedade. Em uma perspectiva relacional, não é a estrutura ou a agência que determina os acontecimentos: são ambas. Uma perspectiva relacional exige que não façamos a análise supondo indivíduos e estruturas já definidos como pontos de partida para examinar os fenômenos sociais. O foco deve, ao contrário, partir das relações e interações entre agentes e com as estruturas, isto é, da teia de relações dos fenômenos sociais em que estamos inseridos. Agentes e estruturas podem, então, ser concebidos como interagentes (Burkitt 2016), mutuamente enredados e influenciando-se, com propriedades emergentes das interações.
Os fenômenos, incluindo os atores individuais, que costumamos considerar estáticos e dados de antemão ao analisar uma situação social são, vistos dessa perspectiva, mais fluidos e estão em constante (re)emergência em processos relacionais contínuos. A sociedade não é aqui uma estrutura abrangente e determinante única, mas um conjunto múltiplo de relações em curso, incluindo agentes, com interdependências e interações que moldam o que os agentes são naquele contexto (Burkitt 2018). Ou, como Donati (2018: 433) resume essa compreensão, “a sociedade é relações”. As relações são o ponto de partida conceitual e analítico, e não os indivíduos nem as estruturas, o que afasta o debate da omissão de algum aspecto ou da ênfase em um deles como primário.
As situações, os interagentes e os processos que consideramos em qualquer análise são definidos para os fins dessa compreensão, mas é importante lembrar, de uma perspectiva relacional, que eles são uma abstração desse todo social relacional e contínuo. Analiticamente, para produzir sentido, precisamos separar os fenômenos dessa teia contínua de relações e de processos de emergência, e poder falar de atores, estruturas e processos específicos em vez de confundi-los todos. Em última instância, porém, precisamos entender que eles estão entrelaçados nessas conexões mais amplas e nas interações dinâmicas e em desdobramento da sociedade, que (re)moldam continuamente os interagentes (Elias 1978; Archer, 2010a,b, 2012; Donati e Archer 2015; Selg 2018).
Trata-se de um processo contínuo de emergência no qual “todo fenômeno social surge de um contexto relacional e gera outro contexto relacional” (Donati 2018: 433). Esses processos sociais não são necessariamente lineares, com resultados predefiníveis e generalizáveis. Os interagentes provavelmente serão um pouco diferentes por causa de suas interações na fase 1, e, por isso, um processo de emergência diferente pode se desenrolar no novo contexto, ou fase 2, e assim por diante. É um processo contínuo em que atores e estruturas agem uns sobre os outros e se transformam mutuamente (dupla morfogênese) (Archer 2010a), remodelando a teia relacional e uns aos outros, mas podendo também, por sua vez, ser eles próprios remodelados. Esse desdobramento pode ser regular, de modo que percebemos estabilidade de atores e estruturas a curto e médio prazo, mas em outros momentos pode ser mais dramático, com mudanças claramente distintas. Isso não quer dizer, contudo, que os processos de emergência sejam ilimitados, pois nem todas as mudanças são possíveis. Haverá parâmetros e tendências nessa morfogênese, mas eles também podem reservar algumas surpresas aos atores.
Compreender essas teias relacionais, seja na prática, seja na pesquisa em serviço social, exige que focalizemos ativamente as relações antes dos atores, ou que ativemos “uma reflexividade sobre as relações” (Donati 2018: 435). Com isso, buscamos entrar conscientemente “‘dentro’ da relação social” (Donati 2018: 435), procurando compreender seus interagentes e seu dinamismo. No serviço social, isso significa entrar na relação do processo de negociação que é a prática, compreendendo como os interagentes emergem nesse processo e as implicações disso para a fase seguinte de interação.
Sem um fundamento teórico mais coerente, a discussão sobre a SBP tende a uma perspectiva estreita da prática, centrada nas relações interpessoais, e não à compreensão relacional (atores e estruturas como interagentes com propriedades emergentes) que desenvolvemos acima. O SCIE (2015), por exemplo, define a SBP como algo que acontece entre indivíduos e, embora essa compreensão se preocupe com a qualidade e a natureza da relação entre eles, os indivíduos são aceitos como anteriores, plenamente formados antes das interações. Não há uma compreensão explícita deles como interagentes em parte formados na interação, nem uma visão da morfogênese que cada um poderia viver por causa da interação. Há uma compreensão de qualidades essenciais, dadas e estáticas nas pessoas (forças, necessidades etc.), e de que as relações interpessoais na negociação do serviço social são um veículo para trazê-las à tona. Essa é a razão de uma das críticas à SBP: ao focar atores plenamente formados e independentes, ela tende a negligenciar as condições e estruturas nas quais as pessoas são atores, por exemplo os determinantes sociais do bem-estar (Gray 2011; Friedli 2013).
Uma compreensão relacional vai além dessa perspectiva interpessoal e vê a SBP, o serviço social e, na verdade, todos os fenômenos sociais em termos de interagentes que emergem eles próprios das teias de relações. Para compreender esse serviço social relacional, precisamos praticar conscientemente a consideração da teia relacional de um contexto e de seus padrões emergentes para os interagentes, em vez de partir da ideia de indivíduos dados de antemão, com necessidades e forças absolutas, predefinidas e incorporadas neles, estáticas e prontas para serem trazidas à tona na discussão ou na negociação. Os atores e suas forças e necessidades (e a compreensão que se tem delas) emergem, em graus variados, das interações nas teias relacionais.
Dessa perspectiva relacional, compreendemos parte do potencial da SBP, isto é, adotar uma perspectiva mais ampla sobre a teia relacional (ou seja, incluir aspectos da vida das pessoas que não são necessariamente considerados em uma abordagem do serviço social excessivamente burocrática e prescritiva) e, a partir daí, procurar abrir um caminho melhor para os processos de emergência que levam dessa teia a um futuro melhor. O objetivo deve ser (re)formar uma teia relacional mais adequada para a próxima fase de interações e para a vida da pessoa, reconhecendo que a situação continuará emergente. Às vezes, uma situação mais estável ao longo do tempo pode emergir; outras vezes, a nova teia relacional pode ser temporária e exigir nova atenção em breve.
Como as forças e as necessidades emergem nas interações, um conjunto diferente de interações ou de interagentes pode trazer à tona outro conjunto de forças e necessidades, ou outra perspectiva sobre elas, quando, por exemplo, quem faz o acompanhamento no serviço social ou outra pessoa ajuda a pessoa apoiada a compreender e formular possibilidades diferentes para as interações futuras. Narrativas alternativas podem emergir entre os interagentes, e a SBP oferece a oportunidade de explorar um leque mais amplo delas e de suas implicações para o senso de identidade de uma pessoa e para sua vida do que seria possível em um modo excessivamente burocrático de construir uma compreensão negociada.
Além disso, um olhar relacional sobre esse processo mostra que as forças e as necessidades emergem continuamente à medida que as relações entre os interagentes continuam a se desdobrar. Uma força identificada em uma pessoa pode ser ativada apenas em algumas configurações relacionais. Ao entrar nas relações em torno de uma negociação, podemos nos perguntar de forma reflexiva se estamos supondo que as coisas são estáveis e a única possibilidade, ou se outros caminhos de emergência e compreensão são possíveis, e como. Trata-se de ter flexibilidade na compreensão das forças, das necessidades e das soluções à medida que as coisas evoluem a longo prazo, mas também de adotar uma abordagem mais aberta para compreender as questões já nas primeiras interações.
No restante deste artigo, concentramo-nos em temas-chave do serviço social, centrais para a SBP, e no que implica uma compreensão relacional deles. São eles (i) identidade e autenticidade e (ii) agência, poder e empowerment. Para aprofundar nossa compreensão dos processos relacionais, discutimos em seguida um terceiro tema, (iii) os bens relacionais. Este último vem de uma vertente da teoria relacional e ajuda a aprofundar nossa compreensão do serviço social e da SBP. Os temas são discutidos como fenômenos analiticamente separados, mas, de acordo com nossa posição relacional, estão sempre entrelaçados em processos relacionais contínuos, em contexto.
Uma perspectiva relacional nos convida a prestar atenção ao fato de que, em vez de supor uma identidade muito fixa, anterior à interação, e características dadas de cada pessoa, como um conjunto de forças e necessidades, precisamos considerar como e em que medida elas emergem das interações. Além disso, precisamos entender sua emergência como ligada não só às interações, mas também ao estilo dominante de reflexividade de cada pessoa naquele contexto (Archer 2012), isto é, a como ela pensa sobre si mesma e sobre seu lugar no mundo. A identidade, o eu, e tal como percebida pelos outros, é então mais um elemento de uma teia relacional, envolvido nos processos contínuos de emergência e morfogênese (Archer 2010a). A negociação das interações do serviço social é um processo de diálogo que explora com a pessoa seu senso de identidade e as necessidades e forças que emergem à medida que as reconhecemos.
Os processos de diálogo e de reflexividade na formação da identidade foram especialmente explorados na abordagem do Diálogo Aberto, desenvolvida nos cuidados de saúde mental, que pode ser pensada sob o amplo guarda-chuva da SBP. Embora o Diálogo Aberto talvez não tenha sido promovido inicialmente como uma SBP corrente da assistência social, já que não aparece, por exemplo, em SCIE (2015) e em DH (2017), ele é baseado em forças, apoia-se na rede social ampliada das pessoas e evidencia com muita clareza esse processo de diálogo e seus vínculos com a identidade emergente e com o apoio. No Diálogo Aberto, afirma-se:
A maneira como falamos tem efeito tanto sobre os diálogos internos da pessoa atendida quanto sobre os diálogos que se seguem entre ela ou ele e as pessoas próximas a ela ou a ele. (Seikkula e Arnkil 2018: 1)
A ideia de um diálogo exploratório contínuo como fundamental para a SBP está implícita na descrição desse modo de prática feita na mesa-redonda citada acima, extraída do relatório do Department of Health (2017), ao abranger a coprodução entre diferentes grupos de pessoas. Ela é mais explícita na abordagem Three Conversations (Stevens et al. 2024), que não só põe a “conversa” em destaque no próprio nome, como incentiva um diálogo contínuo entre as equipes e a população atendida, em resposta a situações e compreensões em desdobramento. A abordagem do Diálogo Aberto, porém, coloca ainda mais claramente em primeiro plano o diálogo e sua relação com a identidade e as forças.
Vista de forma relacional, essa compreensão do diálogo se aprofunda: reconhecemos que a identidade não é fixa, mas emerge em teias de relações contínuas, inclusive, em certa medida, das interações entre quem exerce o serviço social e a pessoa atendida. Reconhecer isso pode abrir novos horizontes para as pessoas e levar a considerar explicitamente suas teias relacionais e suas identidades emergentes, com a SBP trazendo a esse processo a atenção às forças. É preciso também entender o potencial negativo, porém: disfunções podem ser criadas pelo diálogo e através de uma teia relacional. Da mesma forma, é preciso reconhecer que o diálogo sozinho pode não bastar para ajudar alguém se não se considerarem também os aspectos estruturais de uma teia relacional e seus impactos.
Essa compreensão relacional da identidade traz outra perspectiva sobre a autenticidade, vista como uma meta desejável da SBP, isto é, fazer emergir a pessoa autêntica (Moore 2022). Em vez de um fenômeno fixo de que uma pessoa seria portadora, sendo ou não autêntica em relação a um conjunto rígido de características, precisamos entender a autenticidade como algo que emerge em um contexto, através de uma teia relacional específica. Quanto mais teorizamos a ideia de uma pessoa interior essencial à qual ser autêntico, mais esquivo e problemático o conceito se torna (Taylor 1992; Guignon 2004). A autenticidade ocorre em processos sociais e não é inata nem isolada dentro de uma pessoa. Assim, se a SBP pretende realizar a autenticidade, não deve esperar encontrá-la como uma natureza predefinida em um ator. Seu lugar deve, antes, ser entendido como “não minha mente e a sua, mas antes o ‘entre’” (Guignon 2004: 165). O senso de autenticidade situa-se entre os atores e é compreendido situacionalmente, tendo como pano de fundo aquilo em que eles acreditam e que valorizam, individual e conjuntamente. Essa compreensão processual da autenticidade leva a sério a interconexão da vida, e não a expressão unilateral da vontade de alguém.
O ator e sua agência são conceitos centrais da SBP (Gray 2011; Daly e Westwood 2018). No entanto, como observado acima, uma concepção estreita da SBP é criticada por enfatizar excessivamente os indivíduos e ignorar suas condições de vida, especialmente os determinantes sociais e o modo como eles moldam a saúde, o bem-estar e as desigualdades relacionadas (Marmot et al. 2012). Esse contexto pesará sobre a agência de uma pessoa, e muitas das pessoas que recorrem à assistência social enfrentam lutas diárias para dar conta da vida e podem não ter os recursos para exercer sua agência (Gray 2011). Uma compreensão tão estreita da SBP e da agência é mais provável se concebermos as capacidades de uma pessoa como uma qualidade inata e relativamente estável, e não como algo interacional (relacional).
Compreender a agência de uma perspectiva relacional deveria eliminar a armadilha de enfatizar excessivamente os indivíduos, pois torna explícita sua condição de interagentes em uma teia relacional. Pensando de forma relacional, não supomos que os atores simplesmente tenham agência como um recurso inato pronto para ser exercido. As pessoas podem, em graus variados, recorrer à sua reflexividade sobre suas circunstâncias para considerar cursos de ação possíveis e preferidos, mas dentro de certos limites (Archer 2010a; Donati 2018). Assim:
a oportunidade de exercer graus de agência depende não apenas de nossas próprias capacidades pessoais, como a de reflexividade, mas da própria situação e do estilo de nossas interdependências. (Burkitt 2018: 536)
A agência faz ela própria parte do enredamento relacional, entrelaçada com a identidade, e emerge das interações em uma criação contínua e mútua através de uma teia relacional. A agência é, portanto, um processo dentro de um contexto específico e dinâmico, e não um bem que se carrega de uma situação para outra.
Ligados à agência, o poder e o empowerment são outras ideias centrais da SBP (Pulla 2012) e, como tais, também precisam ser plenamente desenvolvidos do ponto de vista teórico. As preocupações com poder e empowerment são antigas no serviço social (por exemplo, Tew 2006; Adams 2017). Certas concepções de poder podem enfatizar excessivamente a capacidade das pessoas de exercer “seu poder” e ser autossuficientes (Tew 2006; Rivest e Moreau 2015). No outro extremo, enfatizar excessivamente uma definição estruturalmente determinante do poder pode ignorar as capacidades individuais.
A partir de uma compreensão relacional, concebemos o poder não como um fenômeno possuído por uma pessoa, nem como algo situado apenas em estruturas impostas às pessoas, mas como parte integrante de situações complexas e emergente delas, enredado na teia de relações (Elias 1978; Foucault 1978, 1979; Burkitt 2018; Selg 2018). As equipes de serviço social precisam, portanto, compreender a teia relacional em que trabalham, considerando não só as relações interpessoais e seus efeitos sobre o poder e o empowerment, mas também as interações das estruturas como interagentes na situação e como elas podem restringir e/ou possibilitar a agência das pessoas. O poder não é posse de nenhum elemento da teia relacional e, em geral, tampouco é um simples processo linear. Devemos, antes, conceber o poder como:
sempre inserido em meios e redes localizados, com seu caráter ambíguo e às vezes contraditório. (Burkitt 2018: 528)
Nos processos de emergência por meio desses enredamentos locais, o poder pode assumir formas criativas e habilitadoras, assim como operações opressivas (Tew 2006; Gilbert e Powell 2010; Rivest e Moreau 2015), e pode se deslocar constantemente através de uma teia relacional e ao longo do tempo. O poder e o empowerment, ou sua ausência, são processos contínuos, e não fenômenos do tipo ou isto ou aquilo, liga e desliga. Essa compreensão do poder e de conceitos relacionados nos ajuda a entender seu desdobramento no Diálogo Aberto e nas conferências de grupo familiar (Frost, Abram e Burgess 2014), por exemplo, mas também a ver que eles são fundamentais para a vida social além dos limites específicos dessas práticas.
Como “projeto emancipatório” (Archer 2010b: 206), uma perspectiva relacional nos leva explicitamente a examinar essas questões de poder através das teias relacionais e a valorizar a reciprocidade entre interagentes como um pilar central da sociedade civil. Uma teia relacional positiva implica que se valorize o que foi gerado coletivamente pela aplicação combinada do poder de cada parte e que se compartilhe a preocupação de continuar a nutrir esse novo arranjo relacional (Archer 2013). Isso ressoa com a teoria e a prática do serviço social. A SBP pode significar ajudar as pessoas a passar de uma visão de si mesmas como agentes passivos para agentes mais ativos em alguns contextos, mas nossa compreensão de qual SBP é a melhor para alcançar isso em contextos específicos não tem hoje fundamentação empírica.
Para aprofundar uma compreensão teórica da SBP, é útil explicitar o lugar dos bens relacionais no dinamismo das teias relacionais em desdobramento. Os bens relacionais (Donati 2010; Archer 2010b) são aqueles fenômenos positivos (bens) que emergem das interações e que nunca são posse de um único ator da relação. Eles se situam através da teia relacional e energizam positivamente as fases seguintes de interação. São exemplos a confiança, a esperança, a amizade e o respeito mútuo. Uma fase positiva de interação pode nutrir esses bens relacionais e levá-los adiante para a fase seguinte. Os bens relacionais não podem ser reduzidos a nenhum dos indivíduos de uma interação e têm suas próprias propriedades emergentes, continuando a produzir efeitos sobre as relações e os indivíduos, por exemplo motivando ou desmotivando as pessoas em relação a um curso de ação ou a um senso de propósito (Donati e Archer 2015). É importante notar que as pessoas podem orientar suas ações para nutrir bens relacionais, mas, sobretudo em uma teia relacional mais ampla, isso pode não estar inteiramente sob o controle de um agente.
A prática baseada em forças tem sido associada à esperança (por exemplo, Pulla 2012) e, adotando uma perspectiva relacional, podemos agora concebê-la como um bem relacional para compreender seu lugar nas interações e na emergência. Como bem relacional, a esperança, assim como outros bens relacionais, especialmente a confiança, pode ser nutrida na SBP entre as equipes de serviço social e as pessoas que elas apoiam, alimentando positivamente os processos de emergência que geram identidade e agência.
Situados como estão através de uma teia, os bens relacionais podem existir principalmente entre atores-chave, como quem exerce o serviço social e a pessoa atendida, mas podem ser influenciados por outros elementos da teia. Por exemplo, a pessoa que faz o acompanhamento social pode compartilhar certo nível de confiança com alguém, mas outra parte de um sistema de cuidado pode minar ou reforçar essa confiança por meio de uma interação negativa ou positiva. A intervenção de um familiar entre a pessoa que faz o acompanhamento social e a pessoa atendida pode ter efeitos semelhantes sobre bens relacionais como a confiança e a esperança.
Com base nessa compreensão, podemos ver, por exemplo, que uma interação de serviço social orientada pela Three Conversations tem mais chances de ser eficaz quando desenvolve fortes bens relacionais de confiança e esperança entre quem exerce o serviço social e a pessoa que é apoiada. Ao reunir uma rede social mais ampla, o Diálogo Aberto e as conferências de grupo familiar buscam trabalhar a teia relacional mais ampla e, por isso, precisam pensar o fortalecimento de bens relacionais como a esperança através dessa teia, e não apenas em uma pessoa.
Ao reconhecer esses processos e esses bens emergentes e compartilhados, devemos também admitir a possibilidade de males relacionais, como o desânimo e a falta de confiança. Eles também podem existir em uma situação, situando-se através da teia relacional dos interagentes. Podem ter um efeito negativo sobre os agentes e as relações, influenciando de forma adversa a fase seguinte de interações e os resultados. Compreender o potencial dos males relacionais nos ajuda a ver como eles poderiam minar a teia social de apoio que, por exemplo, o Diálogo Aberto procura nutrir.
Dessa perspectiva, vemos que uma simples dicotomia entre uma prática mais pessoal (boa) e uma prática burocrática (ruim) não é tão evidente. Uma prática mais orientada para as forças das pessoas pode, se bem conduzida, trabalhar com bens relacionais, mas estruturas (práticas burocráticas) também podem ser necessárias para sustentar esses bens e produzir resultados positivos. Os méritos relativos das estruturas e das abordagens de trabalho dependem de elas apoiarem ou minarem a geração contínua de bens relacionais, facilitando assim a passagem para uma fase seguinte melhor da teia relacional, e não simplesmente da natureza da tarefa.
Implementar uma nova SBP na assistência social a adultos das autoridades locais exige mudanças complexas que envolvem interações entre sistemas, liderança, recursos e pessoas (Ford 2019; Tew et al. 2019; Caiels et al. 2024). Uma compreensão conceitualmente pouco desenvolvida da SBP pode comprometer a implementação e, potencialmente, alimentar perspectivas excessivamente individualistas que não levam devidamente em conta os determinantes estruturais que uma pessoa enfrenta e o apoio de que ela precisa. Houve esforços para desenvolver uma concepção mais conectada da SBP, que ligue agentes e estruturas, por exemplo na abordagem Three Conversations (Stevens et al. 2024). Mas são necessários mais fundamentos conceituais para o conjunto das SBP.
Uma compreensão relacional do serviço social e da SBP oferece uma conceituação mais rica, que dá lugar aos indivíduos, mas também considera as estruturas. Ela coloca em primeiro plano os processos contínuos de interação e a consequente emergência dos agentes, de suas características e de uma série de bens entre os interagentes. Se as organizações quiserem adotar a SBP no serviço social, precisam criar o ambiente organizacional adequado, que apoie as equipes de serviço social a refletir sobre a natureza de seu trabalho e a se engajar em uma prática criativa e flexível, voltada a transformar positivamente a teia relacional em que elas e as pessoas atendidas estão imersas. Haverá, naturalmente, limites ao que pode ser feito, mas não conceituar plenamente a compreensão relacional pode resultar em uma prática estreita demais, que não evolui à medida que as teias e os bens relacionais continuam a emergir de interações contínuas. De uma perspectiva relacional, podemos:
apontar outra possibilidade, a possibilidade de relações sociais que possam realizar melhor a humanidade dos agentes sociais e lhes dar a oportunidade de alcançar uma boa vida. A boa vida (eudaimonia), nessa visão, consiste em participar da criação e da fruição de bens relacionais, e não de males relacionais. (Donati 2018: 452)
Isso ressoa com o ethos do serviço social. Uma análise relacional da SBP está em sintonia com uma compreensão da prática como uma negociação, ou como algo cocriado entre os sistemas e os mundos da vida das pessoas (Seikkula e Arnkil 2018). A implementação da SBP precisa compreender essa teia e o fato de que é nela e por meio dela que cada pessoa se torna mais humana:
na medida em que ela gera relações sociais que sustentam o florescimento de bens relacionais dos quais ela se nutre para ser mais humana. (Donati 2018: 451)
Uma perspectiva relacional não oferece um modelo definitivo de SBP nem todos os detalhes de como realizar esse trabalho da forma mais eficaz, mas oferece uma base teórica mais coerente e sólida a partir da qual começar a desenvolvê-lo. Essa base está de acordo com a compreensão “fluida e flexível” (Caiels et al. 2024: 177) da SBP relatada por assistentes sociais. O fundamento teórico também nos ajuda a começar a formular de forma mais explícita os requisitos para avaliar a prática. Reconhecemos a necessidade de examinar os bens e males relacionais que se desenvolvem, a teia de relações emergente e as identidades, metas, forças etc. emergentes em qualquer apoio a uma pessoa. Em algumas situações da prática, isso pode ser um processo relativamente simples de exercer a SBP, mas em muitas situações do serviço social é um processo complexo, com negociação, interação, tomada de decisão e emergência contínuas. Precisamos conceber a SBP no serviço social como complexa e, em última instância, relacional.
Complexe Systémique: a reter
O interesse do artigo, para um público sistêmico, está em reconhecer a própria epistemologia em um debate do serviço social. Dizer que forças e necessidades não são propriedades estáveis das pessoas, mas emergem de uma teia de relações em que as estruturas contam tanto quanto os atores, é reencontrar o deslocamento do olhar do indivíduo para a relação. O texto tira daí duas consequências úteis. Primeiro, uma força identificada em alguém pode se ativar apenas em certas configurações: a avaliação é, portanto, um momento da relação, não um inventário. Depois, a confiança e a esperança são bens relacionais, que ninguém possui e que um terceiro, um serviço ou um familiar pode nutrir ou danificar. O texto também evita a armadilha de opor uma boa prática pessoal a uma má burocracia: algumas estruturas sustentam esses bens. O limite é o de um ensaio teórico, sem dados, que deixa a avaliação para depois. Para ler junto com o artigo sobre o apoio às famílias por uma abordagem restaurativa e com o artigo sobre um modelo relacional de apoio em Hong Kong.
Notas do original
Agradecimentos. A equipe agradece à School for Social Care Research (SSCR) do National Institute for Health and Care Research (NIHR), que apoiou parte do trabalho que deu origem a este artigo; as ideias expressas são da equipe e não necessariamente da SSCR, do NIHR ou do Department of Health and Social Care.
Financiamento. Nenhum declarado.
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Tradução não oficial em português de Uma compreensão relacional da prática baseada em forças no serviço social, de Michael Clark, Madeleine Stevens, Jessica Carlisle, Nicola Brimblecombe e Miranda Johnson-MacGill, The British Journal of Social Work, vol. 56, no 3 (2026), doi: 10.1093/bjsw/bcaf178, sob licença CC BY 4.0. Tradução e paginação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença (declarações reunidas nas notas). Nem os autores nem o editor respondem por esta tradução; a versão original prevalece.
Tradução não oficial para o português de “A relational understanding of strengths-based practice in social work”, publicado em The British Journal of Social Work (2026) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.
Ler o artigo originalComo citar este artigo
Clark, M., Stevens, M., Carlisle, J., Brimblecombe, N., et Johnson-MacGill, M. (2026). Uma compreensão relacional da prática baseada em forças no serviço social (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/artigos/uma-compreensao-relacional-da-pratica-baseada-em-forcas-no-servico-social (Obra original publicada em 2025 em The British Journal of Social Work, 56(3), 964-979 (2026); republicada em 2026 por The British Journal of Social Work, https://academic.oup.com/bjsw/article/56/3/964/8262453)
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