Esta versão foi traduzida do inglês pelo Complexe Systémique com a ajuda da inteligência artificial. Em caso de dúvida, prevalece a versão original.
Systemic Practice and Action Research · Prática sistêmica
Nascidas das constelações familiares, as constelações sistêmicas ganharam espaço na consultoria e no coaching organizacional. Quem as pratica, como e com quais ressalvas? A equipe de Salome Scholtens ouviu 273 profissionais no mundo todo: uma comunidade em plena expansão, segura da eficácia do método, mas consciente de sua fragilidade científica.
Tradução não oficial em português. Este artigo é a tradução de Uma perspectiva sistêmica sobre as organizações: a experiência internacional com o método das constelações sistêmicas, de Salome Scholtens, Hedwig Boer, Lisa Kiltz e Joke Fleer, publicado na Systemic Practice and Action Research (Springer) (2024), doi: 10.1007/s11213-023-09642-2, sob licença CC BY 4.0. Tradução realizada pelo Complexe Systémique em setembro de 2026: o texto original foi traduzido para português e reformatado, o que constitui uma modificação da obra nos termos da licença. As tabelas são apresentadas em forma de listas; as três figuras são reproduzidas na versão original em inglês, com legendas traduzidas; o material suplementar on-line não foi reproduzido. Esta tradução não foi feita nem pelos autores nem pelo editor, que não respondem pelo seu conteúdo nem por eventuais erros. A versão original prevalece.
Como o conhecimento tácito pode existir apenas em um nível subconsciente, recorrer exclusivamente a uma comunicação explícita, e muitas vezes verbal, pode não ser suficiente.
Salome Scholtens, Hedwig Boer, Lisa Kiltz e Joke Fleer
Resumo
Uma perspectiva sistêmica é considerada útil diante de desafios organizacionais complexos, mas sua aplicação prática pode ser difícil. O método das constelações sistêmicas pode ser um método eficaz para facilitar a aplicação prática de uma perspectiva sistêmica. Ele busca ampliar a consciência das pessoas sobre seu contexto social e tornar explícito o conhecimento tácito que elas têm desse contexto. Nas últimas décadas, profissionais de consultoria, de coaching e de outras áreas, no mundo todo, adotaram esse método, aprendido de forma autodidata. Até agora, porém, a comunidade científica deu pouca atenção ao método, e as evidências científicas de sua eficácia são limitadas. Praticamente não há dados sobre profissionais que usam o método das constelações sistêmicas nas organizações, nem sobre como e quando o aplicam. Essa falta de conhecimento dificulta sua avaliação científica e o controle de sua qualidade. Coletamos dados de 273 profissionais que usam esse método. Nossos resultados confirmam a existência de uma comunidade internacional diversa e em crescimento. Segundo as pessoas respondentes, a principal vantagem do método é sua eficácia percebida. Na opinião delas, o método se beneficiaria de uma base científica mais sólida. Nossos resultados lançam luz sobre um método potencialmente eficaz e viável para aplicar uma perspectiva sistêmica nas organizações e sugerem caminhos para pesquisas futuras.
Palavras-chave: intervenção sistêmica, constelação organizacional sistêmica, coaching de equipes, transformação organizacional, coaching organizacional
Uma perspectiva sistêmica aplicada a organizações e equipes é considerada benéfica diante de desafios complexos, como processos de mudança e transformação organizacional ou disfunções persistentes de uma equipe (Hawkins 2019; Hwang 2000; Maes e Van Hootegem 2019). Segundo Senge (1990), uma perspectiva sistêmica permite a autorrenovação das organizações e fortalece sua capacidade de se adaptar às mudanças para sobreviver e prosperar. Desde a publicação do livro de Senge, The 5th Discipline, em 1990, a perspectiva sistêmica vem ganhando popularidade de forma constante no campo da consultoria organizacional e do coaching. Nessa perspectiva, organizações e equipes podem ser vistas como sistemas sociais que funcionam dentro de um contexto mais amplo. Ela reconhece as interações dinâmicas entre os componentes individuais do sistema, em fluxo constante, e permite esclarecer os objetivos, papéis, valores e relações que caracterizam esses sistemas (Bierema 2003; Harrington et al. 1999; Hwang 2000; Lawrence 2021). Nesses sistemas sociais, supõe-se que o conhecimento que seus membros têm das características do sistema (isto é, seus objetivos, papéis e valores) se apoie em um conhecimento tácito (Andrews e Smits 2018; Barton et al. 2004), ou seja, um conhecimento implícito feito de hábitos, crenças, valores e estruturas sociais relativos a “como fazemos as coisas aqui” (Lam 2000).
Profissionais de consultoria, de coaching e de liderança podem ter a convicção da importância de uma perspectiva sistêmica sobre as organizações e da utilidade do conhecimento tácito e, ainda assim, ter dificuldade para aplicar essa perspectiva na prática cotidiana. Para implementar de forma eficaz uma perspectiva sistêmica em um contexto organizacional, é preciso transformá-la em uma abordagem ou ferramenta prática. Como o conhecimento tácito pode existir apenas em um nível subconsciente, recorrer exclusivamente a uma comunicação explícita, e muitas vezes verbal, pode não ser suficiente. Um método prático bem conhecido que busca acessar esse conhecimento tácito é a metodologia de sistemas flexíveis (Soft Systems Methodology) (Checkland 2000).
Outro método, considerado capaz de transformar uma perspectiva sistêmica em uma abordagem prática e de dar acesso ao conhecimento tácito, é o método das constelações sistêmicas (Weinhold et al. 2014). Esse método busca ampliar a consciência das pessoas sobre seu contexto social e tornar explícito o conhecimento tácito que elas têm desse contexto. Ele implica afastar o olhar do nível do indivíduo para o nível mais amplo do contexto social e inclui uma visualização ao vivo, no espaço, dos elementos de um sistema social. O método é usado hoje em áreas como mudança organizacional, desenvolvimento de liderança, coaching de equipes e resolução de conflitos, bem como para fins exploratórios, como análises de partes interessadas e desenvolvimento de estratégias (Burchardt 2015; Weinhold et al. 2014). Além disso, o método é aplicado no ensino e na formação docente (Kopp e Martinuzzi 2013; Sipman et al. 2022). Na próxima seção, descrevemos com mais detalhes o método e sua aplicação prática.
No mundo todo, profissionais de coaching, de consultoria e de outras áreas parecem ter adotado o método das constelações sistêmicas, o que levou à sua expansão nas últimas décadas. Há vários institutos de formação pelo mundo, além de numerosos livros que descrevem a prática. Uma revisão de literatura sobre o método das constelações sistêmicas (Scholtens et al. 2021) identificou mais de 100 publicações, em sua maioria pertencentes à literatura de divulgação. Uma busca no Google feita em março de 2023 por “Systemic Constellations training” resultou em mais de 1.000 resultados. Além disso, foi criada uma organização internacional, que conta hoje com cerca de 150 membros e oferece certificação tanto para profissionais de coaching e consultoria quanto para institutos de formação (ver www.infosyon.com).
No entanto, embora o método pareça prosperar, até agora a comunidade científica lhe deu pouca atenção, e as evidências científicas de sua eficácia são limitadas (Scholtens et al. 2021; Weinhold et al. 2014). Profissionais de consultoria se formam de maneira autodidata, recorrendo a um panorama diverso de cursos, oficinas e livros, e em geral aplicam o método de várias formas, combinado com outros métodos que já dominam (Fasching 2009; Tenner 2014; Wakefield 2014).
Por causa dessa aprendizagem pela prática, em que o exercício se combina com trajetórias individuais de formação, praticamente não há dados disponíveis sobre profissionais que usam o método das constelações sistêmicas nas organizações, nem sobre como o aplicam na prática cotidiana. Essa falta de conhecimento sobre a comunidade de prática e sobre como e quando o método é aplicado dificulta, por exemplo, a avaliação científica de sua eficácia, bem como o estabelecimento de padrões de qualidade para acompanhar seu uso. Em consequência, há risco de uso ineficaz e possivelmente nocivo (Groth 2004; Scholtens et al. 2021).
Conhecer a comunidade de prática e suas necessidades é um primeiro passo importante para avançar na compreensão do método e de sua aplicação. Assim, o objetivo deste estudo foi oferecer um panorama das pessoas que, no mundo todo, usam profissionalmente o método das constelações sistêmicas em contextos organizacionais, e compreender melhor por que, quando e como o método vem sendo aplicado. Esse conhecimento contribuirá para construir uma forma de avaliar cientificamente o método e para fazer avançar o desenvolvimento de uma prática baseada em evidências.
O método das constelações sistêmicas tem origem nas constelações familiares sistêmicas aplicadas nos campos da terapia e do aconselhamento clínico (Konkolÿ Thege et al. 2021). A partir de 2000, as constelações sistêmicas foram desenvolvidas e aplicadas a outros sistemas sociais, como organizações e equipes (Scholtens et al. 2021; Weinhold et al. 2014). O método se baseia em uma perspectiva sistêmico-fenomenológica (Sipman et al. 2022). Uma premissa do método é que as pessoas têm um conhecimento intuitivo das estruturas, relações e interdependências dos componentes dos sistemas sociais de que fazem parte. Esse conhecimento, porém, costuma ser implícito e subconsciente, embora possa se tornar explícito.
Para isso, as constelações sistêmicas são usadas para visualizar um sistema social por meio de uma disposição espacial de elementos relevantes para o contexto social. Esses elementos são principalmente pessoas ou objetos que representam funções ou papéis dentro do sistema social (por exemplo, um cargo de gestão), grupos ou partes interessadas (por exemplo, a clientela ou pacientes). Também podem incluir conceitos ou aspectos da sociedade (por exemplo, um valor ou a educação). Desse modo, o sistema social e seus componentes inter-relacionados podem se tornar visíveis e tangíveis. O método costuma ser aplicado em formato de oficina, com 10 a 30 pessoas participantes e uma pessoa com formação em facilitação. Muitas vezes, uma das pessoas participantes apresenta um caso, que o grupo trabalha coletivamente durante uma sessão. Os elementos relevantes para o caso e seu contexto social são definidos e colocados sobre uma mesa ou em algum lugar da sala. Em seguida, a pessoa que facilita conduz a exploração, pela pessoa envolvida e pelo grupo, das estruturas do sistema social, das interdependências entre seus elementos e dos diferentes pontos de vista. Esse processo guiado, durante o qual a facilitação estimula reflexões individuais e compartilhadas, permite explorar pontos de vista diferentes do próprio sobre organizações, equipes ou qualquer outro contexto social. Além da aplicação em grupo, o método também pode ser aplicado em contextos de coaching individual. Uma descrição detalhada de sua aplicação consta de uma publicação anterior (Scholtens et al. 2021) e do material suplementar on-line.
Um questionário digital com perguntas abertas e fechadas foi elaborado no software Qualtrics (Estados Unidos). Ele foi aplicado a membros da comunidade internacional de consultoria, coaching e formação por meio das redes da Infosyon, de grandes institutos de formação, como o Bert Hellinger Instituut, na Holanda (www.hellingerinstituut.nl), e o Wieslocher Institut für systemische Lösungen, na Alemanha (www.wieslocher-institut.com), e de instituições de nossas próprias redes. Além disso, incentivamos as pessoas respondentes a divulgar o questionário em suas próprias redes. Esse método de amostragem em bola de neve atendia ao nosso objetivo de alcançar uma comunidade internacional mais ampla. Para garantir representação internacional, a pesquisa estava disponível em cinco idiomas: holandês, inglês, alemão, português e espanhol. Escolhemos esses idiomas porque são os das publicações existentes sobre o método das constelações sistêmicas (Scholtens et al. 2021) e eram comuns no contato da Infosyon e dos institutos de formação consultados. Esperávamos, portanto, que fossem os idiomas mais usados por profissionais que aplicam o método das constelações sistêmicas.
O questionário incluía itens sociodemográficos, como gênero, idade, nacionalidade e situação profissional. Além disso, perguntava-se há quanto tempo o método era usado, em quais contextos e para quais questões, como havia sido feita a formação no método e se ele era combinado com outros métodos. Incluímos também perguntas abertas para reunir mais detalhes sobre as motivações e as experiências dessas pessoas com o método das constelações sistêmicas. Perguntamos o que havia despertado o interesse pelo método, quais vantagens e desvantagens eram percebidas em seu uso e se havia experiência de aplicá-lo de forma contraproducente. Por fim, as pessoas respondentes indicaram o que, em sua opinião, poderia ajudá-las, no uso do método, a melhorar a qualidade de seu trabalho e do que a comunidade em sentido amplo precisava para melhorar a qualidade do método de modo mais geral.
A pesquisa foi testada com oito pessoas (profissionais da população-alvo, com mais de 10 anos de experiência no uso do método) de diferentes áreas linguísticas. Ajustamos os itens de acordo com o retorno recebido nesse teste piloto antes de aplicar o questionário a profissionais de coaching, consultoria e formação da comunidade internacional que usam o método das constelações sistêmicas em contextos organizacionais. As pessoas convidadas recebiam um convite para participar, com informações sobre o estudo e um link para o questionário. Para participar do estudo, era preciso ter mais de 18 anos e já ter aplicado o método das constelações sistêmicas em um contexto organizacional, ou planejar fazê-lo. Quem não tinha experiência com o método nem planejava aplicá-lo ficou fora do estudo. Além desses critérios, nenhum outro critério de exclusão foi definido, pois não tínhamos conhecimento prévio sobre o nível de experiência do público-alvo. Incluímos pessoas que planejavam aplicar o método das constelações sistêmicas porque elas podiam representar a nova geração profissional ou pessoas em início de carreira, com experiência limitada. O questionário completo e a carta de informação sobre o estudo constam do material suplementar on-line.
Realizamos uma análise de conteúdo indutiva dos dados qualitativos extraídos das perguntas abertas. Duas pessoas da equipe de pesquisa codificaram os dados de forma independente, com base no livro de códigos elaborado após uma primeira rodada de codificação. Em caso de desacordo sobre a codificação, uma terceira pessoa da equipe entrava na discussão, e as três expunham suas justificativas até chegar a um consenso. As respostas que ninguém da equipe conseguiu interpretar não foram codificadas. Os dados quantitativos foram analisados com o programa SPSS Statistics da IBM, versão 23.0. Realizamos principalmente análises descritivas.
O estudo foi aprovado pelo comitê de ética do instituto de pesquisa (número de aprovação: 202000571) e pré-registrado no Open Science Framework (https://osf.io/4buzw) como parte de um estudo mais amplo sobre o método das constelações sistêmicas. Todas as pessoas respondentes deram seu consentimento informado. Para garantir a privacidade e a confidencialidade, a pesquisa foi respondida de forma anônima e nenhum dado pessoal foi coletado. Quem desejasse receber informações sobre os resultados do estudo podia informar seu endereço de e-mail ao final da pesquisa. Esses endereços foram armazenados separadamente dos dados da pesquisa para preservar o anonimato.
Entre 14 de dezembro de 2020 e 22 de junho de 2021, 319 profissionais participaram da pesquisa. Quem indicou nunca ter usado o método e não planejar fazê-lo ficou fora do estudo (n = 46). No total, 273 pessoas respondentes usavam (n = 260) ou planejavam usar (n = 13) o método. Seis delas indicaram que não usavam mais o método, por exemplo porque tinham mudado de trabalho ou usavam sobretudo outro método. A maioria das pessoas respondentes era de mulheres (n = 173; 63%). Mais da metade tinha entre 41 e 55 anos (n = 158; 58%), outros 7% (n = 19) tinham entre 26 e 40 anos, 32% (n = 86) entre 56 e 70 anos e 2% (n = 6) mais de 70 anos. A Tabela 1 apresenta um panorama das características das pessoas respondentes. A maioria trabalhava de forma autônoma (por conta própria e sem equipe), e a maioria atuava em consultoria ou coaching. Em média, as pessoas respondentes tinham 4,4 anos de formação (muitas vezes em meio período) no método das constelações organizacionais sistêmicas. A maioria era da Alemanha, da Holanda ou do Reino Unido, mas o estudo mostrou uma cobertura quase mundial. A Figura 1 mostra a distribuição internacional das pessoas participantes.
Tabela 1 — Características descritivas de profissionais que usam o método das constelações sistêmicas em contextos organizacionais e de sua aplicação do método*
Notas: * algumas porcentagens podem não somar 100% por causa de valores ausentes; ** eram possíveis várias respostas. As categorias seguem as do questionário.

Os resultados do estudo mostraram que as pessoas respondentes aplicavam o método regularmente, em contextos de coaching individual, de equipes e organizacional, e para uma ampla gama de temas (ver Tabela 1 e Figura 2). Mais de 60% indicaram usar o método para desenvolver novas compreensões, resolver conflitos e trabalhar o funcionamento de equipes. Além disso, mais de 50% relataram usá-lo para desenvolvimento organizacional, exploração de novos pontos de vista e desenvolvimento de liderança. Além das opções predefinidas, as pessoas respondentes mencionaram as seguintes áreas de aplicação: marketing, desenvolvimento de marca, desenvolvimento de carreira e desenvolvimento pessoal. Sessenta por cento delas (n = 163) também aplicavam o método on-line. As pessoas respondentes aplicavam ainda o método em empresas ou institutos pequenos, grandes e multinacionais (com número de funcionários entre 1 e mais de 50.000) e em uma grande variedade de indústrias e setores (para a lista completa, ver o material suplementar on-line). Metade das pessoas respondentes (50%; n = 136) considerava necessário conhecer, ao menos em alguma medida, as leis e os valores próprios de uma empresa ou indústria para aplicar o método de forma eficaz, enquanto 28% (n = 77) consideravam isso desnecessário. Metade combinava regularmente o método com outros métodos (53%; n = 144). Os métodos mais citados em combinação com as constelações eram os que se concentram na dinâmica de grupo, as técnicas de coaching de equipes, as técnicas gerais de desenvolvimento organizacional e a Teoria U (ver Figura 3). Além das opções predefinidas, as pessoas respondentes relataram usar técnicas gerais de coaching, programação neurolinguística (PNL), dinâmica espiral (spiral dynamics) e métodos de atenção plena (mindfulness).


Na pergunta aberta, as pessoas respondentes se referiram com mais frequência a características específicas do método que consideravam vantajosas, como sua eficácia percebida (37%) e a clareza que ele pode trazer para a compreensão de dinâmicas ocultas (15%) (Tabela 2). A profundidade do método (11%), a ênfase na experiência corporificada (14%), a capacidade de visualizar sistemas (9%) e o uso de uma perspectiva sistêmica (6%) também foram mencionados como vantagens do método. Entre os aspectos benéficos para profissionais de coaching ou consultoria, as pessoas respondentes citaram o próprio desenvolvimento (20%) ou o de sua profissão (16%). Algumas (10%) viam o método como uma ferramenta adicional de coaching e um acréscimo valioso, que enriquecia sua caixa de ferramentas. A Tabela 2 apresenta todos os códigos usados para a pergunta aberta “Quais vantagens pessoais você obtém ao usar o método?”, com exemplos extraídos dos dados e o número de pessoas respondentes cujas respostas foram classificadas em cada código.
Tabela 2 — Respostas à pergunta aberta “Quais vantagens pessoais você obtém ao usar o método?”
Vantagens relacionadas às características do método
Vantagens relacionadas a profissionais de coaching ou consultoria
Nota: * das 273 pessoas respondentes, 213 (78%) responderam a esta pergunta. Era possível dar várias respostas, o que pode ter gerado vários códigos por pessoa. No total, cinco respostas eram pouco claras e não puderam ser codificadas.
Quanto às vantagens de usar o método, as pessoas respondentes citaram com mais frequência sua eficácia percebida como o motivo de seu interesse inicial (22%) (Tabela S1, material suplementar on-line). Outras características do método, como sua profundidade (10%), a ênfase na experiência corporificada (10%), a capacidade de visualizar sistemas (9%) e o uso de uma perspectiva sistêmica (8%), foram apontadas como motivos que despertaram o interesse. Além disso, algumas pessoas viram uma oportunidade de desenvolver a própria profissão (8%) e de adquirir uma ferramenta adicional de coaching (5%). Outras, porém, não especificaram quais aspectos despertaram seu interesse; em vez disso, contaram como passaram a se interessar pelo método, por exemplo por causa de experiências pessoais ou profissionais (36%) ou por recomendação de alguém (9%).
As desvantagens percebidas do método, mencionadas pelas pessoas respondentes na pergunta aberta, podiam ser divididas entre as relacionadas às características do método, as relacionadas à clientela ou à área de aplicação e as relacionadas a profissionais de coaching ou consultoria (Tabela 3). As pessoas respondentes mencionaram as seguintes dificuldades associadas ao método: dificuldade de explicá-lo (9%), possíveis desfechos desagradáveis (6%), questões práticas (4%), falta de certificação (4%), base científica frágil (3%) e ampla margem de interpretação (3%). Uma desvantagem importante relacionada à clientela era sua desconfiança ou “relutância” em experimentar o método (15%). Além disso, as pessoas respondentes mencionaram a dependência das condições da clientela (por exemplo, sua disposição para participar), bem como o contexto restrito de aplicação do método (8%), o estágio inicial do mercado (5%) e questões financeiras (5%). Trinta e nove pessoas (14%) não percebiam nenhuma desvantagem. A Tabela 3 mostra todos os códigos que surgiram da pergunta aberta “Quais desvantagens pessoais você encontra ao usar o método?”, com exemplos extraídos dos dados e o número de pessoas respondentes cujas respostas correspondiam a cada código.
Tabela 3 — Respostas à pergunta aberta “Quais desvantagens pessoais você encontra ao usar o método?”
Desvantagens relacionadas às características do método
Desvantagens relacionadas à clientela ou às áreas de aplicação
Desvantagens relacionadas a profissionais de coaching ou consultoria
Nenhuma
Nota: * das 273 pessoas respondentes, 180 (66%) responderam à pergunta. Era possível dar várias respostas, o que pode ter gerado vários códigos por pessoa. No total, 11 respostas eram pouco claras e não puderam ser codificadas.
Uma minoria das pessoas respondentes (n = 37) relatou ter vivido efeitos contraproducentes. Entre os exemplos estavam a experiência de o método ser confrontador demais ou confuso para a clientela (n = 9), tocar em traumas anteriores (n = 4) e a frustração da clientela (n = 3). Oito pessoas relataram ter encontrado resistência demais para conseguir trabalhar com o método de forma eficaz, e cinco mencionaram que, de modo geral, a aplicação do método não deu certo. Algumas (n = 22) levantaram hipóteses sobre as razões desses efeitos contraproducentes. Na opinião delas, o método não havia sido aplicado corretamente, ou a facilitação deveria ter apresentado o método de forma mais eficaz e oferecido um contexto de ancoragem mais sólido e um ambiente mais seguro. Além disso, avaliavam que quem facilitava não tinha formação suficiente, não tinha experiência bastante ou era dominante demais para chegar a uma constelação eficaz.
As respostas às perguntas abertas “O que seria mais útil para você, no uso do método, para melhorar a qualidade do seu trabalho?” e “Do que o campo (isto é, a comunidade de prática) do método das constelações organizacionais sistêmicas precisa?” revelaram diversas necessidades relacionadas ao método, à clientela ou ao campo e a profissionais de coaching ou consultoria. As necessidades relacionadas ao próprio método eram mais pesquisa (científica) sobre ele (7%), a disponibilidade de uma boa descrição ou de um guia (7%) e a certificação de profissionais de coaching e de institutos de formação (3%) (Tabela S2 do material suplementar on-line). As pessoas respondentes mencionaram as seguintes necessidades relativas à clientela e à área de aplicação: mais aceitação por parte da clientela (7%) e mais possibilidades de aplicar o método (3%). Por fim, as necessidades relativas a quem trabalha com coaching, mencionadas pelas pessoas respondentes, eram mais prática com o método (12%), mais apoio entre pares (12%), aprendizagem contínua e desenvolvimento pessoal (11%) e conexão com uma comunidade (7%).
Para o campo como um todo, as pessoas respondentes mencionaram as seguintes necessidades: uma base científica sólida (10%), maior disponibilidade de materiais acessíveis e programas de formação de alta qualidade (7%) (Tabela S3, material suplementar on-line). Afirmaram também que uma desmistificação do método (3%), para que ele deixasse de evocar associações esotéricas, seria benéfica. Além disso, o método deveria ser mais divulgado (10%) e ganhar mais reconhecimento (8%). Mencionaram ainda a necessidade de melhorar a qualidade da aplicação do método, possivelmente por meio da introdução de uma certificação para profissionais de coaching e consultoria (9%). No campo, as pessoas respondentes apontaram a necessidade de mais união, menos concorrência e mais abertura a outros métodos (7%), bem como de uma comunidade (internacional) (4%).
Até onde sabemos, este é o primeiro estudo a oferecer um panorama geral de profissionais que aplicam uma perspectiva sistêmica por meio do método das constelações sistêmicas em contextos organizacionais. Nossos resultados revelam que quem usa profissionalmente esse método forma uma comunidade ampla e internacional, e que o número de pessoas formadas no método aumentou de forma constante ao longo dos anos. Além disso, o método é aplicado em uma série de contextos de coaching ou consultoria e em setores e indústrias diversos.
Nossos resultados também esclareceram as motivações iniciais de quem usa o método, os benefícios e as desvantagens percebidos de seu uso e as necessidades mais amplas da comunidade profissional. A percepção da eficácia do método foi um dos principais aspectos que despertaram inicialmente o interesse desse público profissional, além de ser a principal vantagem atribuída ao método. Embora a eficácia real do método não tenha sido verificada cientificamente neste estudo, essa percepção está de acordo com os resultados de estudos anteriores (Boland e Michaelis 2006; Gutmark 2014; Kolodej et al. 2016). Entre as características do método mais valorizadas estavam o uso de uma perspectiva sistêmica, a ênfase em uma experiência corporificada e a possibilidade de visualizar o sistema. Além disso, as pessoas respondentes mencionaram que o método facilitava a compreensão de dinâmicas ocultas em uma equipe ou organização e ampliava a capacidade de cada pessoa de ver o quadro geral. Essas observações reforçam o valor desse método para aplicar na prática uma perspectiva sistêmica a equipes ou organizações.
O aspecto da visualização, mencionado especificamente pelas pessoas respondentes, também foi apontado por Kopp e Martinuzzi (2013) como um benefício associado ao método das constelações sistêmicas. Mais precisamente, esse trabalho sustenta que a visualização permite captar em um só olhar uma questão e seu contexto. A visualização também é uma característica de outros métodos aplicados em contextos organizacionais, como a construção de figuras ricas (rich pictures) na metodologia de sistemas flexíveis, em que o desenho constitui o primeiro passo na exploração de um problema e na produção de compreensões sobre o sistema (Checkland 2000). Assim como o método das constelações sistêmicas, os métodos baseados na dramatização, por exemplo o psicodrama e o sociodrama, envolvem uma representação visual e espacial das relações e a externalização da imagem interna da pessoa atendida com o auxílio do jogo de papéis (Schumacher 2000). Uma diferença essencial entre essas abordagens é que o psicodrama se concentra no comportamento de uma pessoa ou de um grupo, enquanto o método das constelações sistêmicas busca, além disso, trazer à tona o conhecimento tácito subjacente que as pessoas têm sobre o contexto social. O método das constelações sistêmicas também dá mais ênfase a uma perspectiva sistêmica para abordar uma questão (Schumacher 2000).
As desvantagens do método identificadas por quem respondeu foram a base científica frágil, a ausência de certificação e de controle de qualidade, a margem de interpretação e a aparência esotérica. Essas preocupações coincidem com as expressas na literatura (Groth 2004; Scholtens et al. 2021). As pessoas respondentes atribuíram os desfechos potencialmente desagradáveis e as experiências contraproducentes a uma aplicação inadequada ou a uma formação insuficiente, o que ressalta a necessidade urgente de maior profissionalização do campo e de avaliação científica do método. O desenvolvimento de uma base científica e de medidas de garantia de qualidade, bem como de materiais didáticos e programas de formação de alta qualidade, foi identificado como necessidade prioritária na avaliação das necessidades. Embora a Infosyon ofereça certificação de institutos de formação e de profissionais, esse fato ou não é amplamente conhecido na comunidade internacional, ou talvez não corresponda ao tipo ou ao nível de certificação que as pessoas respondentes desejam.
De modo geral, uma prioridade que emergiu da avaliação das necessidades foi melhorar a qualidade do próprio método, de sua aplicação e de quem o utiliza profissionalmente. Para isso, é preciso uma compreensão (científica) maior do método, evidências de sua eficácia e medidas para garantir e acompanhar sua qualidade. Para melhorar a qualidade de quem trabalha com coaching, as pessoas respondentes apontaram a necessidade de mais oportunidades de autoformação e formação e de acesso a materiais didáticos e programas de formação de alta qualidade, a redes de pares e a supervisão. Com o tempo, uma qualidade maior pode levar a uma aplicação mais profissional, o que poderia contrabalançar a relutância e a falta de compreensão por parte da clientela observadas pelas pessoas respondentes. Além disso, a garantia de qualidade poderia levar a mais visibilidade e aceitação do método no plano profissional. Outros métodos usados no campo do coaching e da consultoria seguiram caminhos semelhantes, muitas vezes surgindo da prática (Grant e O’Connor 2019). Um exemplo é a terapia cognitiva baseada em mindfulness (Segal et al. 2013). Embora a meditação seja uma prática milenar, a criação de um protocolo padronizado e de uma formação na prática meditativa permitiu avaliar em pesquisas a pertinência e a eficácia do método. Com isso, uma abordagem padronizada pode ser usada para ensinar o método. Esses desenvolvimentos levaram à ampla aceitação da terapia cognitiva baseada em mindfulness, que foi amplamente pesquisada e se tornou uma intervenção baseada em evidências, hoje coberta por muitos planos de saúde.
Um ponto forte do presente estudo é sua grande escala e a ampla distribuição internacional das pessoas que responderam à pesquisa, profissionais que usam o método das constelações organizacionais sistêmicas. Além disso, as perguntas abertas permitiram explorar os pontos de vista e as opiniões desse público profissional. Os dados qualitativos foram codificados por duas pessoas da equipe de pesquisa de forma independente, com a participação de uma terceira pessoa em caso de desacordo, o que aumenta a confiabilidade da extração dos dados. Reconhecemos, no entanto, as seguintes limitações. Apesar das muitas perguntas abertas da pesquisa, a quantidade de informação que as pessoas respondentes podiam fornecer era limitada. Além disso, algumas perguntas podem ter sido mal compreendidas ou mal interpretadas. Para reduzir esses mal-entendidos, realizamos uma pesquisa piloto. Outra limitação diz respeito às nacionalidades das pessoas respondentes, cuja maioria estava na Europa Ocidental. Essa distribuição desigual pode se explicar pelo fato de que, em geral, mais profissionais usam o método nessa região. Como o número real de profissionais que usam o método é desconhecido, não podemos tirar conclusões definitivas sobre a proporção desse público incluída no estudo nem sobre se a distribuição de profissionais, idiomas e países se aproximava da realidade. Apesar dessa limitação, o grande número de pessoas respondentes em relação à Infosyon, que conta com cerca de 150 profissionais, somado à cobertura mundial do estudo, nos dá confiança de que o estudo alcançou uma parcela considerável das pessoas que usam atualmente o método. Por fim, o estudo pode ter incluído sobretudo pessoas satisfeitas com o método. Embora essa limitação provavelmente tenha pouco efeito sobre os resultados que descrevem a comunidade e suas necessidades, deve-se dar menos peso à eficácia percebida relatada.
Os resultados deste estudo, realizado com a comunidade internacional de profissionais, revelam que o método das constelações sistêmicas é potencialmente uma abordagem eficaz e viável para aplicar uma perspectiva sistêmica em contextos organizacionais. No entanto, eles também destacam a importância da avaliação científica da eficácia do método. A eficácia percebida pelas pessoas respondentes, combinada com algumas características consideradas benéficas para a consultoria organizacional, oferece direções importantes para estudos futuros e, portanto, para a criação de práticas baseadas em evidências. Diante da escala ampla e internacional em que o método é aplicado atualmente e do número crescente de pessoas atendidas que entram em contato com ele, seu avanço científico parece ser de importância crucial.
Complexe Systémique: a reter
A pesquisa mostra quem pratica constelações nas organizações e o que essas pessoas pensam delas, não o que o método produz: a amostra, recrutada em bola de neve pelos institutos e pela rede do próprio campo, é em grande parte simpática ao método, e a própria equipe reconhece que a eficácia relatada tem pouco peso. O texto também deixa de lado os postulados que costumam acompanhar as constelações derivadas de Bert Hellinger (ordens do amor, um “campo” que informaria as pessoas que representam), que levantam sérias questões éticas e epistemológicas. Para a prática sistêmica, vale reter o interesse da representação espacial, parente da escultura familiar, para tornar visíveis lugares, alianças e lealdades em uma equipe. Vale reter sobretudo a lista de riscos apontados por quem pratica: desfechos desagradáveis, retraumatização, facilitação diretiva demais, margem de interpretação deixada a quem conduz. Formação acompanhada, supervisão e avaliação independente continuam sendo as condições de um uso prudente. Para ler junto com a entrevista com Bert Hellinger sobre as constelações e as ordens do amor e com o artigo sobre a abordagem sistêmica estrutural nas empresas.
Notas do original
Financiamento. A equipe de pesquisa não recebeu financiamento para este estudo.
Aprovação ética e consentimento para participar. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética do instituto de pesquisa (número de aprovação: 202000571) e pré-registrado no Open Science Framework (https://osf.io/4buzw) como parte de um estudo mais amplo sobre o método das constelações sistêmicas. Todas as pessoas respondentes deram seu consentimento informado. Para garantir a privacidade e a confidencialidade, a pesquisa foi respondida de forma anônima e nenhum dado pessoal foi coletado.
Conflitos de interesse. A equipe de pesquisa declara não ter nenhum conflito de interesse potencial em relação à pesquisa, à autoria ou à publicação deste artigo.
Referências
Andrews M, Smits SJ (2018) Knowing what we know: uncovering Tacit Knowledge for Improved Organizational performance. J Organizational Psychol 18(5):26–43
Barton J, Emery M, Flood RL, Selsky JW, Wolstenholme E (2004) A maturing of systems thinking? Evidence from three perspectives. Systemic Pract Action Res 17(1):3–36
Bierema LL (2003) Issues involving practice-based learning and Improvement Systems thinking: a New Lens for old problems. J Contin Educ Health Prof 23(S1):S27–33
Boland H, Michaelis T (2006) Jenseits des Rubikon? Der mögliche Beitrag von Systemaufstellungen und Lösungsorientierung zur Beratungsarbeit in der Landwirtschaft [Beyond the Rubicon? The potential contribution of systemic constellations and solution orientation to extension work in agriculture]. Berichte über Landwirtschaft Zeitschrift für Agrarpolitik und Landwirtschaft 84(2):264–288
Burchardt C (2015) Business coaching and consulting - the systemic constellation approach in business. In: Schabacker M, Gericke K, Szélig N, Vajna S (eds) Modelling and management of engineering processes. Springer-Verlag, pp 101–112
Checkland P (2000) Soft systems methodology: a thirty year retrospective. Syst Res Behav Sci 17(S1):S11–S58
Fasching C (2009) Aufstellungen in Systemen. Unterschiede in Theorie und Anwendung von Aufstellungsmethoden aus der Erfahrungswelt österreichischer Aufsteller [Constellations in systems. Differences in theory and application of constellation methods from the experience of Austrian constellators], [Thesis, WU Vienna, Austria]. https://www.yumpu.com/de/document/read/6767140/diplomarbeit-osterreichisches-forum-systemaufstellungen
Grant A, O’Connor S (2019) A brief primer for those new to coaching research and evidence-based practice. Coaching Psychol 15(1):3–10
Groth T (2004) Organisationsaufstellung — ein neues Zauberinstrument in der Beratung? [Organisational constellation - a new magic tool in consulting?]. Gruppendynamik und Organisationsberatung 35(2):171–184
Gutmark BJ (2014) Systemische Aufstellungen im organisationalen Kontext. Eine empirische Untersuchung zur Wirksamkeit von Organisationsaufstellungen [Systemic constellations in an organisational context. An empirical study of the effectiveness of organisational constellations], [Doctoral dissertation, Technical University Darmstadt, Germany]
Harrington HJ, Carr JJ, Reis RP (1999) What’s this “systems” stuff. anyhow? The TQM Magazine 11(1):54–57
Hawkins P (2019) Systemic Team Coaching. In: Clutterbuck D, Gannon J, Hayes S, Iordanou I, Lowe K, MacKie D (eds) The practitioner’s handbook of Team Coaching. Routledge, pp 36–52
Hwang A (2000) Toward fostering Systems Learning in Organizational Contexts. Systemic Pract Action Res 13(3):329–343
Kolodej C, Schröder J, Kallus KW (2016) Evaluation systemischer Strukturaufstellungen im Organisationskontext [Evaluation of systemic structural constellations within an organisational context]. Gruppe Interaktion Organisation Zeitschrift für Angewandte Organisationspsychologie (GIO) 47(1):61–71
Konkolÿ Thege B, Petroll C, Rivas C, Scholtens S (2021) The effectiveness of Family Constellation Therapy in improving Mental Health: a systematic review. Fam Process 60(2):409–423
Kopp U, Martinuzzi A (2013) Teaching sustainability leaders in Systems thinking. Bus Syst Rev 2(2):191–215
Lam A (2000) Tacit knowledge, organisational learning and societal institutions: an integrated framework. Organ Stud 21(3):487–513
Lawrence P (2021) Team coaching: systemic perspectives and their Limitations. Philos Coaching 6(1):52–82
Maes G, Van Hootegem G (2019) A Systems Model of Organizational Change. J Organizational Change Manage 32(7):725–738
Scholtens S, Petroll C, Rivas C, Fleer J, Konkolÿ Thege B (2021) Systemic constellations applied in organisations: a systematic review. Gruppe Interaktion Organisation Zeitschrift Für Angewandte Organisationspsychologie (GIO) 52:537–550
Schumacher T (2000) Systemische Strukturen in Familie und Organisation - Eine Studie zu Auswirkungen von Familienaufstellungen auf subjektive beziehungsbilder [Systemic structures in family and organisation - a study on the effects of family constellations on subjective relationships]. Verlag Rheintal Institute
Segal ZV, Wiliams JM, Teasdale JD (2013) Mindfullness-based cognitive therapy for Depression, 2nd edn. The Guildford Press
Senge PM (1990) The fifth discipline: the art and practice of the learning organization. Doubleday/Currency
Sipman G, Thölke J, Martens R, Mckenney S (2022) Can a systemic-phenomenological teacher Professional Development Program Enhance awareness of Intuitions and serve pedagogical tact? Systemic Pract Action Res 35(2):153–175
Tenner C (2014) Organisational Constellations in North America. Research Findings on Facilitators’ perspective. The Knowing Field 24:34–40
Wakefield K (2014) Coaching complexity: Exploring systemic coaching in practice. [Master thesis, University of Reading]
Weinhold J, Bornhäuser A, Hunger C, Schweitzer J (2014) Dreierlei Wirksamkeit. Die Heidelberger Studie zu Systemaufstellungen [Triple efficacy. The Heidelberg study on system constellations]. Carl-Auer Verlag
Tradução não oficial em português de Uma perspectiva sistêmica sobre as organizações: a experiência internacional com o método das constelações sistêmicas, de Salome Scholtens, Hedwig Boer, Lisa Kiltz e Joke Fleer, Systemic Practice and Action Research, vol. 37, no 1 (2024), doi: 10.1007/s11213-023-09642-2, sob licença CC BY 4.0. Tradução e paginação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença (tabelas apresentadas em listas, legendas das figuras traduzidas). Nem os autores nem o editor respondem por esta tradução; a versão original prevalece.
Tradução não oficial para o português de “A Systemic Perspective on Organizations: International Experience with the Systemic Constellation Method”, publicado em Systemic Practice and Action Research (2024) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.
Ler o artigo originalComo citar este artigo
Scholtens, S., Boer, H., Kiltz, L., et Fleer, J. (2024). Uma perspectiva sistêmica sobre as organizações: a experiência internacional com o método das constelações sistêmicas (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/artigos/uma-perspectiva-sistemica-sobre-as-organizacoes-o-metodo-das-constelacoes-sistemicas (Obra original publicada em 2023 em Systemic Practice and Action Research, 37(1), 41-58 (2024); republicada em 2024 por Systemic Practice and Action Research, https://link.springer.com/article/10.1007/s11213-023-09642-2)
Para ir mais longe