Journal of Solution Focused Practices · Pesquisa empírica

Um grupo de bem-estar focado nas soluções para uma coorte de pós-graduandos: um estudo piloto

Os estudantes de mestrado e doutorado têm seis vezes mais chances de depressão e ansiedade do que a população geral, e procuram ajuda menos do que os outros. James Beauchemin e a sua equipe da Boise State retomam o seu programa de bem-estar focado nas soluções, seis sessões de uma hora por videoconferência, uma dimensão do bem-estar por sessão, e o oferecem desta vez a uma coorte inteira do mesmo mestrado. Nove estudantes que já se conhecem, comparados a dezoito vindos de programas diversos. Os dois grupos melhoram após seis semanas; a coorte progride mais em bem-estar e bem-estar percebido, e as entrevistas fazem emergir três temas: tomar consciência das próprias necessidades, o apoio dos pares, o bem-estar como construto multidimensional. A felicidade e a satisfação com a vida, essas, não se movem. Um estudo que faz uma pergunta simples, a familiaridade ajuda ou atrapalha um grupo breve, e responde: ajuda.

Autores James D. Beauchemin, Danya K. Krueger, Jennie Newman e Paul Beitelspacher (Boise State University)Primeira publicação Journal of Solution Focused Practices, vol. 6, n.º 1, 2022, artigo 2Tradução Complexe Systémique, tradução não oficial

Tradução não oficial para o português. Este artigo é a tradução de A Pilot Study of a Cohort-Based Solution-Focused Wellness Group for Graduate Students Using Solution-Focused Coaching, de James D. Beauchemin, Danya K. Krueger, Jennie Newman e Paul Beitelspacher, publicado no Journal of Solution Focused Practices (2022), doi: 10.59874/001c.74998, sob licença CC BY 4.0. Tradução realizada pelo Complexe Systémique em setembro de 2026: o texto original foi traduzido para o português e reformatado, com as quatro tabelas e os quatro apêndices apresentados em fichas, o que constitui uma modificação da obra nos termos da licença. “Wellness” é traduzido por “bem-estar”, “graduate students” por “pós-graduandos” (mestrado e doutorado) e “cohort” por “coorte”, a turma de um mesmo programa. Esta tradução não foi feita nem pelos autores nem pelo editor, que não respondem pelo seu conteúdo nem por eventuais erros. A versão original prevalece.

Resumo. Os pós-graduandos vivem níveis elevados de estresse, que comprometem o seu bem-estar e os predispõem a transtornos mentais. Eles têm mais de seis vezes mais chances de depressão e ansiedade do que a população geral. Apesar da presença de serviços de aconselhamento nos campi, os pós-graduandos recorrem menos a esses serviços e tendem a usar outros apoios institucionais (orientadores, pares conselheiros). Este estudo piloto avaliou a eficácia de uma intervenção de grupo de seis semanas, o bem-estar focado nas soluções (SFW), com uma coorte de um programa de pós-graduação, num desenho pré-pós de métodos mistos. Ao todo, 27 participantes foram incluídos. Os resultados mostraram diferenças significativas em bem-estar, saúde mental e bem-estar percebido entre a linha de base e a sexta semana, tanto para o grupo coorte (n = 9) quanto para o grupo geral de bem-estar (n = 18). A ANCOVA revelou diferenças significativas entre os grupos em bem-estar e bem-estar percebido, indicando que o grupo coorte melhorou mais nas variáveis próprias do bem-estar. Três temas principais emergiram dos dados qualitativos: consciência das necessidades de bem-estar, apoio dos pares e bem-estar multidimensional. O conjunto dos resultados apoia a eficácia de uma abordagem por coorte na implementação de grupos de bem-estar para pós-graduandos.

Palavras-chave: coaching focado nas soluções, bem-estar, pós-graduandos, modelo por coorte

Introdução

Segundo a pesquisa de outubro de 2020 do Council of Graduate Schools e do Graduate Records Examinations sobre matrículas e diplomas de pós-graduação, mais de 1,8 milhão de estudantes se matricularam no outono de 2019 em programas de pós-graduação de universidades dos Estados Unidos (Okahana et al., 2020). Os pós-graduandos enfrentam desafios próprios em comparação com os graduandos, sobretudo porque “têm mais probabilidade do que os estudantes do passado de entrar na pós-graduação com múltiplas responsabilidades familiares e financeiras” (Hyun et al., 2006, p. 247). Os programas de pós-graduação podem ser mais competitivos e menos estruturados (Hyun et al.; Okahana & Zhou, 2017), exigindo dos estudantes automotivação e capacidade de gerir o estresse (Hyun et al.; Mousavi et al., 2018). Além das cargas familiares e financeiras, os pós-graduandos vivem uma “pressão constante para ter bom desempenho”, porque “devem adquirir um amplo leque de conhecimentos e competências, fazer avançar projetos de pesquisa, cumprir prazos, tornar-se solucionadores de problemas autônomos e criar oportunidades de carreira antes de se formar” (Mousavi et al., p. 1939).

O estresse compromete o bem-estar global dos pós-graduandos e os predispõe a transtornos mentais (Evans et al., 2018; Mousavi et al., 2018). Segundo o relatório de 2014 da UC Berkeley sobre felicidade e bem-estar dos pós-graduandos, 64% dos estudantes de artes e humanidades atendem aos critérios de depressão. Entre 43 e 46% dos estudantes de ciências biológicas, ciências físicas, engenharia e outras disciplinas profissionais pontuam como deprimidos, contra 37% em direito, 34% em ciências sociais e 28% em administração (UC Berkeley Graduate Assembly, 2014). Sem tratamento, os sintomas frequentemente se tornam mais frequentes, graves e resistentes ao tratamento com o tempo (Wang et al., 2005). Os pós-graduandos são, portanto, uma população particularmente vulnerável, com risco aumentado de suicidalidade, autolesão, outras doenças graves e morte (Evans et al., 2018; Mousavi et al.; Smith et al., 2013).

A pesquisa sobre as iniciativas e serviços de saúde mental oferecidos pelas universidades se intensificou (Lipson et al., 2016). Muitos campi têm programas que promovem o bem-estar físico e mental e a gestão do estresse, mas a maioria dessas iniciativas visa especificamente as necessidades dos graduandos (Mousavi et al., 2018). As intervenções concebidas para promover o bem-estar dos pós-graduandos, no entanto, mostraram resultados promissores (por exemplo, Gold et al., 2020; Mazurek Melnyk et al., 2020). Embora graduandos e pós-graduandos tenham acesso igual aos serviços clínicos diretos do campus (gestão de crise, aconselhamento individual e de grupo), muitas atividades de bem-estar e saúde mental do campus não reconhecem nem tratam as experiências e necessidades acadêmicas próprias dos pós-graduandos (Mousavi et al.). As tentativas de responder a essas necessidades com programas dentro de programas e coortes específicos forneceram evidências pouco conclusivas de eficácia em comparação com os programas gerais (Beauchemin et al., 2018).

Há, além disso, uma lacuna importante entre a demanda por serviços de saúde mental e a capacidade dos campi de fornecer recursos de bem-estar (Watson, 2013). Os pós-graduandos que procuram ajuda provavelmente encontram barreiras: disponibilidade limitada de horários, longas listas de espera, encaminhamento a serviços fora do campus (Gallagher, 2014). Apesar da presença de serviços de aconselhamento no campus, eles continuam mais propensos a usar outros apoios institucionais, como orientadores ou pares conselheiros (Hyun et al., 2006). Além disso, à medida que os programas de pós-graduação se tornam mais inclusivos e representativos de populações minoritárias e vulneráveis, há uma necessidade imediata de desenvolver e implementar “programas de intervenção e prevenção adaptados e culturalmente sensíveis” (Lipson et al., 2016, p. 24).

O bem-estar

Os comportamentos de estilo de vida, associados a um estresse crônico não gerido, podem prejudicar a saúde e o bem-estar, levar a transtornos mentais e, por fim, a uma morte prematura (Smith et al., 2013). Por isso, a sociedade ocidental adotou uma mudança gradual de paradigma rumo a uma compreensão holística da saúde e dos seus fatores mediadores. A Organização Mundial da Saúde a apoia, ao definir a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade” (OMS, 2005, p. 1). A conceituação da saúde e do bem-estar como multidimensionais gerou interesse empírico e aumentou a pesquisa sobre o bem-estar (Beauchemin et al., 2018).

Os pesquisadores destacaram que definir o bem-estar como um construto mensurável é complexo (Roscoe, 2009). O bem-estar pode ser visto como resultado e como processo (Myers & Sweeney, 2005), e, combinado à sua natureza subjetiva, um consenso em torno de uma definição integrada torna-se difícil de estabelecer (Roscoe). A inconsistência na conceituação do construto resultou em numerosos modelos de bem-estar, desenvolvidos e modificados ao longo das últimas décadas (por exemplo, Hettler, 1980; Myers & Sweeney, 2004). O que permanece constante nesses modelos baseados em evidências é a compreensão do bem-estar como construto multidimensional, integrando domínios como o bem-estar físico, social, emocional, espiritual e intelectual (Beauchemin et al., 2020). Com base nisso, intervenções que incorporam estratégias para melhorar o bem-estar pessoal em múltiplos domínios podem ser uma abordagem eficaz para melhorar a saúde holística e o bem-estar dos estudantes (Beauchemin et al.), tanto presencialmente quanto online (Beauchemin et al., 2018).

O coaching focado nas soluções

Embora a maioria das intervenções de bem-estar baseadas em evidências use uma abordagem psicoeducativa, os resultados mostraram que os métodos de aconselhamento clínico e de coaching podem ser eficazes para facilitar mudanças de estilo de vida baseadas no bem-estar (Beauchemin et al., 2018). O coaching focado nas soluções (SFC) é uma adaptação da terapia breve focada nas soluções (TBFS), abordagem terapêutica baseada nas forças, definida pela ênfase na construção de soluções em vez da resolução de problemas, e pelo pressuposto de que os clientes têm os recursos e a capacidade de mudar (Gingerich & Eisengart, 2000). O SFC visa apoiar as pessoas na identificação dos resultados preferidos e de objetivos específicos, no desengajamento do pensamento centrado no problema, e no desenvolvimento e uso de recursos e forças (Grant, 2013). Uma abordagem focada nas soluções permite uma conceituação individual do bem-estar, ligada aos valores pessoais, à cultura, às experiências vividas e à percepção do bem-estar. O SFC pode ser usado com indivíduos e grupos (Green et al., 2006; Sharry, 2007), e demonstrou eficácia tanto presencialmente quanto online (Novella et al., 2020). Foi aplicado com sucesso à saúde e ao bem-estar de adolescentes (McPherson et al., 2019), universitários (Pakrosnis & Cepukiene, 2015) e adultos (Grant et al., 2009; Tkacova et al., 2020).

A intervenção online

A aceitação da telessaúde como modalidade eficaz de prestação de serviços permitiu aos pesquisadores e clínicos das áreas da saúde desenvolver e oferecer intervenções online de autocuidado e mudança de comportamento a diversos públicos (Murray, 2012; Grim et al., 2011). As intervenções online oferecem aos clientes e participantes de pesquisa um nível de conveniência, acessibilidade e privacidade que as interações presenciais não podem fornecer (Murray). Aproveitando essas vantagens, as intervenções online foram usadas em três grandes áreas clínicas: autogestão de condições crônicas (diabetes, doenças cardíacas), promoção da saúde (saúde sexual, alimentação, exercício) e saúde mental (depressão, ansiedade) (Murray).

A pesquisa demonstra que as intervenções online oferecem utilidade e efeitos positivos nos desfechos de interesse (Murray, 2012). Por exemplo, estudos mostram que elas podem aumentar as taxas de atividade física dos participantes, sobretudo quando integram componentes interativos baseados em teoria (Steele et al., 2007; Ferney & Marshall, 2006). Especificamente para universitários, Grim et al. (2011) destacaram que as intervenções online podem ser um meio promissor de facilitar a mudança de comportamento.

Hipóteses

Dada a experiência comum de bem-estar comprometido entre os pós-graduandos e a falta de evidências conclusivas sobre intervenções específicas por coorte, há necessidade de intervenções preventivas, baseadas em evidências e acessíveis, concebidas para estabelecer mudanças de estilo de vida focadas nas soluções e alcançáveis, e para melhorar o bem-estar dessa população. O objetivo deste estudo piloto foi avaliar a eficácia de uma intervenção online de bem-estar focado nas soluções (SFW) com uma coorte de pós-graduação, por uma abordagem de métodos mistos que integra medidas quantitativas e entrevistas qualitativas semiestruturadas. As hipóteses foram:

  1. Uma intervenção SFW online de seis semanas resultará em melhores percepções de bem-estar e construtos relacionados entre pós-graduandos membros de uma coorte acadêmica específica.
  2. O grupo de intervenção SFW da coorte diferirá significativamente de um grupo de intervenção geral (não coorte) de pós-graduandos nas variáveis de desfecho.

Métodos

Desenho do estudo

Este estudo piloto usou um desenho pré-pós de métodos mistos para avaliar a eficácia de uma intervenção SFW online com estudantes de uma coorte específica de um programa de pós-graduação. Foram incluídas medidas para avaliar a felicidade, a satisfação com a vida e o bem-estar dos participantes, construtos que teoricamente deveriam estar fortemente correlacionados ao bem-estar pessoal. A pesquisa indica que satisfação com a vida e felicidade subjetiva são usadas de forma intercambiável e representam componentes do bem-estar subjetivo (Lyubomirsky & Lepper, 1999). A escolha desse desenho de métodos mistos visava ligar os dados quantitativos e qualitativos de forma significativa, para enriquecer os resultados e melhorar os modelos de intervenção futuros (duração, extensão, experiência dos estudantes) (Teddlie & Tashakkori, 2010). Além da análise principal, os resultados do grupo coorte foram comparados aos de grupos de intervenção gerais (não coorte) de pós-graduandos, para avaliar diferenças na mudança ligada ao bem-estar e integrar as experiências vividas relatadas pelos participantes da coorte. Para complementar as análises quantitativas, entrevistas qualitativas permitiram compreender a experiência vivida dos participantes e fornecer uma compreensão mais completa da eficácia e dos resultados da intervenção. Os participantes deviam descrever a sua experiência no grupo, identificar as mudanças resultantes, descrever as suas práticas atuais de bem-estar, indicar o que foi mais e menos benéfico e comentar a extensão e a duração do grupo (apêndice D).

Participantes

Após a aprovação do comitê de ética (IRB), trinta e seis participantes foram recrutados. Uma triagem prévia foi feita por um profissional de saúde mental licenciado para esclarecer expectativas, avaliar a adequação da inclusão e a eventual necessidade de outro nível de cuidado. Após a perda de participantes, uma amostra de vinte e sete (N = 27) foi analisada (grupo coorte n = 9; grupo geral n = 18). A maioria era de mulheres (78%) e solteiros (85%), e todos eram estudantes nacionais (100%). Além disso, 71% se identificaram como brancos, 11% asiáticos ou das ilhas do Pacífico, 11% latinos e 7% outros, e a maioria residia no estado (74%) (tabela 1). O grupo coorte incluía nove pessoas do mesmo programa de mestrado. Os dezoito participantes do grupo geral foram divididos em dois grupos, representando diversos programas de mestrado e doutorado da universidade. Nenhum grupo controle foi usado neste estudo piloto. Assim, todos os vinte e sete participantes receberam a intervenção, com a mudança potencial avaliada pelas medidas descritas na seção Materiais.

Uma análise de qui-quadrado antes da intervenção verificou a ausência de diferenças demográficas significativas na linha de base. Não houve relações significativas entre a pertença ao grupo e as variáveis demográficas. Um teste t para amostras independentes em todas as medidas de base mostrou ausência de diferenças significativas entre os grupos em satisfação com a vida (p = 0,45), bem-estar (p = 0,34), bem-estar percebido (p = 0,30), felicidade (p = 0,32) e saúde mental (p = 0,81). Uma análise de atrito buscou diferenças entre os participantes que concluíram as seis semanas (n = 27) e os que desistiram (n = 9). Nenhuma diferença foi encontrada em bem-estar, bem-estar percebido, felicidade ou saúde mental. Uma diferença significativa foi detectada na satisfação com a vida, t = 2,87, p < 0,05, indicando que os desistentes tendiam a pontuar mais baixo na avaliação inicial de satisfação com a vida.

Intervenção

Os participantes se reuniram semanalmente por 60 minutos, durante seis semanas consecutivas, numa plataforma de reunião online. O link de acesso era fornecido antes de cada sessão. A intervenção SFW consistia em sessões guiadas pelos componentes do bem-estar, com um domínio diferente (social, espiritual, físico, emocional, intelectual) servindo de tema a cada sessão. Em suma, o SFC era a abordagem teórica pela qual a intervenção SFW era aplicada, enquanto as melhorias no bem-estar multidimensional eram os desfechos medidos. A intervenção SFW pode ser aplicada individualmente ou em grupo. Para este estudo piloto, foi usado o formato de grupo. Os facilitadores eram clínicos com mestrado, que haviam participado de uma formação formal conduzida por um clínico licenciado com expertise em bem-estar holístico e em coaching focado nas soluções. Eles dispunham de roteiros de sessão (apêndice A), listas de verificação de fidelidade (apêndice B) e fichas de trabalho (apêndice C), e recebiam supervisão e retorno após cada sessão. Cada sessão seguia um formato padronizado: acolhida, retomada, momentos de discussão e preenchimento de fichas de definição de objetivos baseadas nas forças. Esse formato servia de guia, com flexibilidade e temas de discussão baseados nas contribuições e nas melhores esperanças dos participantes.

Técnicas específicas da TBFS (pergunta do milagre, identificação de forças, escalas, busca de exceções, perguntas orientadas ao futuro, definição de objetivos) foram aplicadas de forma consistente pelos facilitadores ao longo das sessões. Listas de verificação de fidelidade em escala Likert eram preenchidas pelos facilitadores ao fim de cada sessão, e o clínico supervisor revisou duas sessões gravadas. As listas incluíam sete itens próprios do coaching focado nas soluções e três itens ligados ao bem-estar. O escore médio de fidelidade autorrelatado foi de 6,8 para os facilitadores, e ligeiramente mais baixo, 6,7, para as duas sessões gravadas avaliadas pelo clínico licenciado.

Materiais

Várias medidas quantitativas válidas e confiáveis foram usadas para avaliar as mudanças ligadas ao bem-estar entre a linha de base e o pós-intervenção. A Escala de Satisfação com a Vida (SWLS), o Índice de Bem-Estar de Cinco Itens da OMS (WHO-5), a Escala de Felicidade Subjetiva (SHS), o Questionário de Bem-Estar Percebido (PWS) e o Questionário de Saúde do Paciente de Quatro Itens (PHQ-4) foram escolhidos pela sua avaliação abrangente do bem-estar dos participantes e pelas relações entre construtos (Babayigit & Okray, 2018; Nemati & Maralani, 2016). A consistência interna (alfa de Cronbach) calculada para a amostra coorte em todas as medidas variou de 0,70 a 0,93, indicando forte consistência interna. Do mesmo modo, o grupo geral apresentou forte consistência interna em cada medida (α = 0,73 a 0,92).

Escala de Satisfação com a Vida (SWLS). Medida de 5 itens concebida para avaliar a percepção individual da satisfação com a vida, com escala de resposta tipo Likert de 7 pontos, resultando em escores possíveis de 5 a 35. Tem boa confiabilidade teste-reteste e alta consistência interna (Diener et al., 1985; Useche & Serge, 2016), e os escores se correlacionam com medidas de saúde mental (Pavot & Diener, 2008).

Índice de Bem-Estar de Cinco Itens da OMS (WHO-5). Medida autorrelatada de bem-estar mental em 5 itens, com escala Likert de 6 pontos sobre a frequência dos sentimentos nas duas últimas semanas, de “em nenhum momento” a “o tempo todo”. O WHO-5 usa apenas enunciados formulados positivamente, para evitar uma linguagem patologizante, e demonstrou validade de construto adequada como escala unidimensional de bem-estar (Topp et al., 2015).

Escala de Felicidade Subjetiva (SHS). Escala autorrelatada de 4 itens sobre a felicidade subjetiva global. Os dois primeiros itens pedem aos respondentes que se caracterizem por uma nota absoluta e uma nota relativa aos pares. Os dois seguintes descrevem pessoas felizes e infelizes e perguntam em que medida cada descrição lhes corresponde. A SHS demonstrou forte consistência interna e validade convergente (Lyubomirsky & Lepper, 1999; Quezada et al., 2016).

Questionário de Bem-Estar Percebido (PWS). O PWS (Adams et al., 1997) é uma medida multidimensional, de orientação salutogênica, do bem-estar percebido nas dimensões física, espiritual, psicológica, social, emocional e intelectual. Cada dimensão é representada por uma escala Likert de 6 pontos, de 1 (discordo totalmente) a 6 (concordo totalmente), com escores mais altos indicando maior bem-estar. O PWS possui excelentes estimativas de validade fatorial e de construto, bem como de consistência interna (α = 0,91; Adams et al., 1998).

Questionário de Saúde do Paciente de Quatro Itens (PHQ-4). Inventário de 4 itens pontuados numa escala tipo Likert de 4 pontos. Os itens vêm dos dois primeiros itens da escala do Transtorno de Ansiedade Generalizada (GAD-7) e do PHQ-8, duas medidas válidas e confiáveis de saúde mental. O seu objetivo é permitir uma medição breve específica da depressão e da ansiedade, os transtornos mentais mais comuns na população geral. A sua utilidade é apoiada por confiabilidade interna, validade de construto e validade fatorial adequadas (Kroenke et al., 2009).

Resultados

Quantitativos

Os nove participantes da coorte (n = 9) foram incluídos na análise quantitativa principal, e os vinte e sete (n = 27) na análise comparativa. Testes t para amostras pareadas, com alfa fixado em 0,05, testaram a hipótese nula e compararam as diferenças de médias estimadas entre todas as variáveis de desfecho ao longo do tempo. Os resultados mostram uma diferença significativa entre a linha de base (M = 18,77, DP = 3,77) e a sexta semana (M = 22,67, DP = 4,00), t = 5,75, p < 0,01, para o bem-estar; para a saúde mental (antes M = 8,00, DP = 2,55; depois M = 6,56, DP = 1,94), t = 2,39, p < 0,05; e para o bem-estar percebido (antes M = 166,22, DP = 24,54; depois M = 174,22, DP = 23,43), t = 3,05, p < 0,05 (tabela 2). Do mesmo modo, diferenças significativas foram encontradas no grupo geral (n = 18) ao longo do tempo em bem-estar (antes M = 17,06, DP = 4,52; depois M = 18,83, DP = 3,99), t = 2,45, p < 0,05, saúde mental (antes M = 8,27, DP = 3,01; depois M = 6,83, DP = 2,35), t = 3,42, p < 0,05, e bem-estar percebido (antes M = 155,28, DP = 25,43; depois M = 159,28, DP = 25,37), t = 3,53, p < 0,01 (tabela 3).

Para avaliar as diferenças de eficácia entre o grupo coorte e o grupo geral nas variáveis de desfecho, foi usada uma análise de covariância (ANCOVA) entre grupos. Os escores da aplicação inicial das medidas serviram de covariáveis para controlar diferenças preexistentes entre os grupos. A ANCOVA revelou diferenças significativas entre grupos em bem-estar (WHO-5), F(1, 24) = 2,04, p < 0,01. Segundo as diretrizes de tamanho de efeito para o eta quadrado parcial (0,01 = pequeno, 0,06 = moderado, 0,14 = grande; Bakeman, 2005; Cohen, 1988), um efeito grande (η²p = 0,521) foi detectado. Do mesmo modo, uma diferença significativa foi identificada em bem-estar percebido (PWS), F(1, 24) = 2,84, p < 0,01, com efeito grande (η²p = 0,105). O conjunto dos resultados apoia a eficácia de uma abordagem por coorte, em comparação com um grupo geral de pós-graduandos, para melhorar os desfechos ligados ao bem-estar (tabela 4).

Qualitativos

Para complementar os dados quantitativos e esclarecer as mudanças vividas no grupo coorte, entrevistas semiestruturadas de acompanhamento foram realizadas. Embora a amostra seja relativamente pequena (n = 7), os entrevistados representavam 78% do grupo coorte. As entrevistas foram conduzidas pelo investigador principal na semana seguinte ao fim da intervenção, por chamada de vídeo. Uma análise temática aplicada (ATA) (Braun & Clarke, 2006; Guest et al., 2012) permitiu identificar os temas relevantes com rigor analítico. Após a transcrição, os pesquisadores releram cada entrevista repetidamente para se familiarizar com o texto, e depois a segmentaram segundo uma interpretação inicial do sentido. Um livro de códigos foi elaborado, com rótulos, descrições curtas e definições dos códigos, para facilitar a codificação (Guest et al.). O procedimento de codificação produziu três temas consensuais: consciência das necessidades de bem-estar, apoio dos pares e bem-estar multidimensional.

Os participantes indicaram que um dos benefícios da participação no grupo foi uma maior consciência das necessidades ligadas ao bem-estar. Essa conceituação individualizada apoia a subjetividade e a fluidez do bem-estar e é coerente com o modelo SFW, que enfatiza uma interpretação personalizada do que significa “estar bem”. Ao aumentar a sua consciência e compreensão do bem-estar como construto, cada um pode responder a necessidades próprias de um domínio operacionalizando os comportamentos de bem-estar correspondentes. Entre os sete entrevistados, esse tema apareceu onze vezes, e a confiabilidade entre juízes foi de 90%. Exemplos de falas: “Eu com certeza aprendi muito, para mim, sobre como vejo o meu próprio bem-estar e como o defino, e que é uma coisa que evolui, reconhecer onde eu estava, onde estou, aonde quero ir”; e “Eu diria que bem-estar é estar em sintonia consigo mesmo e estar consciente, a qualquer momento, do que você precisa pessoalmente”.

O apoio dos pares emergiu como outro tema principal, também onze vezes nas transcrições, codificado com 90% de confiabilidade. Os participantes relataram que um dos fatores que tornavam o grupo benéfico e próximo era compartilhar experiências e ouvir as dos outros. Isso é coerente com a literatura que liga apoio social, saúde mental e bem-estar (por exemplo, Hefner & Eisenberg, 2009) e com os resultados sobre intervenções de saúde em grupo online, conexão e apoio social (Banbury et al., 2018). Dois exemplos: “Senti que estava participando ativamente, aprendendo e ouvindo os meus colegas, e é bom saber que não estamos todos sofrendo sozinhos”; e “Sinto que aprendi um pouquinho com cada pessoa do grupo”.

O último tema diz respeito à compreensão do bem-estar como construto multidimensional. Esse resultado reflete os muitos modelos de bem-estar baseados em evidências que integram diversos domínios, social, físico, emocional, intelectual e espiritual (Roscoe, 2009), incluindo o modelo SFW que guiou a intervenção. A ênfase intencional na natureza personalizada do bem-estar permitiu aos participantes se concentrar nos domínios que lhes pareciam mais relevantes. Entre os sete entrevistados, esse tema foi codificado com 80% de concordância. Exemplos: “Aprendemos sobre os diferentes quadrantes e como estão todos interligados”; e “Acho que é sentir que as suas necessidades estão sendo atendidas em todas as áreas da sua vida, socialmente, intelectualmente”.

Tabela 1. Características da amostra (N = 27), frequência (porcentagem)

Gênero: homens 5 (19); mulheres 21 (78); outro 1 (3). Origem: asiática 3 (11); branca 19 (71); latina 3 (11); outra 2 (7). Estado civil: solteiro 23 (85); casado 4 (15). Status: estudante nacional 27 (100). Residência: no estado 20 (74); fora do estado 7 (26).

Tabela 2. Testes t, grupo coorte (média antes; média depois; t; p)

Bem-estar (WHO-5): 18,77; 22,67; 5,75; 0,000. Saúde mental (PHQ): 8,00; 6,56; 2,39; 0,044. Bem-estar percebido (PWS): 166,22; 174,22; 3,05; 0,016. Satisfação com a vida (SWLS): 26,00; 26,89; 1,10; 0,303. Felicidade (SHS): 22,56; 22,89; 0,385; 0,710.

Tabela 3. Testes t, grupo geral (média antes; média depois; t; p)

Bem-estar (WHO-5): 17,66; 18,83; 2,45; 0,025. Saúde mental (PHQ): 8,27; 6,83; 3,42; 0,003. Bem-estar percebido (PWS): 158,93; 162,30; 2,13; 0,016. Satisfação com a vida (SWLS): 24,76; 24,23; 0,759; 0,459. Felicidade (SHS): 20,83; 21,11; 0,513; 0,614.

Complexe Systémique: para o grupo geral, os valores da tabela 3 (bem-estar antes 17,66; bem-estar percebido 158,93 e 162,30, t = 2,13) diferem dos dados no texto (17,06; 155,28 e 159,28, t = 3,53). As tabelas chamam de “PHQ9” a medida de saúde mental que a seção Materiais descreve como PHQ-4. Reproduzimos as duas versões tal como impressas.

Tabela 4. Análise de covariância (ANCOVA) (gl; F; p; eta quadrado parcial)

Bem-estar (WHO-5): (1, 24); 2,04; 0,000; 0,521. Saúde mental (PHQ): (1, 24); 0,035; 0,853; 0,001. Bem-estar percebido (PWS): (1, 24); 2,84; 0,001; 0,105. Satisfação com a vida (SWLS): (1, 23); 0,115; 0,738; 0,005. Felicidade (SHS): (1, 24); 0,835; 0,370; 0,034.

Complexe Systémique: os valores de F relatados (2,04 e 2,84 para 1 e 24 graus de liberdade) não correspondem aos níveis de significância anunciados (p = 0,000 e 0,001) nem aos tamanhos de efeito indicados; o leitor deve reter a direção dos resultados, mais do que os seus números exatos.

Discussão

Embora os grupos de apoio para pós-graduandos sejam comuns nos campi (por exemplo, Gold et al., 2020), há escassez de pesquisas sobre a eficácia de apoios específicos a coortes acadêmicas. A intervenção SFW demonstrou eficácia para melhorar o bem-estar e diminuir o estresse em grupos de graduação e pós-graduação que reúnem estudantes de programas diferentes (Beauchemin, 2018; Beauchemin et al., 2020). Mas, dada a prevalência, no ensino superior, de programas que funcionam por coorte, este estudo buscou avaliar os benefícios de uma intervenção online centrada no bem-estar dentro de uma coorte específica.

Melhorias significativas foram detectadas, tanto no grupo geral quanto na coorte, em bem-estar, saúde mental e bem-estar percebido. Mas diferenças significativas também foram encontradas entre os dois grupos em bem-estar (WHO-5) e bem-estar percebido (PWS), as duas variáveis de interesse principais. Esse resultado, associado aos dados qualitativos, apoia a utilidade do grupo para aumentar a consciência das necessidades de bem-estar multidimensional, destaca o benefício do apoio dos pares e fornece uma primeira evidência da eficácia de uma abordagem por coorte. A ausência de direção na mudança esperada na hipótese 2 foi intencional, pois era possível argumentar tanto ganhos quanto perdas em relação ao grupo geral. Uma questão saliente por trás dessa hipótese era: “a familiaridade dentro do grupo favorece ou inibe a abertura e o compartilhamento?”, o que, em teoria, pode desempenhar um papel importante nos resultados individuais. Isso pode ser ainda mais importante dada a brevidade da intervenção: não há tempo para os processos e dinâmicas de desenvolvimento de grupo que caracterizam os grupos terapêuticos tradicionais. Diante dos resultados positivos da coorte e do tema qualitativo “apoio dos pares”, é evidente que, para a maioria dos participantes, a familiaridade preexistente foi positiva. Para compreender melhor o impacto das relações prévias entre os participantes, os estudos futuros deveriam incluir coortes de disciplinas e dinâmicas variadas.

A ausência de mudança significativa na felicidade ou na satisfação com a vida, nos dois grupos, pode dever-se às propriedades de tipo traço desses construtos (por exemplo, Lucas & Donnellan, 2007; Stones et al., 1995). O modelo SFW foi concebido como uma intervenção de grupo breve, centrada no bem-estar, que enfatiza uma mudança de estilo de vida positiva de curto prazo nos domínios emocional, social etc., com o objetivo principal de desenvolver “amortecedores” contra os estressores típicos dos pós-graduandos. Pode ser que os construtos centrados no bem-estar sejam mais sensíveis à mudança ligada a fatores de estilo de vida, enquanto a felicidade e a satisfação com a vida são construtos mais próximos do traço, menos flexíveis. Isso seria coerente com os resultados qualitativos, consciência das necessidades de bem-estar e apoio dos pares, que destacam os estados de bem-estar atuais e os apoios imediatos e acessíveis. Os estudos futuros poderiam incluir um exame longitudinal desses construtos, para saber se as mudanças ligadas ao bem-estar adotadas durante a intervenção influenciam as características de traço com o tempo (acompanhamento de 6 meses, por exemplo).

Além dos resultados principais, a implementação de um grupo SFW apresenta vários benefícios potenciais. A intervenção adota uma abordagem preventiva da melhoria do bem-estar, centrada no desenvolvimento de tendências saudáveis em múltiplos domínios. A natureza subjetiva e pessoal do bem-estar, associada a uma abordagem que integra uma lente socioconstrutivista, encoraja cada um a construir o seu bem-estar em coerência com os seus valores e a sua cultura. A diversidade de tradições e crenças culturais pode, por exemplo, moldar a forma como se concebe o bem-estar espiritual.

Dadas as barreiras à busca de ajuda entre os universitários, essa ênfase pode desestigmatizar e tornar os sistemas de apoio mais acessíveis. Como o modelo SFW usa uma abordagem de “coaching” em que os facilitadores seguem um roteiro e aderem a diretrizes e técnicas de intervenção precisas, a intervenção poderia ser adotada mais facilmente. Ou seja, como não se trata de terapia de grupo clínica, é viável que o grupo SFW seja facilitado por não clínicos. Ainda assim, devido à natureza das dificuldades enfrentadas pelos universitários (Downes, 2015), uma triagem aprofundada deveria ser conduzida por um clínico de saúde mental licenciado, para garantir que os objetivos e as necessidades dos participantes sejam coerentes com o propósito do grupo. Recomenda-se também que todo facilitador não clínico receba formação específica sobre a intervenção e a abordagem, e trabalhe sob supervisão de um clínico licenciado.

Limitações

Várias limitações devem ser reconhecidas. O pequeno tamanho da amostra do grupo coorte (n = 9) limita a generalização dos dados, e os resultados devem ser interpretados com cautela. Embora se trate de um estudo piloto e o tamanho do grupo esteja dentro das recomendações para uma intervenção de grupo ótima (Ezhumalai et al., 2018), os estudos futuros deveriam incluir múltiplas coortes e uma amostra mais generalizável. A generalização seria reforçada com participantes de várias instituições, locais e coortes de tamanhos variados. Há também limitações potencialmente próprias de uma coorte, como um viés de desejabilidade social aumentado pela presença de pares como coparticipantes. Por fim, o desenho do estudo foi pré-pós de métodos mistos. Os estudos futuros deveriam incluir avaliações de acompanhamento longitudinais para captar os efeitos duradouros das mudanças vividas pelos participantes.

Apêndice A. Roteiro da sessão de intervenção

Objetivos da sessão: 1. Estabelecer um ambiente seguro e saudável para explorar em grupo pensamentos e sentimentos ligados ao bem-estar. 2. Examinar o bem-estar como construto multidimensional, com foco no domínio do bem-estar físico. 3. Identificar e desenvolver as forças atuais dos participantes. 4. Encorajar os participantes a construir e explorar a coerência entre valores, objetivos e estilos de vida. 5. Oferecer oportunidades de discussão e retorno sobre as concepções pessoais de bem-estar.

15 minutos: acolhida e apresentações (objetivo 1). Discussão: visão geral do grupo, normas e regras do grupo. 20 minutos: apresentar o bem-estar. O que o bem-estar significa para você? Natureza multidimensional do bem-estar (objetivos 2, 3, 5). Discussão: estratégias atuais ligadas ao bem-estar; papel das atividades de autocuidado na vida; como você sabe que está bem? que não está bem? como gere melhor o estresse? Os participantes identificam momentos em que estavam particularmente bem fisicamente. 15 minutos: exercício, pergunta do milagre sobre o bem-estar geral. Compartilhamento. Discutir os “ingredientes” (objetivos 2, 4, 5). 10 minutos: encerramento, rodada final, reações à sessão (objetivo 1).

Apêndice B. Lista de verificação de fidelidade (cada item pontuado de 1 a 6)

1. Fiz uma versão da “pergunta do milagre” na sessão de hoje. 2. Resumi as falas dos participantes. 3. Elogiei as forças e os recursos dos participantes. 4. Fiz perguntas sobre exceções e diferenças. 5. Fiz perguntas de amplificação. 6. Usei perguntas de escala. 7. Fiz perguntas para ajudar os participantes a pensar em como as mudanças afetarão as pessoas importantes da sua vida. 8. Ofereci oportunidades de discussão e compartilhamento específicas aos domínios do bem-estar. 9. Encorajei os participantes a explorar as formas como os seus objetivos podem afetar o seu bem-estar. 10. Perguntei sobre as forças ou práticas positivas atuais ligadas ao bem-estar.

Apêndice C. Exemplo de ficha de trabalho por domínio: bem-estar físico

Nota atual (1-10) ____; nota desejada em 4 semanas ____; nota desejada em 8 semanas ____. Perguntas a considerar: como você saberá que está em 6? em 8? O que será diferente na sua vida? Como seria o seu bem-estar físico ótimo? Atividades que você faz atualmente ou poderia fazer para melhorar o bem-estar físico: 1) 2) 3) 4) 5). Objetivos de curto prazo: 1) 2) 3). O propósito dos objetivos de bem-estar é o autocuidado, não fixar objetivos inatingíveis ou exigentes demais. A ênfase deve estar no esforço positivo e no progresso, para desenvolver autoeficácia, confiança e bem-estar global.

Apêndice D. Roteiro de entrevista semiestruturada

Descreva a sua experiência no grupo de bem-estar. Que mudanças, se houve, você viveu em decorrência da participação? Descreva as suas práticas atuais de bem-estar pessoal. Você acha que a extensão e a duração do grupo foram adequadas? Por quê? O que poderia ter melhorado a sua experiência? Que aspectos você achou mais benéficos? menos benéficos? Há algo mais que lhe pareça importante compartilhar sobre a sua experiência?

Complexe Systémique: o que reter

O interesse deste piloto está menos nos seus números, vários dos quais não concordam entre o texto e as tabelas, do que na sua pergunta: num grupo breve, seis horas ao todo, é melhor ter desconhecidos ou pessoas que já se conhecem? Aqui a coorte ganha, e as entrevistas dizem por quê, “saber que não estamos todos sofrendo sozinhos”. Note-se também a escolha dos autores de deixar cada um definir o seu bem-estar, com uma ficha por domínio e uma escala de 1 a 10, ferramenta diretamente reutilizável em supervisão ou formação. O mesmo modelo, transposto às mulheres que vivem com HIV por Helen Yates, coautora da equipe, lê-se em o estudo piloto “Bem-estar focado nas soluções para o HIV”. Sobre o grupo online, ver o programa de paternidade que compara presencial e remoto; sobre outro grupo breve de estudantes, o aconselhamento de grupo após uma ruptura amorosa em Taiwan.

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Contatos

James D. Beauchemin: jamesbeauchemin@boisestate.edu · Danya Krueger: danyakrueger@boisestate.edu · Jennifer Newman: jennifernewman1@boisestate.edu · Paul Beitelspacher: paulbeitelspache@boisestate.edu

Tradução não oficial para o português de A Pilot Study of a Cohort-Based Solution-Focused Wellness Group for Graduate Students Using Solution-Focused Coaching, de James D. Beauchemin, Danya K. Krueger, Jennie Newman e Paul Beitelspacher, publicado no Journal of Solution Focused Practices, vol. 6, n.º 1 (2022), artigo 2, doi: 10.59874/001c.74998, sob licença CC BY 4.0. Tradução e diagramação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença, com as tabelas e os apêndices em fichas. Nem os autores nem o editor respondem por esta tradução; a versão original prevalece.

Tradução não oficial para o português de “A Pilot Study of a Cohort-Based Solution-Focused Wellness Group for Graduate Students Using Solution-Focused Coaching”, publicado em Journal of Solution Focused Practices (2022) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.

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Como citar este artigo

Beauchemin, J. D., Krueger, D. K., Newman, J., & Beitelspacher, P. (2022). Um grupo de bem-estar focado nas soluções para uma coorte de pós-graduandos: um estudo piloto (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/artigos/um-grupo-de-bem-estar-focado-nas-solucoes-para-uma-coorte-de-pos-graduandos-um-estudo-piloto (Obra original publicada em 2022 em Journal of Solution Focused Practices, vol. 6, n° 1 (2022), article 2; republicada em 2022 por Journal of Solution Focused Practices, https://journalsfp.org/article/74998)

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