Journal of Solution-Focused Brief Therapy · Entrevista
Michael Durrant, fundador do Brief Therapy Institute of Sydney e primeiro editor da revista, entrevista seu amigo de vinte e cinco anos Frank N. Thomas, professor da Texas Christian University e arquivista oficial da Solution-Focused Brief Therapy Association. Do Dakota do Sul de 1967 à preservação das fitas do Brief Family Therapy Center, passando por um primeiro encontro desastroso com Steve de Shazer, este é o percurso de um homem que diz ter construído sua carreira acadêmica “vagando e se admirando” — e que se pergunta, ao final, como manter viva uma tradição sem congelá-la.
Tradução não oficial para o português. Esta entrevista é a tradução de Not all who wander are lost: Wandering and wondering in the Solution-Focused world. An interview with Frank N. Thomas, de Frank Thomas e Michael Durrant, publicada no Journal of Solution-Focused Brief Therapy, vol. 1, n. 2 (2014), doi: 10.59874/001c.75105, sob licença CC BY 4.0. Tradução e diagramação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença. Foram acrescentados subtítulos para a leitura on-line; a epígrafe tomada de Tolkien não é reproduzida (ver a nota abaixo). Nem os autores nem a editora respondem por esta tradução; a versão original prevalece.
Quem é Frank Thomas — apresentação de Michael Durrant
O doutor Frank Thomas é professor de counseling e de formação de conselheiros na Texas Christian University, em Fort Worth (Texas, EUA). É também o arquivista oficial da Solution-Focused Brief Therapy Association. Frank e eu somos amigos e colegas há quase vinte e cinco anos; apresentamos juntos em congressos internacionais e escrevemos juntos capítulos de livros e artigos profissionais. Escrevi a apresentação de seu último livro, Solution-Focused Supervision: A resource-oriented approach to developing clinical expertise (2013, Springer), descrevendo-o como “O livro focado nas soluções mais importante dos últimos dez anos”. Frank é também editor associado do JSFBT.
Complexe Systémique — sobre a epígrafe
Na revista, a entrevista se abre com quatro versos de J. R. R. Tolkien tirados de The Fellowship of the Ring (1954), de onde vem o título: versos sobre o que tem valor sem ter brilho e sobre o vagar que não é estar perdido. Ainda protegidos por direitos autorais, não são reproduzidos aqui.
Construí minha carreira acadêmica vagando e me admirando.
Frank N. Thomas
Você tem uma longa trajetória no cuidado pastoral, no trabalho com jovens e em várias versões de “cuidar das pessoas”. Quais foram as forças motrizes de seus primeiros passos junto às pessoas?
Você é a primeira pessoa que já me fez essa pergunta, Michael — a primeira mesmo! — e reunir minhas lembranças vai me trazer, acredito, algumas percepções novas. Vêm-me à cabeça influências esperadas: a família, o escotismo, a igreja e os projetos de serviço na minha comunidade. Meus pais eram discretos quanto à sua benevolência para com os outros, o que combinava com sua humilde herança escandinava. Mas um episódio marcante, que alimentou meu jeito de “cuidar das pessoas”, me vem à memória, e vale a pena contar.
Em 1967, a família “Jones” — um homem afro-americano do leste dos Estados Unidos, sua esposa branca e a filha pequena do casal — mudou-se para a minha cidade, Sioux Falls, no Dakota do Sul. Ele havia sido contratado pela minha escola para ensinar artes industriais (marcenaria, metalurgia, eletrônica e assim por diante). Foram morar numa casa a uma rua da nossa e, de algum modo, minha mãe soube da situação difícil deles: vários serviços de creche haviam se recusado a cuidar da filha, de modo que a mãe não podia procurar emprego. Minha mãe soube também que aquela família havia sido expulsa por abaixo-assinado de dois bairros antes de comprar a casa, por causa do casamento inter-racial e da criança “mestiça”. Com o quinto filho finalmente na escola, minha mãe tinha os dias livres pela primeira vez em dezesseis anos… mas decidiu (com a concordância do meu pai, tenho certeza) procurar aquele casal e oferecer-se para cuidar da bebê. Pediu um único favor: que o senhor Jones me levasse à escola toda manhã.
Era o mesmo ano do famoso caso Loving v. Virginia (2015) na Suprema Corte dos Estados Unidos, que (enfim) pôs fim a todas as leis estaduais que proibiam ou restringiam casamentos em função da raça. Ter testemunhado a coragem e a bondade da minha mãe ainda alimenta, quase cinquenta anos depois, minha paixão por servir. Os Jones deixaram o Dakota do Sul no fim do ano letivo, mas eu havia recebido ali uma educação de primeira mão sobre raça (com o senhor Jones) e sobre justiça (com minha mãe), e ela ainda me move.
Qual foi o caminho entre essas lições do ensino médio, em Sioux Falls, e o crescer para se tornar terapeuta?
Minha dedicação à justiça e ao propósito de me tornar psicoterapeuta continuou no ensino médio e na faculdade. Cargos de monitor (e de salva-vidas) em acampamentos de férias, nos dois verões anteriores à faculdade e no verão seguinte ao meu primeiro ano na University of South Dakota, consolidaram esse gosto de ajudar os outros ao confirmar meus dons. Meu desejo de me tornar profissional de saúde mental cresceu, e tive mentores — do lado da fé e do lado acadêmico — que me encaminharam para as profissões de ajuda, o serviço social e o aconselhamento pastoral.
Então você começou a carreira como pastor e terminou terapeuta?
Escolhi o caminho do ministério pastoral depois de me formar em sociologia e serviço social. Mas eu não sentia que estava realizando meu potencial trabalhando como pastor em igrejas locais depois de concluir o mestrado. Achava que poderia ter mais influência na universidade, como professor e supervisor — e o que me surpreendeu foi que meus interesses haviam se formado em torno da terapia familiar, e não do counseling ou do serviço social. Uma coisa levou a outra e o resultado final foi uma experiência maravilhosa de formação e de clínica na Texas Tech University, até o doutorado. Portas se abriram e ensino psicoterapia em instituições e contextos variados há quase trinta anos.
Quando você teve o primeiro contato com a abordagem focada nas soluções?
Encontrei Steve de Shazer num congresso da AAMFT1 realizado em Nova York, em meados dos anos 1980, e achei que ele era um dos sujeitos mais estranhos que eu já havia encontrado. Estava se esforçando tanto para se apresentar às pessoas naquela recepção que, francamente, parecia vender um produto que ninguém queria! Quando ele se afastou, joguei fora o cartão de visita dele. Mais tarde naquela semana, falei ao meu professor, Bradford Keeney, daquele sujeito estranho que eu havia conhecido. Depois da minha descrição, Brad disse: “Só pode ser Steve de Shazer. Escrevi uma das introduções do primeiro livro dele; John Weakland escreveu a outra. Quando você voltar ao Texas, precisa ler.” Então eu li (porque, quando um professor manda ler alguma coisa, a gente lê!) — encomendei Patterns of Brief Family Therapy (de Shazer, 1982) e o li poucos dias depois que chegou. E como fiquei impressionado!
Esse primeiro contato transformou-se num compromisso com a abordagem focada nas soluções que hoje atravessa quatro décadas diferentes. Tive o privilégio de ser convidado por Steve para ser Fundador da SFBTA Academy, um primeiro encontro de profissionais norte-americanos da abordagem que, segundo ele, deveria ter a tarefa de dar continuidade à tradição. Entre os Fundadores estavam Peter De Jong, Yvonne Dolan, Heather Fiske, Dan Gallagher, Josee Lamarre, Teri Pichot, Joel Simon, Lance Taylor, Terry Trepper e outros, que deram contribuições decisivas à abordagem na América do Norte. Você vê, portanto, que minhas primeiras impressões de Steve, e da abordagem, mudaram radicalmente desde aquele primeiro encontro em Nova York.
Como a abordagem se ajustava ao que já era importante para você?
A abordagem sistêmica e interacional de Steve estava muito próxima da minha naquele momento. Tendo estudado com Brad Keeney, eu tinha a cibernética como lente teórica principal. Steve tinha uma capacidade notável de destilar ideias sistêmicas e interacionais muito complicadas em formas clinicamente pertinentes e aplicáveis. Eu já era bastante hábil em aplicar o modelo interacional do MRI, sob a tutela de Brad, de Monte Bobele e de outros, na Texas Tech University. Steve havia estudado no MRI, e seu mentor era John Weakland, que apresentou Insoo e Steve um ao outro (Cade, 2007). De fato, as origens da abordagem Berg/de Shazer eram interacionais, e não focadas nas soluções: “Queríamos simplesmente estar na vanguarda do pensamento no campo da terapia familiar. Queríamos ser o MRI do Meio-Oeste e oferecer a melhor formação possível à geração seguinte de terapeutas familiares… Visto de certa maneira, [nós] poderíamos dizer que tudo isso aconteceu por acaso” (Nunnally, de Shazer, Lipchik & Berg, 1986; cf. Cade, 2007). O passo do interacional do MRI para a primeira abordagem focada nas soluções era, portanto, fácil de dar: eram abordagens irmãs.
O que a abordagem mudou para você?
O movimento na direção de uma prática mais focada nas soluções levou alguns anos para se firmar. Embora eu gostasse do rumo que Steve havia tomado, do interacional para as soluções, havia pouco apoio à terapia breve focada nas soluções (TBFS) no meu programa de doutorado. Meu trabalho clínico na Texas Tech continuou estrutural-estratégico e interacional-MRI, por causa das equipes com as quais eu trabalhava: ninguém mais praticava a abordagem. Depois de me formar, dirigi uma clínica de atendimento ambulatorial ligada a um hospital psiquiátrico, em 1988-89. Ali encontrei profissionais do mesmo espírito, que queriam aprender a abordagem juntos. Por mais de um ano, esse grupo maravilhoso prosperou em Arlington, no Texas. Pessoas que ainda admiro como profissionais da abordagem — Tom Lee, Tracy Todd, Tom Chancellor e outros — dedicaram tempo a trabalhar em equipe, com espelho unidirecional, para aprender. Passamos centenas de horas atendendo clientes e discutindo casos, refinando nossas habilidades e apoiando o aprendizado uns dos outros. Meu compromisso com a abordagem começou com essa experiência de construção de habilidades, e continuo a aprender ensinando e formando outros, tanto quanto pela prática da psicoterapia e pela supervisão.
O que a TBFS mudou no modo como sua prática de terapeuta se desenvolveu?
A diferença mais importante que a abordagem fez no desenvolvimento da minha prática vem da ênfase que ela põe nas exceções e nos recursos. No meu trabalho clínico dos anos 1970 e 1980, eu aplicava modelos sistêmicos de primeira ordem. Eram as ferramentas da época na terapia familiar, e todas são praticadas ainda hoje. Mas eu ansiava por algo menos centrado no especialista, menos instrumental, e encontrei isso na abordagem focada nas soluções. Seguindo a sua tradição, Michael, digo que pratico a “Frank Therapy” — não consigo duplicar o estilo de outra pessoa, porque acredito que levamos ao nosso trabalho vieses e saberes que refletem quem somos e o que valorizamos. Mas minha posição filosófica de fundo diante da psicoterapia se apoia no pensamento sistêmico e nos pressupostos da abordagem: o efeito de propagação é possível (a mudança leva a mais mudança), a interação cria a realidade, as relações são generativas, observar importa mais do que interpretar, e a curiosidade conduz a investigação.
Que desafios específicos seu compromisso com a TBFS levantou na sua prática de terapeuta?
Tenho certeza de que meus desafios são paralelos aos da maioria dos praticantes da abordagem, só que eu não ganho a vida fazendo psicoterapia, de modo que eles não me atingem da mesma maneira. A experiência mais comum que encontramos é a necessidade de encaminhamentos constantes! Meu número mediano de sessões, nos últimos vinte e cinco anos, gira em torno de seis, menos da metade do da maioria dos meus colegas não focados nas soluções: minha corrente de encaminhamentos precisa, portanto, de afluentes o tempo todo. A maior parte das pessoas chega até mim por duas vias: colegas de profissão e o boca a boca dos clientes. Os encaminhamentos dessa segunda categoria me interessam particularmente, porque muitos clientes chegam ao meu consultório depois de experiências horríveis com outros terapeutas e outras abordagens. “Meu último terapeuta me disse que eu era XYZ (um diagnóstico) e que precisava de medicação (mesmo sem ter nenhuma formação médica)” e “ele ou ela me disse para (me divorciar, deixar minha família, entrar no AA)” são as coisas que mais ouço de clientes que tiveram experiências ruins em terapia. Se conheço essas experiências ruins, é porque eu pergunto (Norcross & Wampold, 2011)! E continuo espantado com a pseudoespecialização que circula na comunidade dos terapeutas. Profissionais dão conselhos e ditam o que os clientes devem acreditar, mudar ou fazer para resolver suas dificuldades, mas prestam pouca atenção aos retornos e aos recursos deles. Muitos dos desafios da minha prática estão ligados, assim, às barreiras que a terapia anterior ergueu diante dos clientes, pelas mãos dos próprios profissionais que tentaram ajudá-los.
Outro desafio interessante vem da influência da mídia. Tenho o tempo todo clientes que trazem Oprah ou Dr. Phil para dentro da sala: “Outro dia, em (tal programa, tal podcast, tal site), ouvi ou li sobre essa doença, esse diagnóstico, e acho que talvez eu tenha.” Mesmo clientes que vivem cada vez mais instâncias de seu futuro preferido e que sobem em sua escala pessoal de mudança positiva podem ser desviados por referências da cultura pop ou por especialistas que vendem livros sobre síndromes e transtornos — a publicidade funciona. Tenho até clientes que buscam consultas por Skype ou por e-mail entre as sessões: “Eu não queria incomodar você, então entrei em contato com este site e aprendi que…” Esses intercâmbios podem ser desgastantes e até descarrilar os avanços que os clientes relatam. Mas a boa notícia é que a abordagem focada nas soluções é notavelmente resiliente! Mesmo quando os clientes se deparam com uma informação debilitante que os tira do rumo, peço respeitosamente que voltemos às direções colaborativas que havíamos combinado, para ver se podemos seguir avançando apesar das barreiras que surgem no caminho da mudança. Quase sempre os clientes preferem a mudança positiva à informação opressiva sugerida por outras fontes, e acredito que essa preferência é reforçada por relações terapêuticas positivas e responsivas.
O que a TBFS mudou no modo como sua prática de acadêmico se desenvolveu?
Construí minha carreira como membro da academia vagando e me admirando. Ao contrário de muitos colegas bem-sucedidos, cujas atividades acadêmicas têm a precisão de um laser, meu caminho tomou muitas, muitas trilhas interessantes. Publiquei e apresentei sobre uma grande variedade de temas fora do campo das soluções: cibernética, terapia familiar com dependência química, terapia de casal, controle de peso, autocuidado do terapeuta, ética, pedagogia, cuidado pastoral, etnografia e pesquisa qualitativa, humor, espiritualidade, justiça e intervenções de counseling. Tive muita sorte de poder seguir minha curiosidade, escrever sobre o que me interessa e colaborar com colegas que admiro, vindos dos mais variados caminhos.
Dito isso, a maior parte das minhas apresentações e publicações tratou de abordagens focadas nas soluções. Minhas atividades acadêmicas se concentraram nelas e em outras abordagens pós-modernas por cerca de vinte e cinco anos, com livros que acredito terem sido contribuições significativas ao campo (Malinen, Cooper & Thomas, 2011; Nelson & Thomas, 2007; Thomas, 2013; Thomas & Cockburn, 1997), e com o privilégio de ter conduzido mais de duzentos e trinta workshops em cinco continentes. Meu ensino foi guiado pelos princípios da abordagem, na medida em que procuro construir com os estudantes relações centradas na competência e na colaboração. Serei para sempre devedor da comunidade focada nas soluções por ter criado as oportunidades nas quais aprendi e contribuí. Desde minhas primeiras apresentações profissionais sobre supervisão focada nas soluções (Thomas, 1990) e minhas primeiras publicações (Thomas, 1994a, 1994b) até hoje, encontrei nos profissionais dessa comunidade apoio à inovação e abertura a vozes alternativas.
Que desafios específicos seu compromisso com a TBFS levantou na sua prática de acadêmico?
Achei a academia um corpo aberto e curioso. Colegas e administradores da universidade sempre apoiaram minhas atividades acadêmicas e minhas pesquisas, inclusive minhas incursões no mundo das soluções. O apoio da pesquisa às práticas focadas nas soluções cresceu exponencialmente nos últimos anos (Franklin, Trepper, Gingerich & McCollum, 2012), mas a novidade sempre foi bem recebida nas instituições em que ensinei e servi. A Texas Tech University era solo fértil para o pensamento e a prática inovadores no mundo da terapia familiar e interacional. Tive o privilégio de ensinar e aprender com alguns dos melhores terapeutas familiares do país durante meus anos na Texas Woman’s University, e foi nesse período de doze anos que comecei a colaborar com pensadores da abordagem, entre eles você, Thorana Nelson, Jack Cockburn, John Wheeler, Dvorah Simon e outros, a quem sou devedor. Por fim, a abordagem principal que ensinamos no nosso programa de counseling na Texas Christian University (TCU) é a TBFS, com forte ênfase no pensamento sistêmico e nos recursos. Becky Taylor criou o programa e me convidou, há uns dez anos, a integrar o que se revelou um investimento de primeira linha na vida de profissionais, no mestrado e no doutorado. Meus decanos na TCU apoiaram o trabalho do Arquivo da SFBTA (ver adiante) designando assistentes ao projeto ano após ano, tudo às custas da TCU. Então… como você vê, os desafios foram poucos e as recompensas, muitas.
Aqui na Austrália, a TBFS é amplamente usada pelos praticantes, mas não é amplamente adotada na academia; é vista com ceticismo na maioria dos departamentos universitários — de modo que a maioria dos terapeutas focados nas soluções não aprende a abordagem na universidade. Sua experiência parece muito diferente disso.
Sim, você tem razão. A TBFS tem influência dentro e fora da academia. Ela tem raízes nas instituições de ensino aqui nos Estados Unidos e também prosperou pelos centros de formação. Pessoas como Peter De Jong (Calvin College), Cynthia Franklin (University of Texas/Austin), Mo Yee Lee (The Ohio State University), Eric McCollum (Virginia Tech University), Johnny Kim (University of Denver) e outros são conhecidos por seu compromisso com a prática e a pesquisa em TBFS, e construíram suas carreiras em torno da abordagem dentro do mundo acadêmico americano. Fui efetivado em duas universidades prestigiosas e ensinei num seminário de teologia credenciado ao longo destes vinte e cinco anos, dedicando grande parte da minha atividade acadêmica e do meu ensino à abordagem: minha própria trajetória profissional está, portanto, ligada ao reconhecimento do foco nas soluções como objeto acadêmico legítimo.
Acredito que a base de pesquisa do foco nas soluções se estabeleceu a ponto de ser questionada mais em bases filosóficas, por suposto viés, do que quanto ao rigor acadêmico ou à validade como “modelo” de tratamento. Os trabalhos de Gingerich (Gingerich & Eisengart, 2000), de Franklin e seus colegas (Franklin et al., 2012) e de pesquisadores de campo como Lee (Lee, Sebold & Uken, 2003) elevaram a abordagem em muitos programas clínicos acadêmicos. E minha experiência é que a maioria dos programas ensina a TBFS como opção legítima para profissionais de saúde mental. Não são apenas os formadores do circuito de workshops e de formação continuada que promovem a abordagem: professores, docentes e supervisores acompanham clínicos iniciantes enquanto eles desenvolvem habilidades e aplicam a abordagem em variados contextos de pós-graduação e de formação em psicoterapia.
Quando penso no seu trabalho, a contribuição que mais me vem à cabeça é a que você desenvolveu ao longo de tantos anos sobre a supervisão focada nas soluções. Como isso se tornou uma área de interesse tão ampla?
Vasculhei e revasculhei minhas lembranças pessoais (a memória) e digitais (o computador) e cheguei a esta conclusão: a maior parte das minhas aplicações da TBFS foi terapia-mais-supervisão. Desde as aprendizagens em equipe atrás do espelho no Willow Creek Adolescent Center, no fim dos anos 1980, até meu trabalho atual na TCU, não separo a prática do counseling da supervisão. Eu não havia lido o artigo de Joe Wetchler (1990) sobre supervisão focada nas soluções — a primeira publicação sobre o tema — antes de já ter criado uma apresentação e começado a ensinar essa abordagem (que eu julgava) singular da supervisão em saúde mental (Thomas, 2013, 2012, 1996, 1994b, 1992, 1990). Desde minhas primeiras apresentações, esquadrinho a literatura da nossa profissão em busca de publicações conceituais e de pesquisa relacionadas à supervisão focada nas soluções. Isso continua sendo um compromisso meu, acompanhar o que se desenvolve nesse terreno, porque… bem, se eu não fizer, quem fará? “Adquirir, preservar e catalogar” é o mantra do arquivista, e essa atitude transbordou do Arquivo da SFBTA para alguns dos meus próprios interesses profissionais e trabalhos de pesquisa e escrita.
O apelo que a supervisão focada nas soluções tem para mim, e meu compromisso com ela, estão ligados ao campo da supervisão em geral. A maioria dos que atribuem valor à supervisão dos profissionais de saúde mental o faz com pouco apoio de pesquisa. Nosso compromisso com essa prática de aprendizagem de longa data é mais filosófico do que outra coisa, pois há apoio escasso à ideia de que a supervisão (de qualquer tipo) tenha valor para os clientes (Freitas, 2002). Já a formação em TBFS que leva a uma prática eficaz sem supervisão continuada tem algum apoio de pesquisa (Ferraz & Wellman, 2009) e é provavelmente o cenário de aprendizagem mais comum para os praticantes da TBFS no mundo todo. Espero que colegas continuem a examinar a conexão supervisor-terapeuta-cliente, ainda que as metodologias de pesquisa costumem ser complexas (ver Freitas, 2002) — e se alguém quiser formar dupla para um estudo… entre em contato comigo!
Seu capítulo de 1996 sobre supervisão se chamava “Solution-Focused supervision: The coaxing of expertise”. As quatro palavras depois dos dois-pontos sempre me pareceram carregadas de sentido. Você poderia desdobrá-las um pouco?
Escolher uma fórmula que servisse ao modo como eu pensava a supervisão focada nas soluções, naquela época, foi um suplício! Esse título é o melhor que consegui achar para minha primeira apresentação, em 1990, e ainda serve hoje. Minhas colaborações de supervisão com terapeutas não são mineração (tentar localizar ou descobrir coisas dentro do terapeuta ou de sua história); minha posição é, antes, uma posição de curiosidade. Criar espaço para que os terapeutas enunciem seus pensamentos leva a conversas seguras. E ainda que alguns momentos de supervisão precisem [ser] muito diretivos e/ou didáticos (apontar o que a lei exige do terapeuta, por exemplo), a maior parte dessas conversas faz emergir momentos de êxito e de competência, e reflexões sobre eles.
É importante para mim fazer emergir experiências de expertise. Para mim, to coax não é persuadir; meu uso da palavra “coax” corre em paralelo a termos como encorajar, trazer à tona, suscitar ou mesmo provocar. Numa entrevista de acompanhamento que conduzi anos atrás (Thomas, 1994a), uma cliente me disse o seguinte: “Você acreditou em mim antes que eu acreditasse em mim.” É isso que quero comunicar aos terapeutas: confio que vocês têm maneiras deliberadas de pensar e de agir que sustentam a mudança do cliente, e quero ouvir sobre as experiências em sessão que corroboram a expertise de vocês em desenvolvimento.
Uma das maneiras de supervisionar de que mais gosto é sentar-me com o terapeuta e o cliente ou os clientes — não atrás de um espelho unidirecional nem assistindo por link de vídeo ou áudio, mas dentro da própria sala (ver Lane & Thomas, 2013 para uma descrição de como isso pode ser organizado). Nos últimos minutos desse tempo de consultoria supervisionada, costumo entrevistar o cliente sobre o que o terapeuta fez bem (permanecendo dentro da tradição focada nas soluções). Esse processo de retorno é quase sempre bem recebido, tanto por clientes quanto por terapeutas. Com o terapeuta na sala, testemunhando nossa conversa, os clientes me informam sobre como seus terapeutas foram eficazes e sobre como eles próprios dão sentido a esses momentos de êxito. Eu pergunto:
Quando reflito depois com os terapeutas, uma vez que os clientes responderam a essas perguntas e saíram da sala, os praticantes quase sempre relatam um impacto positivo — ficam entusiasmados ao ouvir como cooperaram com a mudança do cliente e a encorajaram, e prontos a discutir como poderiam cultivar essas práticas no futuro. Embora alguns, no nosso campo, acreditem que as contribuições dos terapeutas à mudança dos clientes deveriam ser minimizadas (“o cliente é o especialista” levado ao extremo, autorrevelação limitada do terapeuta, desvalorização da importância da relação terapeuta-cliente, e assim por diante), os clientes compartilham o crédito (Furman & Ahola, 1992) sem que se precise insistir muito — eles vivem a mudança como resultado da colaboração e valorizam muito a pessoa e a expertise dos praticantes que veem. Essa prática de incluir o cliente no processo de supervisão é mais uma maneira de fazer emergir a expertise.
Você foi nomeado “arquivista oficial” pela Solution-Focused Brief Therapy Association. Em que consiste esse papel?
O Arquivo da SFBTA (que preserva o Brief Family Therapy Center de Milwaukee) foi criado pela Solution-Focused Brief Therapy Association of North America. Insoo Kim Berg e Steve de Shazer deixaram à SFBTA todos os seus objetos profissionais e todo o seu legado, e a filha de Insoo, Sarah Berg, tem apoiado muito nosso empreendimento. Meu papel como arquivista é solicitar, coletar, arquivar e salvaguardar materiais diretamente ligados ao BFTC. Trabalho com o comitê de Arquivo da SFBTA e com a diretoria para atingir esses objetivos, e ambos têm sido maravilhosamente inventivos e apoiadores.
O que há no Arquivo?
Até agora, meus assistentes e eu arquivamos centenas de itens: gravações em vídeo e áudio (e algumas transcrições), fotografias, publicações, manuscritos inéditos, materiais de formação e de apresentação, materiais promocionais e correspondência. Esperamos solicitar ainda mais itens lembrando continuamente aos profissionais da abordagem que, uma vez que algo é jogado fora, não pode mais ser recuperado. (Leitores: vejam nos seus armários de arquivo e nos seus discos rígidos o que gostariam de doar ao Arquivo!)
Tenho em algum lugar um bilhete rabiscado que diz: “Recebido de Michael Durrant, honorários de ensino de 200 dólares mais uma cerveja, [assinado] S de S”. É esse o tipo de coisa que você quer?
Com certeza! Digitalize (300 dpi no mínimo) e me mande o PDF ou o JPEG! Preservar o BFTC é muito mais do que documentos e vídeos — é um esforço para captar o máximo possível do seu ethos. Steve e Insoo se corresponderam com centenas de pessoas pelo mundo todo, e tenho certeza de que muitas cartas, faxes e e-mails estão escondidos em gavetas de escritório, caixas ou dispositivos eletrônicos. Há pessoas com fotografias de Insoo, de Steve e de outros membros da equipe original do BFTC que poderiam ser digitalizadas, preservadas e compartilhadas. Um dos meus projetos é reunir histórias — as lembranças preferidas das pessoas sobre os fundadores, assim como suas perspectivas atuais sobre o impacto que os iniciadores tiveram sobre elas. Na dúvida, preserve o que você tem e entre em contato comigo! (Obrigado por permitir a propaganda do Arquivo!)
Como o Arquivo vai beneficiar — ou como você espera que beneficie — a comunidade focada nas soluções?
Com a aproximação do décimo aniversário da morte de Steve, em setembro de 2015, o comitê de Arquivo e eu trabalhamos no lançamento de um site para homenageá-lo, junto com Insoo e o BFTC. Esperamos tornar o Arquivo acessível, protegendo ao mesmo tempo a confidencialidade e mantendo a dignidade de todos. O que planejamos disponibilizar de início: vídeos dos Fundadores da SFBTA e de colegas próximos de Insoo e de Steve, vídeos de Steve e de Insoo que nunca foram disponibilizados ao público profissional, manuscritos inéditos, fotografias e outros itens de interesse para quem se sente atraído pela história da TBFS. Também estou comprometido com uma disponibilização progressiva dos materiais — em vez de colocar tudo na internet de uma vez, espero que possamos atrair as pessoas de volta ao site vez após vez, publicando periodicamente itens, histórias, vídeos e fotos. Este Arquivo é uma preservação, mas é também um processo, que oferece elementos do nosso passado e encoraja contribuições futuras. A história é uma re-coleção contínua!
Sei que você analisou o estilo de supervisão de Insoo usando parte desse material de arquivo. Alguma parte do material de arquivo estará disponível para quem faz pesquisa em TBFS?
A diretoria da SFBTA e o comitê de Arquivo estão comprometidos com a proteção da confidencialidade dos clientes, de modo que a maior parte dos vídeos jamais estará disponível ao público nem à profissão. A pesquisa com quaisquer materiais que envolvam clientes em terapia será muito restrita (se é que será permitida), e isso transborda em parte para as gravações de supervisão e de conversas de equipe. Um grande projeto de arquivo que conduzo agora, com a competente ajuda dos meus assistentes de ensino na TCU, é identificar todos os trechos de gravação em vídeo que não contenham nenhuma informação nem imagem identificável de clientes. Esses trechos serão então revistos pelo comitê de Arquivo para assegurar a confidencialidade dos clientes e a dignidade de todos os envolvidos. Minha esperança é que muitos trechos possam então ser disponibilizados para visualização dentro da comunidade, para aprendizagem e pesquisa. Além disso, publicarei no site meus materiais pessoais de apresentação sobre supervisão, algumas transcrições e manuscritos inéditos relativos ao estilo de supervisão e de consultoria de Insoo.
No congresso Solution-Focused da Austrália e da Nova Zelândia, em 2013, sua conferência de abertura se chamava “Something old, something new, something borrowed… something true” e nela você olhava o caminho percorrido pela TBFS — de onde tínhamos vindo — e os caminhos possíveis à frente. Como você vê o futuro do trabalho focado nas soluções?
Minha colega Cynthia Hansen e eu falamos disso em Milwaukee, no congresso da AAMFT de 2014, no qual um dia inteiro foi dedicado à abordagem focada nas soluções e ao que ela trouxe ao campo da terapia familiar (Thomas & Hansen, 2014). Muitos dos meus heróis estavam na plateia naquele dia, na nossa plenária, entre eles Eve Lipchik, Wally Gingerich, Gale Miller e outros que abriram o caminho… nosso futuro me é caro.
Mark McKergow (2014) escreveu um pequeno texto magnífico sobre o que ele chama de “novos desenvolvimentos essenciais” (p. 36) nas práticas focadas nas soluções. Esses desenvolvimentos-como-deslocamentos — das exceções ao problema para as instâncias do futuro preferido do cliente, das tarefas e sugestões centradas no terapeuta para os recursos do cliente, e das perguntas para ferramentas adicionais de conversa — descrevem uma abordagem muito, muito diferente daquela criada originalmente em Milwaukee. Isso está em sintonia com a tradição que Gale Miller e Steve de Shazer encorajavam no artigo em que tratam da “terapia focada nas soluções como rumor” (1998; cf. Miller, 2013), no qual encorajam a criatividade entre autores e praticantes ao mesmo tempo que pedem compromisso com as ideias centrais que há muito informam a abordagem. Gale e Steve dizem que não há metanarrativa da abordagem — ela é formada, in-formada e re-formada em cada conversa, mudando sem cessar a cada interação. A única recomendação deles é “que os terapeutas focados nas soluções e outros que ouçam versões diferentes do rumor focado nas soluções façam duas perguntas… Como a terapia focada nas soluções é definida dentro dessas histórias; do que essas histórias falam? E: essas histórias oferecem descrições adequadas de como a terapia focada nas soluções é feita?” (p. 377). Para citar um princípio muitas vezes lembrado da abordagem: a mudança é inevitável… para os clientes, para os praticantes e para a própria abordagem.
A abordagem de hoje não é a dos fundadores, pois deificá-la levaria ao seu fim; ao mesmo tempo, nós, que tivemos o privilégio de praticar essas abordagens e de viver dentro de uma comunidade mundial altamente dedicada, temos a responsabilidade de sustentar as tradições, as ideias e as memórias que tornam essas práticas tão excepcionais.
Uma última palavra de agradecimento a você, Michael, por todos os seus esforços para apoiar e difundir a abordagem pelo mundo… você (junto com Michelle Weiner-Davis) também foi orador de plenária na AAMFT, em Milwaukee. Somos todos seus devedores.
Para terminar: você diz que tentar manter a TBFS de Steve e de Insoo — o risco de deificação, como você diz — seria fatal. Pode comentar o inverso disso? Percorrendo com o olhar tamanha abundância de material focado nas soluções, você acha que há o risco de que alguns comecem a diluir ou a obscurecer aquilo que é realmente fundamental nesta abordagem?
Sua pergunta é premonitória e muito importante: toda a comunidade deveria examiná-la e discuti-la. Se a abordagem focada nas soluções é uma abordagem pós-moderna (e disso estou convencido) e se o pós-modernismo, como filosofia, evita o essencialismo (práticas e/ou ideias necessárias, por exemplo), como continuar a tradição sem frear sua evolução evidente? As tentativas de promover e preservar a abordagem prosseguem por meio de associações profissionais mundiais e regionais, congressos, centros e manuais de formação, protocolos de pesquisa e publicações profissionais (entre elas o JSFBT). Mas não acredito que seja possível identificar ou reivindicar o que é e o que não é focado nas soluções sem situá-lo num contexto e num tempo. Poucos profissionais bem lidos identificariam suas ideias e práticas atuais com os primeiros escritos de de Shazer. Duvido que muitos de nós concebam e prescrevam tarefas entre sessões conforme as tendências de resposta do cliente; menos ainda praticam a abordagem como uma árvore de decisão de escolhas forçadas; e duvido que a maioria dos que a praticam façam uma pausa literal antes de encerrar a sessão. Poucas lideranças da profissão ainda rotulam os clientes como clientes, queixosos ou visitantes, e vários formadores e autores respeitados chegaram a rejeitar “as perguntas” — do milagre, da exceção e outras — como essenciais à prática. Então, se não consagrarmos um conjunto de noções e costumes congelados no tempo dizendo “isto é a abordagem”, e ainda assim quisermos que a tradição perdure, quais são as nossas opções?
Minhas visões são influenciadas por fundadores, por sábios, por manuscritos, por experiências e pelo pensamento crítico. Como fundadores principais, Steve e Insoo continuam sendo meus informantes primeiros. Posso privilegiá-los, a eles e ao trabalho deles, porque tenho muito mais material do que quase todo mundo neste campo — o Arquivo é um baú de tesouros! Mas outras fontes também me informam, e informam o modo como imagino o futuro da abordagem. Sábios como Eve Lipchik, Gale Miller, Brian Cade, Andrew Turnell, Mark McKergow, você e outros me lembram de apreciar e de antecipar — apreciar o que nos une e antecipar a mudança. O artigo de Gale Miller (2013) sobre os futuros que ele imagina para a abordagem é um exemplo magnífico de pensamento crítico sobre o caráter inevitável da mudança em nossas práticas. A abordagem nunca foi e nunca poderá se tornar estática — a entropia é o único desfecho possível para abordagens entrincheiradas no passado. Mas o “vale tudo” também não pode se aplicar. Gosto da ideia expressa por Bertrand Russell (2014): “Liberdade é o direito de fazer o que eu quero; licença, o direito de fazer o que você quer.” As formas atuais da abordagem deveriam ser informadas pela colaboração entre profissionais que honram nossa herança e buscam criar com “licença” — deveríamos trabalhar rumo ao acordo, em vez de agir por conta própria. O que funciona deveria ser preservado; se não funciona, deveríamos parar de fazer e fazer outra coisa, ou fazer de outro modo. Deveríamos (juntos) nos dedicar ao que acredito serem as ideias e as ações centrais da abordagem à medida que ela evolui: trabalhar a partir da observação, e não de hipóteses, construir as soluções que os clientes desejam, e não objetivos impostos pelos ajudantes, manter um foco no futuro, criar soluções em conjunto com os recursos do cliente, honrar sua expertise e procurar evitar práticas patologizantes e pejorativas. O risco é inevitável… mas a recompensa também! Meu amigo, o falecido Heinz von Foerster, enunciou um dia o que chamava de Imperativo Terapêutico: “Se você quer ser você mesmo, mude!” (von Foerster, 1990). Se queremos uma abordagem vibrante e viável, fiel às nossas tradições… precisamos mudar!
Nota do original
1. American Association for Marriage and Family Therapy.
Referências
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Sobre os autores
Frank Thomas é professor de counseling e de formação de conselheiros no College of Education da Texas Christian University, em Fort Worth (Texas). Antes disso, foi professor e integrante do corpo docente clínico do programa de terapia familiar da Texas Woman’s University, em Denton (Texas), de 1989 a 2001, e docente convidado e supervisor clínico na Brite Divinity School da TCU, no programa de counseling pastoral e teologia (1995-2007). Terapeuta conjugal e familiar licenciado, Frank também mantém consultório particular em Fort Worth.
E-mail: f.thomas@tcu.edu
Michael Durrant é Honorary Associate na Faculty of Education and Social Work da University of Sydney, diretor do Brief Therapy Institute of Sydney e editor desta revista.
E-mail: michael@briefsolutions.com.au
Tradução não oficial para o português de Not all who wander are lost: Wandering and wondering in the Solution-Focused world. An interview with Frank N. Thomas, de Frank Thomas e Michael Durrant, publicado no Journal of Solution-Focused Brief Therapy, vol. 1, n. 2 (2014), doi: 10.59874/001c.75105, sob licença CC BY 4.0. Tradução e diagramação: Complexe Systémique, setembro de 2026 — a obra foi modificada nos termos da licença. Nem os autores nem a editora respondem por esta tradução; a versão original prevalece.
Tradução não oficial para o português de “Not all who wander are lost: Wandering and wondering in the Solution-Focused world. An interview with Frank N. Thomas”, publicado em Journal of Solution-Focused Brief Therapy (2014) sob licença CC BY 4.0. A tradução foi realizada pelo Complexe Systémique, não provém dos autores nem da editora, que não respondem por seu conteúdo; a versão original prevalece.
Ler o artigo originalComo citar este artigo
Thomas, F. N., & Durrant, M. (2014). Nem todos os que vagam estão perdidos: entrevista com Frank Thomas (Complexe Systémique, trad.). Complexe Systémique. https://app.complexe-systemique.com/pt_BR/articles/nem-todos-os-que-vagam-estao-perdidos-entrevista-com-frank-thomas (Obra original publicada em 2014 em Journal of Solution-Focused Brief Therapy, vol. 1, n° 2; republicada em 2023 por Journal of Solution Focused Practices, https://journalsfp.org/article/75105)
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